Nutricionistas são fundamentais para identificar seletividade alimentar de pacientes autistas

Nutricionistas são fundamentais para identificar seletividade alimentar de pacientes autistas

Os nutricionistas são fundamentais para identificar o grau de seletividade alimentar do indivíduo com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de orientar para uma dieta adequada e auxiliar a introduzir novos alimentos. Dentre as características de quem tem TEA, está a repetição de padrões e de ter interesses muito específicos. Esse comportamento pode estar presente durante as refeições, gerando o que se chama de “seletividade alimentar”.

Essa realidade pode levar a pessoa autista apresentar sérias deficiências nutricionais. “Em virtude dessa seletividade alimentar, há a necessidade de um acompanhamento contínuo com o nutricionista e outros terapeutas porque, às vezes, a pessoa também pode ter problemas de mastigação e de deglutição”, afirma a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8), Cilene da Silva Gomes Ribeiro. Além disso, quem possui TEA pode apresentar alergias a alguns alimentos o que pode intensificar seletividade alimentar.

“Por isso, é importante um acompanhamento nutricional, tanto para fazer orientações para as famílias quanto para identificar qual é o tipo e grau dessa seletividade alimentar. A partir disso, é possível fazer uma dieta mais equilibrada, além de uma integração progressiva de outros alimentos”, ressalta a presidente.

O tratamento do autismo requer uma equipe multidisciplinar e o nutricionista é fundamental no acompanhamento. Em parceria com outros profissionais, como fonoaudiólogo, terapeutas ocupacionais, psicólogos, médicos, o nutricionista é essencial para que a pessoa diagnosticada com TEA possa desenvolver de melhor maneira os seus potenciais. “O nutricionista é um profissional essencial desde a infância, pois ele é apto a realizar o acompanhamento clínico e a terapia alimentar dessas pessoas”, ressalta Cilene.

Foto de Freepik

Outra alerta trata-se dos alimentos que o indivíduo diagnosticado com TEA tende a consumir e que podem estar associados a essa dificuldade alimentar. “Algumas pessoas inseridas no espectro autista podem apresentar dificuldades sensoriais que impactam diretamente na alimentação, como a preferência por dietas monocromáticas e com texturas similares. O nutricionista pode ajudar o indivíduo diagnosticado  com o espectro autista a ter uma alimentação de maior qualidade mesmo com as suas seletividades e evitar alimentos ultraprocessados que são causadores de diversas doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes”, salienta a presidente do CRN-8.

Código Estadual

Está sendo elaborado o Código Estadual do Transtorno do Espectro Autista que está aberto para receber sugestões por meio do cepteaparana@gmail.com ou por meio do link https://www.assembleia.pr.leg.br/legislacao/codigos.

OBESIDADE ATINGE CERCA DE 59% DA POPULAÇÃO DO PARANÁ

OBESIDADE ATINGE CERCA DE 59% DA POPULAÇÃO DO PARANÁ

O índice da população do Paraná diagnosticada com algum grau de obesidade, entre crianças, adolescentes e adultos, chegou a 59% em 2023. Este dado representa um salto perto de 18% comparado com 2013, quando o percentual era de 40,77%. Os levantamentos são do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde.  

O dia 11 de outubro é instituído pela lei 11.721 de 2008 como o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de prevenir e conscientizar sobre a doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo são obesas, sendo 650 milhões adultos, 340 milhões e 39 milhões de crianças. No Paraná, os dados levantados pelo Sisvan até agosto deste ano registraram que a parcela da população mais atingida pela doença são os adultos, com 36% dessa parcela da população sendo acometidos pelos graus 1 ou 2 ou 3 de obesidade.

Segundo a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8), Cilene da Silva Gomes Ribeiro, a obesidade é uma doença multifatorial. “A obesidade é uma condição complexa, com causas diversas. A má alimentação, em especial o consumo desenfreado de produtos ultraprocessados e ricos em açúcares, gordura e sódio desempenha um papel significativo nesse cenário. A acessibilidade e o baixo custo desses itens, resultado da produção em larga escala, contribuem para o desafio de conter o avanço da obesidade”, ressalta.

O índice de crianças e adolescentes que se encontram com algum grau de obesidade também é motivo de alerta. Segundo os dados do Sisvan, o número de adolescentes nesta situação praticamente dobrou em 10 anos, passando de 8,4% em 2013 chegando a 16,65% até agosto de 2023. Já em crianças os dados praticamente permaneceram estáveis neste período. Em 2013, o levantamento apontou 6,7% deste público diagnosticados com obesidade e, em 2023, o número é de quase 6%.

