CFN promove encontro nacional sobre processos ético-disciplinares

CFN promove encontro nacional sobre processos ético-disciplinares

Evento reuniu representantes dos Setores de Ética e das áreas jurídicas do Sistema CFN/CRN nos dias 18 e 19 de agosto

Reprodução CFN

O Conselho Federal de Nutrição (CFN) realizou, nos dias 18 e 19 de agosto, o II Encontro Nacional dos Setores de Ética (ENSET) do Sistema CFN/CRN. Com o tema “Dosimetria da pena e cadeia de custódia no âmbito das denúncias e dos processos ético-disciplinares”, o evento promoveu dois dias de diálogo, formação e troca de experiências.

O encontro teve como objetivos ampliar a integração entre os setores e as comissões de ética e as áreas jurídicas do Sistema CFN/CRN; fortalecer a qualificação contínua de conselheiros, empregados públicos e demais profissionais que atuam na área de ética; e contribuir para a uniformização de entendimentos e procedimentos relacionados à condução dos processos ético-disciplinares.

Troca de experiências e formação

Além dos conselheiros que integram a Comissão de Ética do CFN, participaram do encontro chefes e coordenadores dos setores de ética dos Conselhos Regionais de Nutrição. Também participaram os assessores jurídicos do Sistema CFN/CRN, visto a interconexão dos temas abordados.

A programação teve início com as apresentações dos Setores de Ética dos conselhos regionais.

No primeiro dia, a Procuradoria Jurídica do CFN apoiou na condução da temática da cadeia de custódia e dosimetria. Os temas estão diretamente relacionados à organização das provas e à definição das penalidades no âmbito das denúncias e dos processos ético-disciplinares.

O segundo dia foi dedicado ao esclarecimento de dúvidas e à aplicação prática dos conteúdos. Os participantes realizaram uma oficina de dosimetria, analisaram os materiais produzidos e discutiram as propostas que alcançaram maior consenso. Uma mesa-redonda encerrou a programação com uma discussão participativa sobre os resultados apresentados.

A iniciativa fortalece a articulação entre as áreas envolvidas e contribui para uma atuação cada vez mais qualificada, coerente e segura na condução dos processos ético-disciplinares em todo o Sistema CFN/CRN.

CFN reúne áreas de Fiscalização e Ética para alinhar estratégias do Sistema CFN/CRN

CFN reúne áreas de Fiscalização e Ética para alinhar estratégias do Sistema CFN/CRN

Reunião Tática discutiu diretrizes nacionais, governança e planejamento das áreas de Fiscalização e Ética Profissional

Reprodução CFN

Brasília (DF) – O Conselho Federal de Nutrição (CFN) realizou, nos dias 20 e 21 de agosto, a Reunião Tática de planejamento, avaliação e monitoramento do Sistema CFN/CRN. O encontro reuniu representantes das áreas de Fiscalização e Ética dos Conselhos Federal e Regionais de Nutrição, incluindo conselheiros das respectivas comissões, equipes técnicas e representantes das diretorias dos CRN.

Com foco no alinhamento do Programa de Governança no âmbito do Sistema CFN/CRN, o encontro teve como tema central os planos nacionais de Fiscalização e Ética Profissional. A proposta foi promover a integração entre as duas áreas, alinhar estratégias, procedimentos e diretrizes e consolidar a atuação articulada entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais.

As discussões também estão inseridas em um processo mais amplo de fortalecimento da governança da Fiscalização e da Ética Profissional. Esse trabalho considera as orientações do Acórdão TCU nº 309/2026, resultado de uma auditoria realizada nos sistemas de fiscalização profissional. Entre os pontos identificados estão a necessidade de aprimorar aspectos relacionados ao planejamento, à padronização de procedimentos, à supervisão, à qualificação das equipes, ao uso de tecnologias e à transparência.

No Sistema CFN/CRN, esse processo parte de práticas, documentos e iniciativas que já vêm sendo desenvolvidos e busca organizá-los e aprimorá-los, além de avançar na construção de instrumentos que permitam acompanhar os resultados das ações realizadas.

Ao longo dos dois dias, os participantes discutiram diagnósticos sobre a governança da Fiscalização e da Ética, diretrizes nacionais para as duas áreas, princípios para o aprimoramento de indicadores, atividades e projetos prioritários. A programação também contemplou a apresentação da minuta de resolução para regulamentação da ação de fiscalização remota e da estrutura dos Planos de Ação para 2027.

