COMER CHOCOLATE É MUITO GOSTOSO E TAMBÉM PODE SER MUITO SAUDÁVEL

COMER CHOCOLATE É MUITO GOSTOSO E TAMBÉM PODE SER MUITO SAUDÁVEL

O chocolate traz alegria, energia e muitos benefícios para a saúde, mas é preciso atenção para a quantidade consumida e o tipo de chocolate escolhido. Nem todos são recomendáveis.

Na próxima semana comemoramos a Páscoa e a vontade de comer chocolate costuma ter um sensível incremento. São muitas as ofertas, com variedade estonteante. Em grande parte, a propaganda desse produto ressalta o elemento “sabor” como determinante para a escolha, mas há outros fatores que nos seduzem no chocolate, sem que tenhamos consciência. Isso, sem falar dos benefícios que o cacau oferece ao nosso organismo.


Um dos motivos de sentirmos alegria ao consumir chocolate é um de seus compostos, a substância chamada polifenol, mais especificamente da classe flavonoide, que é antioxidante e estimula a produção de serotonina no nosso corpo. “A produção dela no nosso cérebro é o que influencia não apenas a estarmos mais contentes, como também nos ajuda a combater a angústia, o estresse e o mau humor, sendo um bom calmante natural”, explica a Vice-presidente do CRN-8, nutricionista Thatielly S. Garcia (CRN 8 1705).


O chocolate é um alimento altamente estimulante, por isso um dos seus benefícios mais conhecidos é o de trazer energia ao nosso corpo, ajudando a nos manter alertas e concentrados na rotina diária. Porém, há outros bons e saudáveis motivos para comer chocolate, principalmente o amargo, que tem um percentual maior de cacau. “Tem efeitos benéficos sobre o risco de doenças cardiovasculares, em função da redução da pressão arterial, e também contém antioxidantes que protegem o coração, previnem a formação de radicais livres e o envelhecimento prematuro das células”.


Cuidado com os excessos
É preciso cuidado com a ingestão excessiva de chocolate e outros alimentos gordurosos e açucarados. Thatielly explica que o excesso de chocolate pode levar a um mal-estar estomacal e alterar a função intestinal, notadamente em crianças, idosos e pessoas que possuem problemas digestivos. E lembra que é preciso cuidar com o tipo de chocolate, pois alguns nem sempre oferecem benefícios. “O ideal é evitar o chocolate com leite, pois, além de conter muita gordura, não tem os mesmos benefícios que o chocolate meio amargo ou amargo, não favorecendo a saúde do mesmo modo”, diz.


Dica para os chocólatras
A recomendação é comer apenas uma porção de chocolate diariamente, em torno de 30 gramas, o que equivale a uma barrinha pequena, isso para aquelas pessoas que têm uma boa saúde, um peso adequado e que praticam exercício físico. As pessoas sedentárias, com obesidade ou doenças, como diabetes, devem tomar cuidado com a ingestão de chocolate. “Para os chocólatras de plantão vai uma dica: o chocolate está cheio de benefícios para a nossa saúde, sempre e quando o consumirmos com prudência e escolhendo as apresentações mais adequadas”.


Você sabe como escolher chocolate?
Os principais pontos que podem ser considerados:

Teor de cacau: quanto maior a quantidade de cacau, melhor! Os potenciais benefícios do consumo moderado de chocolate, como a capacidade antioxidante, cardioprotetora e anti-inflamatória, estão associados aos polifenóis do cacau. Logo, dê preferência aos chocolates que apresentam maior percentual de cacau, como os chocolates intensos, que possuem 70% de cacau ou mais.


Açúcar: evite o açúcar como primeiro ingrediente! Na lista de ingredientes, os componentes estão listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro está presente em maior quantidade no alimento. Opte por produtos compostos essencialmente por cacau e cuja lista de ingredientes inicie com “cacau”, “massa de cacau”, “pasta de cacau” ou “cacau em pó”.