Para a presidente do CRN-8, há uma cultura alimentar imposta na sociedade. “Hoje em dia, é comum ver bebês e crianças consumindo refrigerantes em mamadeiras e salgadinhos de pacote e demais lanches não saudáveis. Essa realidade está causando um aumento drástico não apenas na obesidade, mas também em problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes infantil”, afirma Cilene.

Segundo ela, é necessário tomar medidas preventivas, como promover o aleitamento materno como alimento exclusivo dos bebês durante os seis primeiros meses de vida e educar as gestantes sobre a importância da alimentação saudável. Além disso, são necessárias políticas públicas que proíbam escolas e creches de oferecer açúcar e alimentos não saudáveis para crianças de até quatro anos.

“É essencial ainda realizar monitoramentos mais frequentes e regulares para identificar a obesidade precocemente. Embora haja uma ‘linha de cuidado’ para a obesidade no estado do Paraná, infelizmente, ela não é amplamente implementada. Precisamos expandir o atendimento multiprofissional, incluindo mais nutricionistas, aumentar a identificação precoce por meio de treinamentos para agentes comunitários e profissionais da atenção básica em saúde. Isso permite a criação de ações conjuntas para conter essa preocupante doença”, explica Cilene.

CRN-8 lança e-book sobre alimentação escolar

CRN-8 lança e-book sobre alimentação escolar

O Conselho de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) lançou nesta terça-feira (10) o e-book “Manual orientativo para Nutricionistas Atuantes no Ambiente Escolar da Rede Privada de Ensino”. O livro pode ser acessado gratuitamente pelo site do CRN-8 .

O evento de lançamento foi realizado na sede da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba. Na oportunidade, a presidente do CRN-8, Cilene da Silva Gomes Ribeiro, a conselheira Veridiane Sirota e a coordenadora técnica Carolina Bulgacov Dratch ministraram palestras debatendo as atribuições do nutricionista na área de alimentação e no planejamento de cardápio em ambiente escolar.

O e-book possui 10 capítulos divididos em 100 páginas. Os textos do material foram escritos pelas nutricionistas Cilene da Silva Gomes Ribeiro; Thatielly Schwarzbach de Souza Garcia; Juliana Guedes; Veridiane Sirota; Thais Bordenowski da Silva; e Carolina Bulgacov Dratch.

Cada capítulo é baseado nas atribuições obrigatórias do nutricionista conforme “Resolução CFN n° 600, de 25 de fevereiro de 2018, segmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar: subsegmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar – Rede Privada de Ensino”.

Dessa forma, o primeiro capítulo aborda a avaliação, diagnóstico e monitoramento nutricional dos estudantes e o segundo trata da identificação de escolares com doenças e deficiências associadas à nutrição. A obra ainda aborda a elaboração de cardápios de acordo com as necessidades nutricionais e das informações nutricionais; a identificação de escolares com doenças e deficiências associadas à nutrição; e a elaboração e implantação do manual de boas práticas e dos procedimentos operacionais padronizados.

O sexto capítulo, por exemplo, trata da educação alimentar e nutricional. O e-book também aborda a importância das fichas técnicas das preparações; a implantação e supervisão das atividades de pré-preparo, preparo, distribuição e transporte de refeições e/ou preparações; e teste de aceitabilidade.

“O livro surge para somar no papel fundamental que os nutricionistas desempenham nos ambientes escolares”, ressalta a presidente Cilene.

Diretoria do CRN-8 se reúne com Ministério Público

Diretoria do CRN-8 se reúne com Ministério Público

A Presidente do CRN-8, Cilene da Silva Gomes Ribeiro, juntamente com a Vice-Presidente, Thatielly Schwarzbach de Souza Garcia, a Coordenadora Técnica, Carolina Bulgacov Dratch e a assistente técnico em nutrição e Dietética, Daiane Carvalho, estiveram em reunião com o Procurador-Geral da Justiça do Paraná, Dr. Gilberto Giacoia e o Coordenador dos Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça, Dr. Moacir Gonçalves Nogueira Neto para alinhar as tratativas sobre as denúncias do leigo no exercício da profissão do nutricionista.

