Como montar uma lancheira saudável?

Como montar uma lancheira saudável?

Especialistas reforçam que uma lancheira equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados


Montar uma lancheira saudável não precisa ser um desafio. Mães e pais de crianças em idade escolar sabem que a lancheira infantil é um compromisso diário e parte importante da alimentação da criança. Por isso, o cuidado na escolha e no preparo dos alimentos é essencial para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para orientar as famílias sobre como montar uma lancheira equilibrada, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera, especialista em Saúde da Família, pós-graduada em alimentação Infantil e Escolar e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as principais recomendações estão a oferta de uma alimentação variada e saudável, com a redução do consumo de produtos ultraprocessados.

“A fase escolar é um período de aprendizado e vivências. É nesse momento que conseguimos ensinar às crianças e aos jovens o quanto a alimentação é importante, além de ser uma etapa estratégica para promover um ambiente alimentar saudável”, afirma Fernanda. Segundo ela, o incentivo à boa alimentação começa em casa e deve se estender à escola.

“Em alguns lugares, as crianças e os jovens se alimentam bem no ambiente escolar, especialmente onde há oferta de alimentação escolar. Contudo, uma refeição equilibrada isolada não é suficiente. É preciso dar o exemplo em todas as refeições”, destaca.

Nesse sentido, a lancheira escolar não deve ser encarada como uma refeição isolada, mas como parte da alimentação cotidiana da criança e do adolescente, junto ao café da manhã, almoço e jantar. Por isso, é fundamental que haja coerência entre o lanche e as demais refeições do dia.

Healthy school lunch box with beef sandwich and fresh vegetables, bottle of water and fruits on blue background. Top view. Flat lay

Afinal, qual é a lancheira ideal?

De acordo com a nutricionista, montar uma lancheira saudável é mais simples do que parece. “Se fôssemos seguir um passo a passo, uma lancheira equilibrada pode conter um alimento fonte de carboidrato, outro de proteína, uma fruta e água”, orienta Fernanda.

O líquido é indispensável para a hidratação, sendo a água a principal recomendação. No entanto, chás e sucos naturais também podem ser opções esporádicas. “É preciso ter atenção aos refrigerantes, sucos industrializados e bebidas com muito açúcar, como achocolatados”, alerta.

Entre os carboidratos, podem ser oferecidos pães, bolos caseiros ou biscoitos sem recheio. A proteína pode estar presente por meio de queijos,iogurtes ou ovos. “Também é possível combinar os alimentos, como em um sanduíche natural com frango desfiado ou patê, que é uma ótima opção”, exemplifica. As frutas, por sua vez, podem variar conforme a estação ou a preferência da criança.

Além disso, a preparação da lancheira precisa levar em consideração o desenvolvimento do paladar da criança e também outras condições, como intolerâncias ou alergias. “No caso das famílias que têm dificuldade na alimentação das crianças, o nutricionista especialista em pediatria pode ser um profissional para ajudar e avaliar cada caso”, relembra Fernanda.

A criança precisa conseguir comer sozinha

Um ponto importante na hora de montar a lancheira é lembrar que a criança precisa consumir o lanche de forma autônoma. “O alimento in natura não pode ser visto como um desafio. No caso das frutas, o ideal é começar pelas mais fáceis de descascar ou que nem precisem disso”, orienta a nutricionista.

Segundo Fernanda, a praticidade dos produtos industrializados muitas vezes é um fator que favorece o consumo, por isso eles são considerados “mais fáceis” de serem consumidos. Desta forma, mostrar para a criança que ela consegue comer uma maçã ou descascar uma banana é bem importante. “Uma estratégia é envolver a criança na preparação da lancheira. Não como uma imposição, mas como um convite: cortar a fruta junto, ajudar a montar o sanduíche. Essa é uma dica de ouro”, afirma.

Ler o rótulo faz toda a diferença

Na correria do dia a dia, é comum que alimentos ultraprocessados acabem sendo utilizados. Quando isso acontecer, a nutricionista recomenda atenção aos rótulos e moderação no consumo. “Antes de comprar, é importante observar se o produto possui excesso de açúcar, gordura ou sódio, por exemplo. Na maioria dos casos — exceto para crianças com condições pré-existentes — não é necessário excluir totalmente os industrializados, mas o consumo excessivo, todos os dias, faz mal”, explica. Lembrando que existem produtos processados e ultraprocessados, sendo esse último, uma categoria de alimentos que devem ser evitada sempre que possível, por serem pouco ricos em nutrientes essenciais.

A lista de ingredientes deve ser sempre observada. Os primeiros itens da lista são aqueles presentes em maior quantidade no produto. Assim, quando açúcar ou gorduras aparecem logo no início, significa que estão em proporção elevada.

Por fim, Fernanda reforça as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja regra de ouro é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base de uma alimentação nutritiva, saborosa, culturalmente adequada e sustentável.

“O que precisamos ensinar às crianças é que o alimento deve ser descascado, e não desembalado”, conclui.