Além do alinhamento técnico, a reunião abriu espaço para atividades práticas e construção coletiva. Os participantes trabalharam nos Planos de Ação da Fiscalização e da Ética e participaram de um diálogo colaborativo para a construção de proposições ao Plano Nacional de Fiscalização. Ao final, foram revisadas as atividades desenvolvidas e discutidos os próximos passos.

O trabalho terá continuidade com reuniões on-line com os CRNs. Esses encontros permitirão aprofundar o diagnóstico das diferentes realidades do Sistema CFN/CRN e ampliar a participação dos regionais na construção dos instrumentos nacionais de governança.

Entre os resultados esperados desse processo está a construção participativa de indicadores nacionais, quantitativos e qualitativos, acompanhados de uma metodologia de monitoramento e avaliação. Na prática, esses instrumentos deverão ajudar o Sistema CFN/CRN a acompanhar suas ações, identificar avanços e pontos que precisam ser aprimorados e produzir informações que apoiem o planejamento e a avaliação das atividades de Fiscalização e Ética Profissional.

A Reunião Tática também favoreceu o compartilhamento de experiências, boas práticas e desafios vivenciados pelos Conselhos, contribuindo para o fortalecimento da atuação sistêmica e para uma maior integração das áreas de Fiscalização e Ética Profissional em todo o país.

CRN-8 celebra 20 anos valorizando sua trajetória e refletindo sobre o futuro da Nutrição

CRN-8 celebra 20 anos valorizando sua trajetória e refletindo sobre o futuro da Nutrição

Evento gratuito será realizado no Dia do Nutricionista e terá como tema os impactos da inteligência artificial no ensino e na prática profissional


O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) realiza, no dia 31 de agosto de 2026, o evento comemorativo pelos seus 20 anos de atuação no Paraná. A data também marca o Dia do Nutricionista, tornando a celebração ainda mais simbólica para a categoria.

Com participação gratuita, o encontro é destinado a nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética (TNDs), ativos ou aposentados. As inscrições seguem abertas até o dia 21 de agosto e podem ser feitas pela plataforma Even3, no link: https://www.even3.com.br/20-anos-crn-8-765129/

Neste ano, o tema central será “O futuro é humano; a IA é ferramenta”. A proposta é promover uma reflexão sobre os impactos das novas tecnologias na formação e na atuação profissional, sem perder de vista aquilo que fundamenta o cuidado em Nutrição: a ciência, a ética, a escuta qualificada e a relação humana.

Para a presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista, o avanço da inteligência artificial é uma realidade que precisa ser debatida de forma crítica pela categoria. “A IA pode ser uma ferramenta útil, mas nunca irá substituir o tato e a empatia humana durante um atendimento profissional”, destaca.

Segundo ela, o evento também busca fortalecer o diálogo sobre os desafios contemporâneos da profissão. “Sabemos que essas ferramentas chegaram para ficar. Por isso, este evento é uma oportunidade para mantermos essa discussão em pauta e pensarmos em formas de contribuir para uma formação crítica, ética e responsável dos profissionais”, afirma a presidente.

Inteligência artificial no ensino e na prática profissional

A programação será organizada em dois eixos principais: o ensino e a prática da Nutrição.

No primeiro momento, o debate terá foco no impacto da inteligência artificial no ensino da Nutrição, especialmente na formação de novos profissionais. A fala será realizada por Cilene Gomes, nutricionista e professora na PUC-PR. A discussão abordará como docentes e instituições de ensino podem lidar com ferramentas capazes de produzir trabalhos prontos, sem abrir mão da aprendizagem, da ética acadêmica e do desenvolvimento da capacidade crítica.

No segundo momento, a reflexão será voltada ao uso da IA nas atividades cotidianas da Nutrição, como apoio à organização de dados, ao cálculo dietético, à triagem de informações, à educação alimentar e à personalização de condutas. Essa fala será promovida pela professora da UFPR, a nutricionista Estela Rabito. A abordagem reforçará que a responsabilidade técnica, a avaliação individualizada e a decisão profissional continuam sendo atribuições do nutricionista.

Celebração dos 20 anos

Em 2026, o CRN-8 completa duas décadas de atuação no Paraná. Para marcar esse momento histórico, o evento também contará com o lançamento oficial do livro “Sob a sombra da Araucária: a trajetória de 20 anos do CRN-8”.