São considerados leigos no exercício da profissão do nutricionista as pessoas físicas não portadoras de diploma expedido por escolas de graduação em Nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registrado no órgão competente do Ministério da Educação.

As denúncias de exercício ilegal da profissão de nutricionista recebidas no CRN-8 são previamente apuradas, e se houver constatação de indícios de exercício ilegal da profissão, serão parte integrante de processo que poderá ser encaminhado à instituição de ensino superior (quando identificado o representante como aluno de nutrição), ao Ministério Público (a quem compete apreciá-las) ou ao Conselho de Classe Profissional (caso o infrator pertença a outra categoria profissional).

Para a legislação brasileira, o exercício ilegal de profissão só é crime no caso de médicos, dentistas e farmacêuticos. Para todas as outras profissões, incluindo a nutrição, trata-se apenas de contravenção penal. O artigo 47 do decreto-lei 3.688 de 1941 (que trata de contravenções) prevê para esses casos uma pena de prisão simples, de 15 dias a três meses, ou multa.
Canal de denúncia do CRN-8: https://crn8.org.br/denuncia-contra-leigo-explicacao/

Como fazer denúncias para o CRN-8

Como fazer denúncias para o CRN-8

O Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) recebe e apura denúncias contra Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética que descumpram o Código de Ética Profissional. A apuração segue as determinações da Resolução 705/2021 do Conselho Federal de Nutricionistas, que instituiu o Código de Processamento Ético-Disciplinar das categorias. Caso a apuração resulte na detecção de conduta com indícios de infração disciplinar, são tomadas providências para abertura de Processo Ético-disciplinar.

Além dos Técnicos em Nutrição e Dietética e Nutricionistas inscritos no Conselho, a entidade recebe e analisa denúncias contra leigos que fazem o exercício ilegal da profissão, ou seja, que não possuem graduação na área.

No CRN-8, as denúncias de exercício ilegal da profissão de nutricionista são previamente apuradas. Em caso de indícios de exercício ilegal da profissão, as denúncias passam a ser parte integrante do processo que poderá ser encaminhado à instituição de ensino superior (caso denunciado seja um estudante de Nutrição), ao Ministério Público (a quem compete apreciá-las) ou aos demais conselhos de classe profissional nos casos em que o infrator pertença a outra categoria profissional.

A legislação

Segundo a Lei Federal n 8.234, a “designação e o exercício da profissão de Nutricionista, profissional de Saúde, em qualquer de suas áreas, são privativos dos portadores de diploma expedido por escolas de graduação em nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registrado no órgão competente do Ministério da Educação e regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas da respectiva área de atuação profissional”.

A Resolução 596 do Conselho Federal de Nutricionistas, de 2017, considera como nutricionista quem é portador de diploma expedido por escolas de graduação em Nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registrado no órgão competente do Ministério da Educação e regularmente inscrito no CRN da respectiva área de atuação profissional.

PASSO A PASSO DE COMO FAZER UMA DENÚNCIA

1o Passo: Acesse o site do CRN-8

2o Passo: No site, haverá uma janela destinada para realizar sua denúncia

3o Passo: Clique na janela amarela em “Fazer Uma Denúncia!”

4o Passo: Ao fazer isso, aparecerá 3 janelas, essas janelas são destinadas aos 3 diferentes tipos de denúncias são elas: Contra Leigo, Contra Pessoa Física e Contra Pessoa Jurídica.

5o Passo: Selecione o tipo de denúncia que deseja realizar, abrirá uma nova aba com os detalhes.

6o Passo: Nesta aba, abaixo dos detalhes aparecerá uma janela em vermelho escrito Fazer uma denúncia contra o tipo que deseja.

7o Passo: Ao clicar nesta janela, uma nova aba com um formulário de denúncia será aberto, preencha este formulário

8o Passo: Escolha o tipo de denúncia, ela pode ser feita com a identificação do denunciante ou com sigilo na identificação

9o Passo: Complete os dados de identificação do denunciante caso sua denúncia seja com identificação

10o Passo: Complete os dados de identificação do denunciado

11o Passo: Descreva detalhadamente os fatos da denúncia

12o Passo: Anexe provas ou indícios para que sua denúncia seja apurada, elas deverão ser apuradas em um único arquivo zip com limite de 15MB.