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Dados oficiais de 2025 revelam avanço do sobrepeso e da obesidade no estado, que supera a média nacional nas formas mais avançadas do sobrepeso.


O Paraná enfrenta um cenário silencioso, mas crescente, de risco à saúde nutricional. Dados compilados e atualizados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 73,96% dos adultos atendidos na Atenção Primária à Saúde pelo SUS no estado estão fora do peso adequado. Chama atenção o avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. Apenas 26,04% apresentam peso considerado saudável, percentual abaixo da média nacional (27,23%).

O levantamento, referente a 2025, analisou cerca de 2 milhões de pessoas no Paraná, compondo uma das maiores amostras populacionais acompanhadas pelo SUS no estado. Os números indicam que o avanço do excesso de peso não só continua, como se intensifica.

Imagem de freepik

Avanço da obesidade

Segundo o SISVAN, a maior parte da população adulta acompanhada pelo SUS está distribuída da seguinte forma:

Sobrepeso: 34,13%

Obesidade grau I: 23,15%

Obesidade grau II: 9,93%

Obesidade grau III: 5,27%

Baixo peso: 1,48%

Em relação a 2024, o único indicador que apresentou queda foi o baixo peso. Já as faixas de sobrepeso e obesidade registraram aumento, reforçando a tendência de agravamento do quadro nutricional no estado.

Na comparação com os dados nacionais, o Paraná chama atenção por estar acima da média brasileira em todas as categorias de obesidade, inclusive nas formas mais severas, aquelas associadas a maior mortalidade e custos assistenciais.

Aumento de peso e impacto direto na rede de saúde

O crescimento do sobrepeso e da obesidade está diretamente ligado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A tendência é que esse perfil populacional amplie a demanda por medicamentos, exames, consultas especializadas e hospitalizações. A elevação do risco de sobrepeso e obesidade significa a perda do potencial preventivo de doenças crônicas não transmissíveis

Além disso, uma alimentação desequilibrada pode coexistir com deficiências de micronutrientes essenciais (como ferro, zinco e vitaminas), agravando quadros de anemia, fadiga crônica e comprometimento do sistema imunológico.

Brasil segue tendência semelhante

O cenário paranaense reflete uma realidade nacional. Em todo o país, mais de 31 milhões de adultos foram avaliados pelo SISVAN, e apenas 27,2% apresentam peso adequado. Isso significa que 72,77% dos brasileiros acompanhados estão fora do peso ideal.

Em nível nacional:

34,6% apresentam sobrepeso

22,2% obesidade grau I

9,17% obesidade grau II

4,91% obesidade grau III

O que pode estar por trás desses números?

O padrão alimentar da população é um dos principais fatores associados ao avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. O consumo elevado de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, açúcar, sódio e gorduras saturadas, mas pobres em fibras e nutrientes, tem substituído refeições equilibradas.

Ainda que haja variedade alimentar, falta equilíbrio no prato. Uma composição recomendada inclui 50% de vegetais, 25% de grãos (como arroz e feijão) e 25% de proteínas, como carnes magras, ovos ou peixes. Alimentos como doces e sobremesas não precisam ser os vilões, mas devem ser consumidos com moderação, enquanto frutas e legumes precisam fazer parte da rotina diária.

CRN-8 defende a educação alimentar e a presença do nutricionista na APS

O Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (Paraná) alerta que os ultraprocessados devem ser desencorajados no consumo cotidiano. A entidade também defende a ampliação da presença de nutricionistas na Atenção Primária à Saúde, como estratégia para promover educação alimentar e prevenir o adoecimento precoce da população.

Segundo o conselho, investir em políticas públicas de alimentação adequada pode reduzir custos a médio e longo prazo, além de melhorar a qualidade de vida da população.

O que é o SISVAN

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) é uma ferramenta oficial do SUS que monitora continuamente o estado nutricional e o consumo alimentar da população brasileira, com foco na Atenção Primária à Saúde. Os dados são coletados de forma contínua e servem de base para a formulação de políticas públicas em saúde e nutrição.

CRN-8 marca presença em Seminário do CFN sobre alimentação e mudanças climáticas

CRN-8 marca presença em Seminário do CFN sobre alimentação e mudanças climáticas

O evento foi promovido pelo Sistema CFN/CRN e realizado em Belém (PA), cidade que receberá a COP30 em novembro

No dia 30 de maio, o Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (CRN-8) marcou presença no seminário Alimentação, Saúde e Mudanças Climáticas – Rumo à COP30. O evento foi promovido pelo Sistema Conselhos Federal e Regionais de Nutrição (CFN/CRN), com apoio da Secretaria de Saúde Pública do Governo do Estado do Pará, e realizado em Belém, capital paraense e cidade-sede da COP30, prevista para novembro.

A mesa de abertura contou com a participação de Erika Carvalho, presidente do CFN; Yonah Figueira, presidente do CRN-7; Edney Pereira, secretário adjunto de Gestão Administrativa da Sespa; Heloísa Guimarães, secretária adjunta de Gestão de Políticas de Saúde da Sespa; e Eduardo Costa, secretário de Estado de Turismo.