A publicação resgata aspectos da história da Nutrição no Brasil e no Paraná, além de apresentar a trajetória de criação e consolidação do CRN-8. O livro reúne ainda depoimentos de ex-presidentes e colaboradores, com relatos sobre a construção institucional, os desafios enfrentados e as conquistas alcançadas ao longo dos últimos 20 anos.

A versão digital da obra também estará disponível no site do CRN-8.

Serviço

Evento: 20 anos do CRN-8

Tema: “O futuro é humano; a IA é ferramenta”

Data: 31 de agosto de 2026

Local: Auditório Gralha Azul, Campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná

Endereço: Av. Prefeito Lothário Meissner, 632

 Público: nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética (TNDs), e profissionis 60+

Inscrições: gratuitas, até 21 de agosto

Link: Inscreva-se pela Even3

Um compromisso com a Nutrição, o futuro e você.

O evento de 20 anos do CRN-8 celebra a trajetória do Conselho e convida os profissionais a refletirem sobre os próximos passos da Nutrição. Com o tema “O futuro é humano; a IA é ferramenta”, a programação destaca a importância de reconhecer a história construída até aqui e de olhar para as transformações tecnológicas como apoio à atuação profissional, sempre guiada pela ciência, pela ética e pelo cuidado com as pessoas.

Agosto Dourado: dicas alimentares para quem amamenta

Agosto Dourado: dicas alimentares para quem amamenta

A nutricionista Fernanda Manera explica que viabilidade e apoio familiar são essenciais para pessoas que amamentam


O Agosto Dourado é a campanha dedicada à conscientização, incentivo e apoio ao aleitamento materno. O objetivo da campanha é incentivar a amamentação com leite humano de forma exclusiva até os 6 meses de vida. Afinal, o leite humano é considerado pelos órgãos internacionais de saúde como “padrão ouro”. Ou seja, ele possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável dos bebês.

Para além disso, a campanha também reforça os benefícios para a relação materno-infantil. Ao amamentar, a mãe desenvolve a relação afetiva com a criança desde os primeiros meses de vida. E tem mais: amamentar traz benefícios diretos para a saúde do pós-parto.

No entanto, em breves pesquisas na internet, é normal encontrar vários mitos sobre esse processo. Como por exemplo, a ideia de que se a mãe não se alimentar bem ela terá um leite fraco.

O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera (CRN-8 9665), especialista em Saúde da Família, mestre em Alimentação e Nutrição, e pós-graduada em Alimentação Infantil e Escolar. A profissional respondeu algumas perguntas evidenciando os cuidados nutricionais válidos para a mãe e outras dicas importantes que podem servir de apoio à pessoa que amamenta.

Vamos conferir?

Pergunta: Qual é a importância da alimentação da mãe durante o período de amamentação para sua saúde e bem-estar?

Resposta: Um dos maiores mitos da lactação (amamentação) é a ideia de que uma alimentação inadequada resultará em um “leite fraco”.

A fisiologia humana é extraordinária: o organismo feminino prioriza a sobrevivência e o desenvolvimento do lactente (bebê que mama), mobilizando as reservas corporais da mãe para manter a composição nutricional do leite constante. Isso significa que o maior prejuízo de uma dieta insuficiente ou desequilibrada cai diretamente sobre a saúde e o bem-estar da própria mulher.

A produção de leite demanda um gasto energético expressivo, em torno de 400 a 500 quilocalorias diárias adicionais. Quando a mulher não consome calorias e nutrientes suficientes, o corpo entra em estado de catabolismo para suprir essa demanda.

O catabolismo é o processo em que nosso corpo quebra moléculas grandes em partes menores para liberar energia. Quando a pessoa está mal alimentada ou em uma dieta sem nutrientes suficientes, esse processo deixa de ser um mecanismo natural de energia e passa a ser prejudicial. Isso porque o organismo consomo as próprias estruturas.

O resultado direto é uma exaustão física profunda, perda de massa magra, lentidão na recuperação tecidual do pós-parto e maior vulnerabilidade a alterações de humor e episódios de depressão pós-parto. Cuidar da alimentação materna é, em primeiro lugar, um ato de preservação da saúde da mulher.

Pergunta: Quais nutrientes merecem atenção especial na alimentação de mulheres que estão amamentando?

Resposta: Embora os macronutrientes do leite (como gorduras totais, proteínas e carboidratos) permaneçam relativamente estáveis, a concentração de diversos micronutrientes e o perfil lipídico do leite dependem diretamente do estado nutricional e da ingestão alimentar da mãe.