13o Passo: Clique em enviar

Nutricionista é indispensável para o ambiente escolar

Nutricionista é indispensável para o ambiente escolar

O nutricionista é um profissional indispensável em diversas áreas e o ambiente escolar é uma delas. Um dos principais papéis do profissional é proporcionar educação alimentar e nutricional para garantir o desenvolvimento saudável das crianças e dos adolescentes. Além disso, ao atuar nas escolas, o nutricionista possibilita uma série de benefícios para todos os atores envolvidos – dos estudantes aos professores, para toda a equipe pedagógica e para as famílias.

“A escola é uma instituição responsável pela formação de pessoas que estão em processo de desenvolvimento. O nutricionista assume um papel ativo como estimulador de hábitos alimentares saudáveis e influenciador na formação do indivíduo”, afirma a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8a Região (CRN-8), Cilene da Silva Gomes Ribeiro.

Ela explica que um dos primeiros atos do nutricionista nas escolas é o de estruturar um cardápio para os estudantes. O cardápio escolar desenvolvido pelo nutricionista visa garantir uma alimentação saudável e adequada, que assegure o atendimento das necessidades nutricionais dos alunos durante o período letivo e atue como um elemento pedagógico e também na prevenção de doenças relacionadas à alimentação, como hipertensão, diabetes e obesidade.

“O nutricionista na escola é responsável pela elaboração de um cardápio dentro de todas as premissas voltadas a cada faixa etária que está envolvida nesse ambiente escolar, garantindo assim que esse estudante tenha condições nutricionais adequadas para um bom aprendizado, crescimento e para a não ocorrência de doenças”, explica Cilene.

A atuação do nutricionista nas escolas não se limita apenas na elaboração de cardápios. O profissional, também é responsável por auxiliar e orientar os alunos a consumirem o alimento de uma maneira mais sustentável e equilibrada. “O nutricionista não atua apenas com o cardápio escolar, garantindo macro e micronutrientes para o bom desenvolvimento das pessoas, mas esse profissional também consegue inserir nestes estudantes um conhecimento para um consumo mais adequado, sustentável e equilibrado”, afirma.

A presidente também explica que outra responsabilidade do nutricionista é garantir aos alunos toda a qualidade dos alimentos ofertados pelas escolas. “O nutricionista no ambiente escolar é responsável por toda a condição e qualidade higiênico-sanitária do que é produzido. Ele também é responsável por assegurar toda a qualidade sensorial dos alimentos que os estudantes e toda a comunidade escolar consumirão”, ressalta a presidente do Conselho.

CRN-8 realiza evento em homenagem ao Dia do Nutricionista

CRN-8 realiza evento em homenagem ao Dia do Nutricionista

O Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) realizará um evento especial para celebrar o Dia do Nutricionista, comemorado em 31 de agosto. As atividades contarão com a presença de representantes da diretoria do Conselho e também com membros do Conselho Federal de Nutricionistas. Além disso, será realizada uma palestra do consultor e empresário Adilson Santos, que fala sobre “Pessoas de resultado”.

 O evento acontece às 19h, no auditório do Edifício Moreira Garcez, no centro de Curitiba (Avenida Luiz Xavier, 103).  A atividade será gratuita e já consta com mais de 180 inscritos – capacidade máxima do espaço.

O Dia do Nutricionista foi instituído em referência à data de criação da primeira associação da categoria, a Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), no Rio de Janeiro, em 1949, que deu origem à Federação Brasileira de Nutrição (Febran) e, posteriormente, à atual Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

Atualmente, segundo o Conselho Federal de Nutricionistas, são quase 200 mil profissionais atuando intensamente em prol da nossa população – sendo que mais de 10 mil atuam em nosso estado.

O nutricionista é um profissional de extrema importância e relevância para garantir o direito à alimentação adequada e saudável que respeite a dignidade, os valores humanos e culturais. O nutricionista contribui diretamente para a promoção da saúde da população, mediante a garantia do exercício profissional competente, crítico e ético.

CRN-8 discute sobre inteligência artificial em evento

CRN-8 discute sobre inteligência artificial em evento

O Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) debateu, durante o XIV Encontro dos Coordenadores dos Cursos Técnicos e Superiores em Nutrição do Paraná, o uso da inteligência artificial. O evento, realizado na última sexta-feira (25/08) sob a organização da Comissão de Formação Profissional do CRN-8, objetivou provocar reflexões sobre a utilização das ferramentas de inteligência artificial, verificando os benefícios e os limites da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem.