O CRN-8 foi representado pela presidente Deise Regina Baptista, que acompanhou toda a programação do evento, marcada por intensas atividades e debates. O seminário teve como objetivo fomentar um espaço de diálogo técnico e político sobre os impactos da crise climática na alimentação e na saúde. Além de nutricionistas, o evento reuniu gestores públicos, estudantes e representantes da sociedade civil organizada.

“Este foi um evento de grande importância e que aborda um tema em ampla evidência na atualidade”, afirmou Deise. “As mudanças climáticas impactam diretamente a nossa alimentação. Por isso, é fundamental debatermos essa pauta e oferecer embasamento técnico e científico que fortaleça políticas públicas capazes de garantir a segurança alimentar e nutricional no futuro”, completou a presidente.

Ao longo do dia, o seminário promoveu articulações políticas e técnicas em preparação para a COP30. Entre os temas debatidos estiveram estratégias governamentais para a saúde e segurança alimentar e nutricional no contexto das mudanças climáticas, além de desafios ambientais e a promoção da justiça alimentar e ambiental na Amazônia. A expectativa é que os diálogos realizados contribuam como subsídio técnico às ações que serão apresentadas pelo Brasil durante a conferência climática da Organização das Nações Unidas.

Leia também: No Dia da Terra, nutricionista destaca como nossas escolhas alimentares afetam o planeta

Durante o evento, foi apresentada a minuta da Nota Técnica do CFN, que está em processo de elaboração por um Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho. Os temas debatidos no encontro subsidiarão a construção do documento, que visa propor contribuições para a agenda climática na saúde e nos sistemas alimentares, destacando o papel do CFN e dos profissionais da Nutrição nesse cenário.

Sobre a COP3

A COP (Conferência das Partes) é um fórum anual promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para discutir e negociar medidas de combate às mudanças climáticas.

A 30ª edição da conferência será realizada pela primeira vez no Brasil, tendo como sede a cidade de Belém, no estado do Pará. A escolha da capital paraense se deu por sua localização estratégica na região amazônica, o que confere destaque à importância do bioma na regulação do clima e na preservação da biodiversidade global.

Conheça as empresas credenciadas ao CRN-8

Conheça as empresas credenciadas ao CRN-8

Com as empresas credenciadas, nutricionistas e TNDs acessam serviços com condições diferenciadas

Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética do Paraná possuem vantagens em empresas credenciadas ao CRN-8 Para usufruí-los é necessário que o profissional não apresente pendências em seu cadastro e apresente a carteirinha profissional.

Confira as empresas que possuem convênio com o CRN-8:

C5 Contabilidade

O CRN-8 possui parceria com a C5 Contabilidade, um escritório contábil especializado na área da saúde. O profissional inscrito no Conselho conta com uma abertura de empresa grátis e 10% de desconto nos honorários contábeis.

Site: https://www.c5contabilidade.com.br/

E-mail: falecom@c5.cnt.br

Telefone: (49) 99176-0608


Ponto de Luz Clínica de Psicológica

A Ponto de Luz é uma clínica com mais de 20 anos e oferece desconto aos profissionais inscritos no CRN-8 nos atendimentos.

Site: https://pontodeluzpsicologia.com.br/

Telefones: (41) 3324-7519 | (41) 99246-7955


Ciclic Corretora de Seguros

Os profissionais também contam com condições especiais na contratação de seguros da Ciclic Corretora de Seguros, desde de soluções que envolvem viagem, residência e outros tipos de seguros.

Site: https://www.ciclic.com.br/

Telefone: 0800 024 4386


Faculdade Unyleya

Os profissionais credenciados no CRN-8 possuem descontos. Confira:

Graduação a distância: 28 cursos com descontos de até 59,9% (O desconto varia conforme o curso escolhido).
Pós-graduação a distância: mais de 1.800 cursos com descontos de até 73% (O desconto varia conforme o curso e a forma de pagamento escolhida).

Site: www.unyleya.edu.br

E-mail: convenios@unyleya.com.br / rosilene.trinkel@unyleya.edu.br


BlueBem

Os profissionais do CRN-8 possuem acesso aos seguintes serviços ofertados:

100% de desconto no plano “Mais Organização” do aplicativo Blubem contendo soluções como:
– Calculadora de valor de sessão
– Clientes/pacientes ilimitados
– Informações individualizadas de clientes/pacientes
– Anotações (em texto e/ou áudio) dos atendimentos
– Agenda online
– Controle de movimentações financeiras

Site: http://blubem.com.br

Resgate seu benefício: https://bit.ly/3WeR6kC

E-mail: contato@blubem.com.br

Telefones: (14) 99126-8351


Tem uma empresa e quer se credenciar ao Conselho?

O CRN-8 possui um Edital de Credenciamento aberto para empresas interessadas em firmar parceria e oferecer descontos especiais aos profissionais registrados e colaboradores!