O ômega-3, por exemplo, é importante para o desenvolvimento cerebral e visual do bebê, e seus níveis no leite variam conforme o consumo materno de peixes gordurosos ou suplementação.

A vitamina D e a vitamina B12 também exigem vigilância constante: a B12 deve ser suplementada em lactantes vegetarianas ou veganas, enquanto a vitamina D frequentemente necessita de adequação.

Além disso, minerais como ferro e zinco são essenciais para a recuperação da perda de sangue do parto, e o cálcio precisa de aporte adequado para proteger a densidade óssea da mãe, já que a lactação promove uma mobilização fisiológica transitória desse mineral das reservas maternas.

Por fim, a hidratação desempenha papel central: a ocitocina liberada na amamentação estimula a sede, e manter uma ingestão de água abundante é fundamental para a autorregulação do corpo e o conforto da mulher.

ALIMENTONUTRIENTES
Sardinha em lataÔmega-3, vitamina D, vitamina B12, cálcio, ferro e zinco
OvosVitamina D, vitamina B12, ferro e zinco
FrangoFerro e zinco
Leite integralCálcio, vitamina D e vitamina B12
Vegetais escurosCálcio e ferro
Chia e linhaçaÔmega-3
GergelimCálcio

Os alimentos acima são alguns exemplos, mas o ideal é sempre consultar um nutricionista para uma dieta individualizada e adequada ao seu caso.


Pergunta: Quais são os principais desafios que as mães enfrentam para manter uma alimentação equilibrada nos primeiros meses após o parto?

Resposta: Entender a realidade prática do puerpério é indispensável para evitar prescrições irrealistas.

O primeiro e maior obstáculo é a privação do sono. A privação crônica de sono altera o ritmo circadiano e desregula hormônios como grelina e leptina. Consequentemente, isso aumenta fisiologicamente o desejo por carboidratos refinados e alimentos ultraprocessados de rápida energia.

O segundo desafio é a escassez de tempo e de “braços livres”. A rotina do recém-nascido em livre demanda torna difícil o ato de planejar, cozinhar ou até mesmo se sentar para fazer uma refeição completa com calma.

Para completar, muitas mulheres ainda sofrem com mitos e restrições desnecessárias impostas por conselhos ultrapassados. É comum atender mães que cortaram drasticamente feijão, vegetais crucíferos (exemplo brócolis e couve-flor), ácidos ou laticínios da dieta sem qualquer diagnóstico clínico de alergia no bebê, gerando um estado de restrição calórico-proteica severo e injustificado.

Disponibilizar informação de qualidade é essencial para conscientização sobre esses desafios e evitar a autoprescrição de dietas sem embasamento científico.

Pergunta: Que orientações práticas você costuma dar para mulheres que desejam se alimentar de forma saudável durante a amamentação?

Resposta: A palavra-chave é viabilidade.

Dietas rígidas ou excessivamente elaboradas fracassam no pós-parto. A estratégia deve focar em simplificar a rotina e aumentar a densidade nutritiva.

Recomendo focar nos chamados “lanches de uma mão só” — alimentos densos em nutrientes que a mãe possa consumir facilmente enquanto segura ou amamenta o bebê, como mix de castanhas, frutas secas, ovos cozidos, palitos de vegetais com pastas nutritivas ou sanduíches naturais pré-montados.

Outra orientação prática é o planejamento antecipado: incentivar o congelamento de refeições nutritivas (como sopas, ensopados e carnes moídas com vegetais) ainda na reta final da gestação.

Quanto às restrições, o profissional deve ser categórico ao tranquilizar a mãe: nenhum alimento precisa ser retirado preventivamente da dieta sem que haja suspeita diagnóstica real ou orientação médica/nutricional específica. Para a hidratação, a regra de ouro é espalhar garrafas de água pelos pontos estratégicos da casa onde a mãe costuma sentar-se para amamentar.

Pergunta: Como a família e a rede de apoio podem contribuir para que a mãe consiga cuidar melhor da sua alimentação nesse período?

Resposta: A nutrição no puerpério não é uma responsabilidade individual da mulher; é um dever compartilhado com sua rede de apoio. Como profissionais, devemos envolver ativamente o parceiro ou os familiares presentes nas consultas para alinhar as expectativas e papéis.