         Com o tema “A comunicação na formação do nutricionista: utilizando a inteligência artificial com ética”, o Encontro trouxe como palestrante Armando Kolbe Júnior, doutorando em Engenharia do Conhecimento e mestre em Tecnologias. Atualmente, ele é professor do ensino superior do Centro Universitário Internacional Uninter, atuando na área presencial, semipresencial e ensino à distância (EAD).

         Ao longo da palestra, Kolbe enfatizou a necessidade do uso equilibrado e responsável das ferramentas de inteligência artificial. “A inteligência artificial é apenas uma ferramenta. Ela deve agregar ao nosso trabalho”, pontuou.

         A comunicação na formação do nutricionista, utilizando a inteligência artificial (IA) com ética na docência pode, segundo ele, ajudar os educadores a adaptarem seus métodos de ensino para atender às necessidades individuais dos estudantes. “Através de análises de dados a IA pode identificar padrões e auxiliar nas tomadas de decisões, fornecendo feedbacks personalizados sobre determinados assuntos. Mas não podemos ter certeza de que as respostas obtidas serão as corretas. Por outro lado, elas serão as mais assertivas”, afirmou Kolbe.

         Ele ainda destacou outros usos benéficos da IA para o ensino, como identificar plágios dos estudantes. Além disso, a inteligência artificial precisa respeitar a privacidade tanto dos alunos quanto dos professores. “A tecnologia não vem para substituir o professor. Vem para somar. A nossa responsabilidade é aprender a fazer o bom uso dela e ensinar os alunos a utilizarem a ferramenta de forma correta e que agregue no aprendizado”, salientou.

         Após a palestra, os coordenadores dos cursos se reuniram em grupos para debater o tema e propor estratégias para a IA ser utilizada de uma forma ética e eficaz. “O evento foi muito produtivo para podermos desmitificarmos o tema e aprendermos a como usar a tecnologia a nosso favor e a favor dos estudantes”, comenta a coordenadora da Comissão de Formação Profissional, Tatiana Marin.

CRN-8 luta para que pacientes com câncer recebam acompanhamento nutricional

CRN-8 luta para que pacientes com câncer recebam acompanhamento nutricional

O Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) defende a urgência da implementação de programas de atendimento nutricional à população em tratamento oncológico na saúde pública do estado. Após reuniões entre a diretoria do CRN-8 e o deputado estadual Paulo Gomes e sua equipe técnica, foi enviado um requerimento à Secretaria Estadual de Saúde e ao governador do Paraná solicitando medidas para que pacientes oncológicos tenham direito ao atendimento nutricional domiciliar e que seja ampliada a oferta de suplementação nutricional a essas pessoas.

A presidente do Conselho, Cilene Gomes Ribeiro, ressalta a importância desta medida. “Durante o próprio tratamento oncológico, o paciente é submetido a diversas condições que podem trazer vulnerabilidades. A quimioterapia, por exemplo, pode causar perda de apetite, dificuldade de ingerir alimentos, vômitos, náuseas, diarreia. Tudo isso intensifica quadros de desnutrição destes pacientes”, afirma.

Ela destaca ainda que o estado nutricional do paciente influencia diretamente no tratamento. “Com um acompanhamento nutricional adequado, o paciente pode responder de melhor maneira ao tratamento da doença, melhorando sua saúde e propiciando impactos positivos na qualidade de vida desse indivíduo”, salienta.

Cilene reforça que é o nutricionista o profissional responsável para elaborar prescrições dietoterápicas individualizadas e para indicar a necessidade de suplementação alimentar. “Por isso, se faz necessária a obrigatoriedade da presença do nutricionista no acompanhamento de pacientes oncológicos”, ressalta.

Atuação do nutricionista na Saúde Pública

A importância da atuação do nutricionista na saúde pública vai além do auxílio no tratamento oncológico. O nutricionista e o papel que ele exerce são peças fundamentais para a manutenção de um sistema básico de saúde pública. “O nutricionista se dedica em elevar a saúde nutricional, além de ajudar a promover o bem-estar e o direito humano à alimentação adequada da população”, aponta a presidente do Conselho.