Por meio deste chamamento público, pessoas jurídicas de direito privado podem credenciar-se para conceder descontos em serviços ou produtos, beneficiando nutricionistas, técnicos em nutrição e dietética (TND), e colaboradores do CRN-8. É uma oportunidade única de contribuir com o fortalecimento da classe e oferecer vantagens exclusivas!

CRN-8 é um dos órgãos que contribuíram para a elaboração do Código do Consumidor do Paraná

CRN-8 é um dos órgãos que contribuíram para a elaboração do Código do Consumidor do Paraná

Nova versão do Código já está em vigor e foi apresentado durante Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Paraná


O Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (CRN-8) foi uma das instituições que colaboraram na elaboração do novo Código Estadual de Defesa do Consumidor (Lei Estadual nº 22.130). Proposto pelo deputado estadual Paulo Gomes (PP), o Código representa um importante instrumento de proteção, justiça e dignidade para consumidores e prestadores de serviços em todo o estado do Paraná.

No último dia 6 de maio, foram entregues as primeiras cópias impressas do Código aos deputados estaduais e aos representantes dos órgãos e secretarias que participaram da análise técnica e da construção do conteúdo.

A legislação, que reúne resoluções e normas sancionadas no ano passado, entrou oficialmente em vigor em maio de 2025, mas a sua construção é datada desde 2023. Ao todo, o Código contempla 107 leis estaduais e 38 projetos de lei, distribuídos em 325 artigos que abrangem uma ampla variedade de temas.

Participação do CRN-8

O CRN-8 foi convidado a participar dos debates preparatórios para a elaboração do material em 2023. Em 20 de setembro daquele ano, foi realizada a segunda audiência pública com o tema “Alimentação Saudável nas Cantinas Escolares”, que resultou na construção de um capítulo específico sobre o assunto no âmbito das instituições de ensino.

Na ocasião, participaram a Dra. Cilene da Silva Gomes Ribeiro, então presidente do Conselho, e a atual presidente do CRN-8 (gestão 2024–2027), Dra. Deise Regina Baptista, que, na época, representava o Conselho Federal de Nutrição (CFN) nas discussões.

A ex-presidente Cilene agradeceu a oportunidade de contribuir com a elaboração do material, que considera histórico e motivo de orgulho para os paranaenses.

“No último ano, tive a honra de conhecer o deputado estadual Paulo Gomes e sua equipe extraordinária, cuja atuação sensível e comprometida fortaleceu de forma concreta a agenda da Segurança Alimentar e Nutricional no estado do Paraná”, afirmou.

“Desde o primeiro contato, fui acolhida com respeito, escuta ativa e verdadeira parceria. Em pouco tempo, diversas pautas fundamentais para a alimentação adequada e para a proteção dos direitos dos consumidores passaram a integrar o trabalho parlamentar, com destaque para a realização de audiências públicas, a construção de espaços de diálogo intersetorial e, principalmente, a inserção de propostas na nova edição do Código de Defesa do Consumidor do Paraná, lançado oficialmente hoje.”

Por sua atuação, Cilene recebeu uma menção honrosa, reconhecimento que, segundo ela, traz grande emoção e representa uma conquista coletiva. “Recebo essa homenagem com humildade, mas com a firme convicção de que essa conquista não é pessoal: ela representa todas as pessoas, profissionais e instituições que há anos lutam para que a alimentação seja compreendida como um direito, e não como mercadoria”, concluiu.

Tópicos importantes para a alimentação saudável

No que diz respeito à nutrição e à promoção de uma alimentação saudável, o Código contempla diversos temas relevantes para os profissionais da área e também para os prestadores de serviços.

Um dos destaques está no Capítulo III do Livro III, Seção V, que trata da obrigatoriedade da divulgação das tabelas nutricionais dos alimentos. A nova regra exige que restaurantes, lanchonetes, bares, redes de fast-food e estabelecimentos similares informem, em seus cardápios, a quantidade de calorias, a presença de glúten e a concentração de carboidratos (incluindo lactose) dos alimentos ofertados.

O principal destaque, entretanto, encontra-se no Capítulo III do Livro I, Seção II, que aborda as relações de consumo nas instituições de ensino. Agora, o Código estabelece:

Art. 110 – As Lanchonetes e similares instaladas nas escolas de educação básica, particulares e rede pública deverão seguir padrões técnicos de qualidade, higiene e equilíbrio nutricional que assegurem a saúde dos consumidores de modo a prevenir obesidade, diabetes, hipertensão, problemas do aparelho digestivo e outros.

Art. 111 – As lanchonetes e similares instaladas nas escolas de educação básica, particulares e da rede pública, devem proteger os estudantes contra a exposição a alimentos e bebidas com altos teores de caloria, gordura saturada, gordura trans e outros alimentos em desconformidade com o disposto no Guia Alimentar para a População Brasileira e no Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois anos do Ministério da Saúde.

Art. 112. Ficam obrigados os estabelecimentos de ensino que possuam lanchonetes e similares a divulgarem as seguintes informações nas tabelas nutricionais dos alimentos comercializados:

I – quantidade de calorias;

II – presença de glúten;

III – concentração de carboidratos, incluindo-se a lactose.