A melhor forma de a rede de apoio ajudar não é “segurar o bebê para a mãe limpar a casa”, mas sim assumir a gestão da cozinha e da rotina doméstica para que a mãe possa focar em descansar, amamentar e se alimentar.

Ações simples fazem toda a diferença: o familiar pode ser o responsável por montar um prato de comida (já cortada, para facilitar) e entregar à mãe acompanhado de um grande copo de água no exato momento em que ela se senta para amamentar.

Além disso, a rede de apoio atua como um “escudo protetor”, filtrando palpites e comentários sem base científica que possam gerar culpa, insegurança ou restrições alimentares infundadas na rotina da mulher.

Vem aí o CONFNutri 2026

Vem aí o CONFNutri 2026

II Congresso Nacional de Formação dos Profissionais de Nutrição será realizado em Brasília, nos dias 10 e 11 de setembro


O CONFNutri 2026 já tem data marcada. O II Congresso Nacional de Formação dos Profissionais de Nutrição será realizado nos dias 10 e 11 de setembro de 2026, em Brasília (DF), e reunirá nutricionistas, técnicos em nutrição e dietética, docentes, pesquisadores e estudantes de todo o país.

Em sua segunda edição, o congresso se consolida como um espaço estratégico para o encontro, a reflexão e a construção coletiva sobre os desafios e as perspectivas da formação em Nutrição no Brasil. Com o tema “Entre saberes e vivências: os caminhos da formação em Nutrição”, o evento incentiva o diálogo entre diferentes experiências, territórios e práticas, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa, extensão e atuação profissional.

O que esperar do CONFNutri 2026

Durante os dois dias de programação, especialistas, profissionais e estudantes irão debater temas atuais da formação em Nutrição, compartilhar conhecimentos e contribuir para a qualificação do campo no país.

Submissão de trabalhos

As submissões de trabalhos para o CONFNutri 2026 estão abertas até 2 de agosto de 2026, pela plataforma Even3.

Mais do que um congresso, o CONFNutri é um espaço de fortalecimento da profissão, valorização do conhecimento e construção de caminhos para uma formação cada vez mais crítica, ética e comprometida com as necessidades da sociedade.

Participe

Contribua com sua experiência e faça parte desse movimento pela qualificação da formação em Nutrição no Brasil.

Acesse o regulamento e saiba como submeter seu trabalho.

CRN-8 realiza XI Itinerante em Londrina e Maringá

CRN-8 realiza XI Itinerante em Londrina e Maringá

As atividades envolveram visita de aproximação com atores políticos e evento alusivo ao Dia do TND

Entre os dias 09 e 11 de junho, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região realizou o XI Itinerante em Londrina e Maringá. As atividades realizadas envolveram visitas a atores políticos da cidade de Maringá, participação nas Instituições de Ensino Superior, bem como uma atividade alusiva ao Dia do Técnico em Nutrição e Dietética em Londrina. Participaram do XI Itinerante a presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista e a conselheira Andréa Bruginski. Durante as atividades em Maringá, participou também a conselheira Claudia Carolina Stadler Santos Huchberg Dias.

Reunião na Secretaria de Saúde de Maringá

Maringá: fortalecimento da nutrição na saúde e educação

Durante a visita em Maringá, a equipe do CRN-8 visitou duas secretarias: a de Educação e de Saúde.

Na Secretaria de Educação, a equipe conversou com a Gerente de Alimentação Escolar, bem como membros da Diretoria e Superintendência. A conversa envolveu a importância do nutricionista como responsável técnico na gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no município.

O conselho explicou que a presença de profissional da nutrição na alimentação escolar é fundamental para garantia de uma alimentação e nutrição adequada aos alunos da rede pública. Da mesma forma, aproveitou-se o momento para lembrar a gestão da Prefeitura Municipal de Maringá sobre a adequação do quadro técnico na cidade, que garante maior qualificação no desenvolvimento das atividades.

O atendimento aos parâmetros numéricos mínimos de nutricionistas contribui para a segurança alimentar e nutricional dos escolares, assegura e otimiza os recursos do PNAE, promove um ambiente alimentar saudável e sustentável, garante o cumprimento de cardápios e diretrizes do programa, fortalece a aquisição de alimentos da agricultura familiar e o desenvolvimento local, melhora indicadores de saúde — especialmente entre populações vulneráveis —, reduz a evasão escolar e favorece o cumprimento do calendário letivo.