A inserção do nutricionista no dia a dia da saúde pública ajuda a respeitar, proteger, promover e prover os direitos humanos dedicados à saúde e à alimentação. “A partir do momento em que o indivíduo tem acesso a um profissional capaz de adequar sua dieta às suas necessidades específicas, a qualidade de vida melhora inevitavelmente. O nutricionista, por meio de atendimento especializado, consegue aprimorar a saúde dessa população, tanto na prevenção quanto no tratamento e acompanhamento de patologias”, explica Cilene.

Além disso, uma má alimentação pode causar diversas doenças, como obesidade, hipertensão e diabetes. “A atuação do nutricionista na saúde pública é fundamental para que possamos criar programas tanto individuais quanto coletivos para a prevenção dessas doenças por meio de uma boa educação alimentar e nutricional a partir do mapeamento de todos os riscos e da implementação de ações preventivas”, assinala a presidente do CRN-8.

Agosto Dourado – Conselho de Nutricionistas destaca a importância do aleitamento humano

Agosto Dourado – Conselho de Nutricionistas destaca a importância do aleitamento humano

A campanha Agosto Dourado, celebrado neste mês, visa estimular e promover informações sobre a importância do aleitamento humano. A nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8), Gisele Pontaroli Raymundo, destaca que a campanha é fundamental para incentivar e desmistificar a amamentação. “A ideia da campanha é que possamos disseminar informações importantes sobre o aleitamento materno para o maior número possível de pessoas. Além disso, buscamos quebrar alguns mitos, preconceitos e lendas e empoderar as mulheres para que possam tomar as suas próprias decisões em relação à alimentação de seus filhos”, afirma.

O nome “Agosto Dourado” faz referência ao leite materno, que é considerado um alimento padrão ouro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade. O leite materno oferece todos os nutrientes que o bebê necessita durante este período, sem a necessidade de se introduzir outros alimentos líquidos.

“O bebê nasce com o sistema digestório muito imaturo, incapaz de fazer a digestão de qualquer tipo de alimento sólido, e o leite materno contém todos os nutrientes necessários para seu contínuo crescimento. Assim, o bebê receberá a quantidade exata de proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais de que necessita”, explica a conselheira. O leite materno também é um aliado à imunidade, pois nele são encontradas imunoglobulinas, que fortalecem o sistema imunológico.

Importante destacar que mesmo após a introdução da alimentação sólida, deve-se continuar amamentado até o segundo ano de vida. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a mãe que amamenta corre menos risco de desenvolver câncer de mama. Isso porque durante a amamentação as taxas de hormônios que favorecem o avanço desse tipo de doença caem na mulher.

ALIMENTAÇÃO

Durante a fase de amamentação e gestação alguns cuidados devem ser tomados em relação à alimentação materna. É essencial manter uma dieta equilibrada e saudável, com alimentos mais naturais possíveis e rica em frutas, legumes, verduras, e, se possível, com grãos integrais e alimentos ricos em proteínas de boa qualidade. Deve-se evitar alimentos ultraprocessados e não exagerar na gordura saturada.

 “É importante incluir na dieta boas fontes de cálcio que podem ser tanto leite e derivados, como também cereais, tofu, alguns peixes enlatados, como acontece com a sardinha e o atum, e grãos integrais como boas quantidades de cálcio, principalmente para as mulheres que têm algum tipo de intolerância à lactose ou não podem tomar leite por algum motivo”, destaca a nutricionista e conselheira Gisele.

Segundo ela, é essencial que a lactante seja orientada pra evitar alimentos alergênicos, pois alguns bebês podem desenvolver sensibilidade a alguns alimentos, como leite de vaca, ovos amendoim, glúten, frutos do mar e carne de porco. Caso o bebê apresente sintomas de alergia ou algum tipo de intolerância é necessário que seja consultado um nutricionista para ajustar a dieta da mãe, caso seja necessário. “Se, porventura, a mãe tiver algum tipo de deficiência nutricional, o ideal é que ela faça uma suplementação orientada pelos nutricionistas, dos nutrientes necessários”, alerta Gisele. 

Em algumas circunstâncias, a amamentação pode não ser possível, como em caso de adoção ou em situações que a mãe necessita fazer uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação natural. “Nesses casos, é importante que o pediatra ou o nutricionista indique uma fórmula infantil, que consiste em um leite de vaca modificado para se aproximar ao máximo dos nutrientes presentes no leite humano. É fundamental garantir o uso correto da fórmula, seguindo a quantidade adequada e a diluição correta para que o bebê obtenha o efeito mais próximo possível do leite materno”, explica a nutricionista.