Parágrafo único. A relação de que trata o caput deste artigo deverá ser elaborada e assinada por nutricionista, com o respectivo número de sua inscrição no Conselho Regional de Nutricionistas.

Art. 113. As lanchonetes e similares instaladas nas escolas de educação básica, particulares e da rede pública, que não possuam cardápios deverão atender aos dispositivos da presente Seção por meio de informações de fácil acesso e legíveis a todos os consumidores.

O Código também trata de temas relevantes como a obrigatoriedade de informar a presença de insumos de origem suína na composição de produtos, além de regulamentar aspectos relacionados à comercialização de carnes.

Estabelece, ainda, que os consumidores devem ser devidamente informados sobre produtos destinados a pessoas com restrições alimentares específicas, como celíacos, diabéticos, intolerantes à lactose, bem como a vegetarianos e veganos.

Reforça-se, igualmente, a exigência de que os produtos apresentem informações claras sobre seu prazo de validade. Outro ponto de destaque é a garantia do direito ao aleitamento materno em estabelecimentos comerciais, os quais deverão permitir e disponibilizar um espaço apropriado para essa finalidade.

Por fim, o Art. 303-A autoriza e reafirma o direito à meia-entrada em eventos artísticos, culturais, cinematográficos e esportivos para profissionais da saúde, conforme previsto na Lei nº 22.235/2024.

Acesse o material completo clicando aqui.

CRN-8 inicia novo GT para revisão de manual orientativo para nutrição em escolas particulares

CRN-8 inicia novo GT para revisão de manual orientativo para nutrição em escolas particulares

O principal objetivo é atualizar o manual já existente para alinhá-lo às melhores práticas de atuação do profissional de nutrição em escolas da rede privada


Em março, o Conselho Regional de Nutrição iniciou o novo Grupo de Trabalho para a revisão do Manual Orientativo para Nutricionistas Atuantes no Ambiente Escolar da Rede Privada de Ensino. O objetivo é revisar e atualizar o material, garantindo que esteja alinhado com as diretrizes nutricionais mais recentes e com as melhores práticas para a atuação dos nutricionistas em escolas particulares.

>>>Acesse a Primeira Edição do E-book aqui

O grupo é formado pelas conselheiras Fernanda Manera e Sandy de Fátima Souza, da coordenadora técnica do CRN-8, Carolina Dratch, e das nutricionistas Joana Wience Gluck e Thatielly Garcia, convidadas devido ao conhecimento e atuação na área.

A nutricionista Thatielly reforça que o material é fundamental para a atuação do nutricionista em ambiente escolar privado. “O trabalho feito pelo CRN-8 vai contribuir para manter o profissional da área sempre atualizado sobre as legislações vigentes, oferecendo a sociedade nossa atuação com a melhor capacitação possível”, explica.

O cronograma de atividades é composto por reuniões periódicas entre os membros do GT. Durante os encontros, serão feitas discussões técnicas sobre os temas abordados no manual. Igualmente, o grupo oferece uma oportunidade de ajustar o conteúdo e garantir que a segunda edição tenha aplicabilidade e efetividades no cotidiano do profissional de nutrição.

Importância da atualização aos profissionais de escolas privadas

A atuação dos nutricionistas em escolas privadas exige constante atualização diante das mudanças legislativas e técnicas da profissão. Desde a publicação do manual pelo CRN-8, em 2023, novas normativas foram implementadas, com destaque para as atualizações sobre Responsabilidade Técnica (RT), essenciais para garantir qualidade e segurança nos serviços prestados.

“Sabemos da importância da alimentação escolar para os estudantes e do papel do nutricionista na rede privada de ensino”, diz Fernanda Manera. “A revisão deste manual vem para somar e auxiliar os profissionais que atuam na alimentação escolar, por meio de atualizações e capacitação técnica, orientando assim as atividades do nutricionista”, finaliza.

Sobre o Manual

Disponível em formato e-book, possui 10 capítulos divididos em 100 páginas. Os textos do material foram escritos pelas nutricionistas Cilene da Silva Gomes Ribeiro; Thatielly Schwarzbach de Souza Garcia; Juliana Guedes; Veridiane Sirota; Thais Bordenowski da Silva; e Carolina Bulgacov Dratch.

Cada capítulo é baseado nas atribuições obrigatórias do nutricionista conforme “Resolução CFN n° 600, de 25 de fevereiro de 2018, segmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar: subsegmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar – Rede Privada de Ensino”.

Curso de Técnico em Nutrição e Dietética é o primeiro a receber o Programa CRN-8 nas IES em 2025

Curso de Técnico em Nutrição e Dietética é o primeiro a receber o Programa CRN-8 nas IES em 2025

Ao todo foram três turmas do Colégio Estadual Julia Wanderley que tiraram dúvidas e conheceram mais sobre a atuação do conselho e do profissional


Na última segunda-feira (24), foi realizada a primeira palestra do Programa CRN-8 nas IES para alunos do Curso Técnico em Nutrição e Dietética do Colégio Estadual Júlia Wanderley, em Curitiba. Ao todo, três turmas participaram do evento, que teve como objetivo esclarecer a atuação do Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (CRN-8) e apresentar o amplo leque de possibilidades profissionais para os Técnicos em Nutrição e Dietética.