Além disso, possibilita a implementação efetiva da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no currículo, estimula hábitos saudáveis a curto, médio e longo prazo, assegura o atendimento a necessidades nutricionais específicas, aumenta o envolvimento da comunidade escolar e reduz inconformidades na execução do programa.

Reunião na Secretaria de Educação

Já na saúde, a equipe se reuniu com o secretário Antônio Carlos Figueiredo Nardi, onde foi explicado sobre a importância do nutricionista nas políticas de promoção da saúde. Desta forma, o CRN-8 reforçou que a inserção do profissional na atenção primária é um investimento direto na redução e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

Ao secretário foi apresentado a realidade do município. Em Maringá, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN, abril de 2026) indicam desafios relevantes, com percentuais de eutrofia abaixo da média estadual entre crianças e adultos, além de elevada prevalência de sobrepeso e obesidade em diferentes faixas etárias.

Entre crianças de 0 a 10 anos, observa-se risco significativo de sobrepeso e obesidade, enquanto adolescentes apresentam melhor condição de eutrofia em relação à média estadual, mas ainda com excesso de peso relevante. Em adultos, mais da metade apresenta sobrepeso ou obesidade, e entre idosos há alta incidência de sobrepeso, evidenciando a necessidade de ações contínuas. Esse cenário se soma ao fato de que doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por grande parte dos óbitos no país.

Diante desse contexto, é essencial fortalecer o SISAN, ampliar o acesso a alimentos adequados e intensificar a vigilância em saúde. Destaca-se a importância da atuação do nutricionista na Atenção Primária e Especializada, bem como em equipes multidisciplinares, incluindo atendimento a condições específicas como TEA. Também é fundamental investir em educação alimentar, integração intersetorial e criação de serviços especializados para promoção da saúde e prevenção de agravos.

Agricultura Familiar

Durante a visita em Maringá, a equipe visitou a  Cooperervas, uma das maiores cooperativas da agricultura familiar do Paraná, fornecedora de uma vasta gama de produtos alimentícios da merenda escolar. A visita técnica na unidade contou com a apresentação da unidade produtiva de polpa de fruta congelada, bem como a produtora de folhosos e leguminosas.

Essas são feitas em uma fazenda hidropônica. Essas fazendas são um sistema agrícola que dispensa o uso de solo e gera economia de água.

CRN-8 nas IES: atualização constante

Como parte das atividades do XI Itinerante, o CRN-8 também realizou atividades nas instituições de ensino superior da região.

No da 09 de junho, a presidente Deise Regina Baptista realizou uma palestra com o tema “Terapia Nutricional para Pacientes em Uso de GLP-1” para alunos de graduação em nutrição. No dia seguinte foi a vez da Unicesumar, Campus Maringá, receber a palestra temática “CRN-8 nas IES”, onde é apresentado aos alunos do curso de graduação as atividades realizadas pelo Conselho e a sua diferença para outros órgãos da área da nutrição, como sindicatos e associações.

Dia do TND em Londrina

Em 27 de junho é celebrado o Dia do Técnico em Nutrição e Dietética. Por isso, aproveitando a visita à região, o Conselho realizou uma atividade comemorativa aos técnicos no Colégio Estadual Polivalente, uma das instituições com ensino técnico no Paraná.

A presidente e a conselheira Andréa realizaram a palestra “CRN-8 nas IES” destacando as áreas de atuação do técnico e a sua importância na nutrição.

Sobre o CRN-8 Itinerante

O programa tem o objetivo de fortalecer as ações do Conselho junto aos municípios e se reuniu com representantes de instituições, entidades e autoridades que atuam no planejamento e implementação de políticas públicas relacionadas à alimentação e comprometidas com a Segurança Alimentar Nutricional (SAN).

Iniciado em 2014, o programa é responsável por capilarizar as ações do Conselho e aproximar o órgão das demais regiões da sua jurisdição.

Entenda como a proteína atua no emagrecimento e como evitar excessos

Entenda como a proteína atua no emagrecimento e como evitar excessos

Texto reproduzido do original publicado na Revista Ampla


Ela está presente nos alimentos, barras, em pó e em bebidas, facilmente encontradas inclusive em baladas. A proteína é hoje, a grande “estrela” das dietas. Nesta Conversa Ampla, a conselheira do Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) e doutoranda em Ciências da Saúde, Tatiana Marin, explica qual a função da proteína no organismo e como ela atua no emagrecimento. Ela orienta sobre os cuidados necessários para a ingestão adequada e alerta sobre os sinais que o corpo emite de que o consumo está exagerado.