Gordura: prefira aqueles que utilizam apenas “manteiga de cacau” como fonte de gordura a aqueles com gorduras advindas de outras fontes como “gordura vegetal”, “gordura láctea” ou “gordura hidrogenada”.


Clean Label: procure por opções Clean Label (rótulo limpo), compostas apenas por ingredientes que reconhecemos e que podemos encontrar em nossas cozinhas.


Tipos de chocolate:
Extra Amargo: contém algo entre 76% e 90% de cacau, além de manteiga de cacau. Há opções sem ou com pouquíssimo açúcar. O cacau possui propriedades que beneficiam as funções cardíacas, equilibram o colesterol bom e ruim e aliviam o estresse. Contém teobromina, que melhora o humor e funciona de forma semelhante à cafeína (é devido a esta substância que o chocolate é tão viciante!) e também apresenta antioxidantes, que previnem doenças e o envelhecimento precoce, além de fibras.

Atenção! Quanto mais cacau contiver, maiores serão os benefícios do chocolate. Já as opções com percentual menor de cacau, em geral, contêm grandes quantidades de açúcar e gordura, o que diminui sua qualidade e traz inclusive efeitos contrários aos do cacau. Portanto, consuma essas modalidades com moderação.


Amargo: com o percentual de 51% a 75% de cacau (sólidos de cacau e manteiga de cacau), essa opção normalmente vem com mais açúcar do que o Extra Amargo, mas possui ótimas quantidades de cacau e todas as suas qualidades e benefícios.


Meio Amargo: tem em torno de 35% a 50% de cacau. Sua composição é bem diversificada, conforme a marca do chocolate, mas é comum que contenha bastante açúcar, a exemplo do chocolate ao leite, e gordura. No entanto, é uma opção muito boa para aqueles que não apreciam o sabor forte do Extra Amargo e do Amargo.


Ao Leite: contém aproximadamente de 10% a 25% de cacau, que inclui cacau sólido, manteiga de cacau e mais de 12% de leite e açúcar. Um dos mais doces que existem, portanto representa um incremento bem grande de calorias na dieta, provenientes principalmente do açúcar, mas também da gordura do leite, da manteiga de cacau e de outras gorduras adicionadas. Aumenta as chances de engordar, se consumido em grande quantidade, ainda mais se sua dieta já for rica em outros carboidratos.


Branco: seus componentes principais são: leite, manteiga de cacau e açúcar. E, muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada (a de pior qualidade biológica). Sendo assim, não traz benefícios relevantes para a saúde e deve ser consumido com bastante moderação.


Diet: é aquele que não contém algum nutriente. Usualmente, os chocolates diet são assim chamados por não possuírem o açúcar.


Atenção! Muitas vezes, o Chocolate Diet tem uma quantidade elevada de gordura. Outro fator a ser considerado, se você não é diabético, é que cada vez que sua boca sente o sabor doce, o corpo inteiro se prepara para receber o açúcar, só que neste caso o açúcar não chegará. Assim, a vontade de comer o chocolate pode só aumentar. É isto o que acontece com os chocolates que contêm adoçantes. Porém, se ele não tiver adoçante e nem mesmo açúcar, e ainda for amargo, pode ser considerado. Fique atento aos importados, pois a legislação para esse tipo de alimento pode variar de país para país.


Light: Contém algum nutriente em menor quantidade. Sua composição pode variar muito. Por isso, fique atento ao rótulo e veja qual nutriente ele tem a menos e se possui algum em altas quantidades, em comparação a um chocolate normal.


Abaixo, segue tabela de composição nutricional comparativa aos tipos de chocolate

Fonte: 1 – Philippi, 2002 – 2 – Unicamp, 3 – 2011 – Rótulo do alimento

Outra dica: consumir o chocolate com adição de oleaginosas, como amêndoas, nozes, avelã e amendoim. Apesar de adicionar um pouco mais de calorias, as mesmas ajudam a manter a saúde do coração em dia, pois favorecem o sistema cardiovascular e melhoram a qualidade da circulação.

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