A palestra foi conduzida pela nutricionista e conselheira do CRN-8, Giovana Regina Ferreira. Durante sua fala, ela explicou dúvidas frequentes dos alunos em relação ao período pós-formatura, incluindo os trâmites para cadastro e inscrição no Conselho. Além disso, contou sobre o papel do Conselho, abordando suas atribuições na fiscalização profissional e sua atuação junto às esferas públicas. Com iniciativas como essa, o CRN-8 reforça sua presença, amplia a visibilidade de suas ações e fomenta uma prática profissional ética, crítica e qualificada.

“Esse momento de aproximação com os alunos é essencial, pois, muitas vezes, representa o primeiro contato deles com o Conselho”, ressalta Giovana. “Aproveitamos essa oportunidade para orientá-los sobre a obtenção do registro profissional, compartilhar detalhes sobre nossa atuação e esclarecer as principais dúvidas que possam ter”, complementa.

Ao final da palestra, os alunos receberam um exemplar impresso do Código de Ética Profissional dos Técnicos em Nutrição e Dietética, documento que detalha as atribuições da categoria conforme a deliberação do Conselho Federal de Nutrição (CFN). “Grande parte das dúvidas dos estudantes gira em torno das áreas em que podem atuar. Por isso, essas palestras, aliadas à entrega do Código de Ética, contribuem para que compreendam melhor seu papel no mercado de trabalho e os motivem a explorar as possibilidades da profissão”, destaca Giovana.

O Técnico em Nutrição e Dietética pode atuar em diversas frentes, como hospitais, clínicas, indústria alimentícia e consultórios de nutrição, sempre auxiliando o trabalho do nutricionista. Suas responsabilidades incluem o acompanhamento nutricional de pacientes, a preparação de refeições, a aplicação de técnicas de higienização e a assistência na elaboração de dietas e cardápios, desde que sob a supervisão de um nutricionista.

“É comum que os alunos do curso técnico acreditem que sua atuação se restringe a lactários ou unidades de alimentação e nutrição. No entanto, há múltiplas possibilidades na carreira, incluindo oportunidades em instituições de saúde, onde podem trabalhar em conjunto com nutricionistas. Além disso, também podem ministrar aulas ou palestras, desde que os temas abordados estejam dentro das atribuições do técnico e não sejam atividades privativas do nutricionista”, explica Giovana.

Atualmente, o CRN-8 possui 228 Técnicos em Nutrição e Dietética devidamente cadastrados no Paraná, demonstrando a crescente relevância desse profissional no cenário da saúde e alimentação.

Instituição da Lei nº 14.924/2024 e a valorização profissional

Desde 12 de julho de 2024, entrou em vigor a Lei nº 14.824/2024, que reconhece o direito de representação dos TNDs. Desta forma, todo o sistema CFN/CRN do Brasil mudou a sua nomenclatura para “Conselho Federal/Regional de Nutrição”, agregando os profissionais em nível de equidade no Conselho.  A alteração está inserida na legislação que regulamentou a profissão de técnico em nutrição e dietética (TND), sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre o CRN-8 nas IES

O Programa CRN-8 nas IES realiza palestra orientativa nas Instituições de Ensino Técnico e Superior em nutrição. Essas palestras têm como foco apresentar as finalidades da entidade, bem como as principais legislações da profissão e os casos éticos mais frequentes. Em média, as palestras têm duração de uma hora.

Para que a instituição de ensino receba a palestra, basta entrar em contato com o Conselho pelo e-mail, que a equipe que trabalha com a formação profissional alinha as datas e horários. Não há custo para as instituições.

Orientações nutricionais para o verão

Orientações nutricionais para o verão

Com a chegada do verão, começa também a época de férias, sol e diversão, especialmente na praia. Mas, para aproveitar o melhor da estação, é essencial tomar cuidados com a saúde, a alimentação e a pele, alerta Vanessa Penteado, conselheira do Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8).

Vanessa compartilhou orientações práticas para quem deseja curtir o verão de forma segura e saudável:

Alimentação equilibrada é essencial

A conselheira destaca a importância de consumir frutas da estação, que são abundantes no verão e ricas em nutrientes. “Inclua pelo menos três porções de frutas por dia no seu cardápio. Aposte também em saladas variadas com verduras e legumes, dando preferência a carnes magras e grelhadas”, aconselha.

Hidratação em primeiro lugar

No calor, a hidratação deve ser uma prioridade. “Água mineral ou filtrada, bem geladinha, deve estar com você o tempo todo. Cuide para manter a hidratação ao longo do dia, especialmente se estiver na praia ou praticando atividades ao ar livre”, reforça Vanessa. A água é fundamental para a preservação de uma vida saudável. Ela desempenha o papel de regular a temperatura do corpo, transportar substâncias nutritivas e expelir impurezas, além de atuar como lubrificante nas articulações e integrar processos metabólicos vitais, como a assimilação de nutrientes e a excreção de dejetos.