Dicas

  • Procure sempre um nutricionista para orientar a maneira correta do consumo de proteína para você, com suas peculiaridades corporais e hábitos de vida;
  • É preciso montar uma dieta com equilíbrio entre todos os nutrientes necessários para o organismo;
  • Ingira muitas frutas, verduras e legumes. Elas regulam o processamento da proteína e potencializam a absorção dos demais nutrientes.

Leia também: Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

ASBRAN abre inscrições para nova edição do Título de Especialista em Nutrição

ASBRAN abre inscrições para nova edição do Título de Especialista em Nutrição

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) está com inscrições abertas para mais uma edição do Título de Especialista em Nutrição (TEN), uma importante certificação que reconhece a qualificação e a expertise dos nutricionistas em áreas específicas de atuação. Os interessados têm até o dia 3 de agosto de 2026 para realizar a inscrição.

Nesta edição, o processo contempla as áreas de Nutrição Clínica em Gastroenterologia, Nutrição Clínica em Gerontologia, Nutrição Clínica em Nefrologia, Nutrição Clínica em Terapia Intensiva, Nutrição e Fitoterapia e Nutrição em Produção de Refeições Comerciais.

O Título de Especialista em Nutrição representa um diferencial na carreira profissional, valorizando o currículo e reconhecendo formalmente a experiência e os conhecimentos técnicos dos nutricionistas.

O processo de concessão do título é composto por três etapas eliminatórias: inscrição (com envio online da documentação e pagamento da taxa), prova teórica e avaliação de títulos. Para aprovação, os candidatos devem alcançar a pontuação mínima exigida na prova teórica.

Podem participar nutricionistas que possuam, no mínimo, dois anos de inscrição ativa em um Conselho Regional de Nutrição (CRN).

A prova teórica será realizada em 23 de outubro de 2026 e ocorrerá nas cidades de Belém (PA), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES). O local de realização será informado aos candidatos com antecedência mínima de cinco dias úteis por meio do e-mail cadastrado na inscrição.

A ASBRAN reforça que a prova teórica é obrigatória e eliminatória para todos os candidatos que tiverem a inscrição deferida.

O edital completo está disponível no site da ASBRAN. As inscrições podem ser realizadas pelo sistema online do Título de Especialista em Nutrição – www.asbran.org.br
Mais informações e inscrições: https://asbrantitulo.com.br/

CRN-8 acompanha debate sobre glúten e qualidade de vida em simpósio na Assembleia Legislativa do Paraná

CRN-8 acompanha debate sobre glúten e qualidade de vida em simpósio na Assembleia Legislativa do Paraná

Conselho reforça compromisso com políticas públicas voltadas à alimentação segura e inclusiva


Presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista, ao lado do Deputado Estadual Denian Couto (PL)


O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) esteve presente, na última semana, no Simpósio sobre Doença Celíaca e Qualidade de Vida, realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O evento reuniu especialistas da área da saúde, representantes de entidades da sociedade civil, familiares e pessoas com doença celíaca para debater diagnóstico, inclusão alimentar, direitos do consumidor e políticas públicas relacionadas ao glúten.

A participação do CRN-8 no encontro reforça o compromisso institucional do Conselho em acompanhar, de forma ativa, as discussões legislativas e os projetos de lei que impactam diretamente a Nutrição, a Segurança Alimentar e a Saúde da população. A presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista, destacou a importância da presença da instituição em espaços de diálogo intersetorial, especialmente quando envolvem temas sensíveis como alimentação especial, rotulagem, inclusão e direitos das pessoas com restrições alimentares.

Simpósio debate desafios do diagnóstico e da inclusão alimentar de pessoas celíacas

Promovido em parceria com a Escola do Legislativo, o simpósio ocorreu na manhã de sexta-feira (22) e contou com uma programação diversificada, abordando aspectos clínicos, nutricionais, emocionais e jurídicos da doença celíaca. A iniciativa teve apoio da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar) e reuniu profissionais de referência em suas áreas de atuação.

Entre os temas debatidos estiveram o subdiagnóstico da doença celíaca no Brasil, os desafios emocionais após a confirmação do diagnóstico, a Nutrição adequada nas diferentes fases da vida e os direitos do consumidor celíaco na prática. As palestras destacaram que a doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas geneticamente predispostas, exigindo exclusão total e permanente do glúten da alimentação, além de cuidados rigorosos com a contaminação cruzada.