Evitar consumo de alimentação inadequada

Certos alimentos precisam ser evitados para que a pele continue saudável durante o verão, como o consumo excessivo de doces, gorduras saturadas, frituras, bebidas alcoólicas e cafeína, pois esses itens contribuem para a desidratação do organismo. Alimentos ultraprocessados contêm altas quantidades de açúcar, sal, gorduras, intensificadores de sabor, corantes, aromatizantes, conservantes, entre outros aditivos, e podem prejudicar a saúde da pele, cabelos e unhas.

Trocas saudáveis

Uma alimentação equilibrada e fácil de digerir é essencial, especialmente durante os períodos de calor intenso, quando o corpo necessita de mais energia para manter sua temperatura ideal, o que pode retardar o processo digestivo. Para melhorar a saúde e o bem-estar, recomenda-se substituir refrigerantes por sucos naturais, incluir mais legumes e verduras, seja crus ou cozidos, e optar por temperos mais suaves, evitando alimentos com pimentas fortes, por exemplo. Reforçar a importância de priorizar alimentos ricos em fibras, grãos integrais, frutas e cereais, conforme as orientações de profissionais de nutrição.

Orientações padrões

Vanessa também recomenda o uso de guarda-sol, roupas de banho com proteção UV e chapéus como aliados na proteção contra os raios solares.

Após um dia de exposição ao sol, é fundamental hidratar a pele para mantê-la saudável. “Depois de um banho morno, aplique um bom hidratante corporal para fortalecer a pele e prepará-la para o dia seguinte”, explica a conselheira.

Com essas dicas simples, Vanessa Penteado garante que é possível aproveitar o verão com saúde, segurança e bem-estar. “Curtam essa época maravilhosa, mas com responsabilidade e cuidado. Assim, todos terão um verão inesquecível!”, conclui.

Conselheira do CRN-8 orienta sobre os impactos do câncer na nutrição

Conselheira do CRN-8 orienta sobre os impactos do câncer na nutrição

O Dia Nacional do Combate ao Câncer, celebrado em 27 de novembro, visa alertar a sociedade sobre a doença e a importância de preveni-la. O câncer ocupa a segunda maior causa entre as principais causas de óbitos no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde. A nutricionista do Conselho Regional de Nutrição no Paraná, Ana Paula Garcia, orienta como uma alimentação adequada contribui para o processo de tratamento.

Ela informa que comumente os tipos de câncer que mais acometem a alimentação são aqueles que afetam o trato gastrointestinal, como os de esôfago, pâncreas, estômago e intestino. Além da enfermidade, o tratamento – como a radioterapia – também pode impactar a saúde alimentar do paciente, em especial dos portadores de câncer na cabeça e no pescoço. Isso gera muitos sintomas na região da boca e garganta, como é o caso da mucosite e de alteração do paladar, além de alterações mecânicas que dificultam a ingestão.

“O benefício de uma boa alimentação para o tratamento auxilia na prevenção de complicações (mantendo a massa magra, auxiliando no manejo de sintomas e reduzindo o risco de infecções) e contribui para a qualidade de vida dos pacientes”, informa Ana Paula. Quanto aos malefícios de uma má alimentação, ela aponta que são muitos. “Um dos maiores riscos é a desnutrição, que está associada com complicações no tratamento e piora do prognóstico. Além disso, a desnutrição compromete ainda mais o sistema imune e a resposta ao processo”, complementa. 

A conselheira orienta como o consumo seguro dos alimentos é imprescindível para uma boa nutrição. É fundamental a higienização dos alimentos para todas as pessoas. Porém, ela ressalta que, para aquelas com algum comprometimento no sistema imune, isso se torna ainda mais importante. Desse modo, recomenda-se realizar as refeições em locais confiáveis, optar por alimentos que passam por um processo de cozimento. Manipular e armazenar corretamente os alimentos em casa, etc. A nutricionista destaca que “sobre os cuidados para se manter nutrido, é orientado fracionar mais as refeições em pequenas porções, escolher alimentos com alta densidade energética e realizar o acompanhamento nutricional para verificar a necessidade de suplementação”.

A principal orientação é consultar um nutricionista, pois muitas particularidades são consideradas ao definir a terapia nutricional. Em alguns casos, pode ser necessário optar pela dieta: com suplementos; enteral método de alimentação que fornece nutrientes e calorias a pacientes que não conseguem se alimentar por via oral; ou parenteral, acesso a elementos nutritivos via intravenosa, ou seja pela veia. Para outros, os ajustes de consistência já auxiliam para realizar a ingestão adequada. É importante identificar os motivos dessa dificuldade de se alimentar (inapetência, tumor sólido/obstrução, enjoos, distensão abdominal, etc) para definir a melhor estratégia nutricional.

Texto: estagiária Manoela Gouvea com supervisão

Conselho realiza último encontro anual do CRN-8 Jovem

Conselho realiza último encontro anual do CRN-8 Jovem

O Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8) realizou na semana passada o último encontro do CRN-8 Jovem do ano de 2024. O evento contou com a presença da diretoria da instituição: a presidente Deise Regina Baptista, o vice-presidente Alisson David Silva, a secretária Vanessa Costa Penteado e a tesoureira Lilian Mitsuko Tanikawa. As conselheiras membros da Comissão de Formação Profissional (CFP) Camilla Kapp Fritz, Giovana Regina Ferreira e Tatiana Marin também estiveram presentes.

A coordenadora técnica do CRN-8, Carolina Bulgacov Dratch, a assistente técnica Daiane Carvalho Silva e a gerente Andréa Bonilha participaram do evento. Durante o encontro, realizado em Curitiba, as estudantes representaram suas respectivas faculdades, deram depoimentos pessoais e manifestaram agradecimento ao programa do Conselho.

A estagiária Ana Kelly Pereira do Nascimento Bueno, estudante do sexto período do curso de Nutrição contou como o CRN-8 Jovem auxiliou em sua formação. “Particularmente, eu passei a ver o CRN de forma diferente. Eu vi que o Conselho trabalha para ajudar os nutricionistas a serem profissionais melhores e a terem a ética em vigor. O programa acrescentou muito na minha formação”.

Durante este ano, participaram alunos das seguintes instituições: UniCesumar, Universidade Positivo, PUCPR, UniBrasil, Centro Universitário Filadélfia (UniFil), Centro Universitário União das Américas Descomplica, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Uniopet, Faculdade Estácio, Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, IES Anhanguera Paranaguá, Colégio Estadual Polivalente de Londrina, Unipar – Francisco Beltrão, Centro Universitário Integrado, Universidade Federal da Fronteira Sul, Faculdades Pequeno Príncipe, Uni Dom Bosco, Claretiano, Uninter, Anhanguera, Universidade Tuiuti do Paraná, Faculdade de Apucarana, Colégio Estadual Julia Wanderley de Curitiba e Universidade Federal do Paraná.

Para a coordenadora técnica, Carolina Bulgacov Dratch, o programa é um canal que existe entre o CRN-8 e as instituições de ensino por meio dos alunos. “Além de fomentar a troca de experiências entre os estudantes, o Programa atua como um canal de comunicação, com o objetivo de fortalecer a conexão entre as Instituições de Ensino Técnico e Superior em Nutrição e o CRN-8”.

Durante o ano, o CRN-8 Jovem marcou presença em diversos eventos, como a caminhada do Novembro Azul, promovida pela Associação Comercial do Paraná (ACP). Na oportunidade, as estudantes do programa promoveram atividades de sensibilização sobre nutrição com o público. Também houve a caminhada alusiva à campanha do Outubro Rosa. As alunas entregaram materiais informativos e amostras de alimentos funcionais que além de fornecer nutrientes, trazem benefícios extras para a saúde, ajudando a diminuir os riscos de doenças crônicas.

As orientações trouxeram sugestões práticas para incluir alimentos funcionais, como aveia, linhaça e frutas, na alimentação diária. Houve ainda uma ação sobre saúde e segurança alimentar para população idosa em julho. Para o público de 20 a 60 anos foi aplicado um questionário previsto no Guia Alimentar “Como ter uma alimentação saudável” e também realizado orientações nutricionais.

Os alunos também participaram das duas audiências públicas realizada na Assembleia Legislativa do Paraná. Em outubro as estudantes estiveram presentes na audiência pública que abordou o tema “audiência pública “Como a Legislação Estadual Pode Contribuir Para a Diminuição do Desperdício de Alimentos no Combate à Fome”.

Os alunos também participaram do Encontro dos Coordenadores dos Cursos Técnicos e Superiores em Nutrição do Paraná, realizada em agosto. O evento, que ocorreu de forma híbrida, teve como objetivo promover discussões relevantes e compartilhar conhecimentos sobre a prática da nutrição, com foco nas novas tendências e desafios enfrentados pelos profissionais da área.

O conselheiro e vice-presidente Alisson David Silva destaca que o CRN-8 Jovem é fundamental para aproximar o estudante do seu conselho de classe, para que o aluno possa entender mais a fundo como funcionam as relações entre a profissão e a sociedade e como que funciona toda a luta para valorização profissional. Alisson também comenta como foi a sua experiência quando estudante e estagiário da primeira turma do programa em 2017. “Lembro que na época não tinha conhecimento de como funcionava realmente o Conselho ou pra que ele servia. Ao participar do CRN-8 Jovem, consegui compreender uma parte da essencialidade dele para a formação profissional.”.

Tatiane do Santos Brito, estudante do oitavo período de nutrição apontou que “a partir da participação no CRN-8 Jovem eu pude entender melhor a função do Conselho”. “Quando estamos na faculdade pensamos que é algo que só quer nos cobrar anuidade, mas estando aqui no meio, participando, vejo que não é só cobrança. O valor que pagamos é simbólico por tudo que o Conselho faz por nós”, completa.

Texto: estagiária Manoela Gouvea com supervisão