Subdiagnóstico ainda é um dos principais desafios da doença celíaca

Durante o evento, a presidente da Acelpar, Giseli Vilela, chamou atenção para o baixo índice de diagnóstico da doença celíaca. Segundo ela, estima-se que apenas cerca de 1% da população seja diagnosticada, apesar de a condição atingir aproximadamente 1% da população mundial.

“A doença celíaca é conhecida como ‘doença camaleão’, justamente pela diversidade de sintomas e pela dificuldade diagnóstica. Em muitos casos, o diagnóstico pode levar mais de cinco ou seis anos”, afirmou. Ela também destacou a importância de políticas públicas voltadas à inclusão alimentar, ao acesso à informação e à garantia de direitos das pessoas celíacas.

Projeto de Lei propõe carteira de identificação para pessoas com doença celíaca

Um dos pontos centrais do debate foi o Projeto de Lei nº 1.033/2023, de autoria do deputado estadual Denian Couto (PL), que institui a Carteira Estadual de Identificação da Pessoa com Doença Celíaca ou demais desordens relacionadas ao glúten no âmbito do Estado do Paraná.

De acordo com o texto do projeto, a carteira — denominada CIDOECE — tem como objetivo conferir identificação oficial às pessoas diagnosticadas com doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaca, alergia ao trigo, cevada, centeio ou aveia, ataxia por glúten e dermatite herpetiforme.

Entre os principais pontos da proposta, destacam-se:

  • A emissão gratuita da carteira, em formato físico ou digital;
  • O direito de pessoas celíacas levarem sua própria alimentação a bares, restaurantes, hotéis e eventos, sem cobrança adicional;
  • A garantia de alimentação adequada para pacientes e acompanhantes celíacos durante internações hospitalares;
  • O uso do documento como instrumento para subsidiar políticas públicas, campanhas educativas e estatísticas em saúde.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca assegurar dignidade, inclusão social e segurança alimentar às pessoas com restrições ao glúten, além de ampliar a visibilidade do tema no âmbito do Poder Público.

Nutrição tem papel central na qualidade de vida da pessoa celíaca

A programação do simpósio também evidenciou a importância da atuação do nutricionista no cuidado integral às pessoas com doença celíaca. A palestra “Nutrição nas fases da vida do celíaco e qualidade de vida” abordou a necessidade de planejamento alimentar individualizado, considerando infância, adolescência, vida adulta e envelhecimento.

Para o CRN-8, esse debate é fundamental, pois reforça o papel da Nutrição na promoção da saúde, na prevenção de complicações e na garantia de segurança alimentar, especialmente em contextos que envolvem alimentação fora do domicílio, escolas, hospitais e eventos sociais.

CRN-8 acompanha projetos de lei relacionados à Nutrição e à Alimentação

A presença do CRN-8 no simpósio reafirma o compromisso do Conselho em monitorar projetos de lei, participar de debates públicos e contribuir tecnicamente para a construção de políticas mais justas e inclusivas. Acompanhar discussões como essa é essencial para garantir que decisões legislativas estejam alinhadas com evidências científicas e com a proteção da saúde da população.

O CRN-8 segue atento às pautas relacionadas à Nutrição, rotulagem de alimentos, segurança alimentar, direitos de pessoas com necessidades alimentares especiais e valorização do exercício profissional do nutricionista, fortalecendo o diálogo com o Poder Legislativo, entidades da sociedade civil e profissionais da área da saúde.

Como montar uma lancheira saudável?

Como montar uma lancheira saudável?

Especialistas reforçam que uma lancheira equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados


Montar uma lancheira saudável não precisa ser um desafio. Mães e pais de crianças em idade escolar sabem que a lancheira infantil é um compromisso diário e parte importante da alimentação da criança. Por isso, o cuidado na escolha e no preparo dos alimentos é essencial para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para orientar as famílias sobre como montar uma lancheira equilibrada, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera, especialista em Saúde da Família, pós-graduada em alimentação Infantil e Escolar e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as principais recomendações estão a oferta de uma alimentação variada e saudável, com a redução do consumo de produtos ultraprocessados.

“A fase escolar é um período de aprendizado e vivências. É nesse momento que conseguimos ensinar às crianças e aos jovens o quanto a alimentação é importante, além de ser uma etapa estratégica para promover um ambiente alimentar saudável”, afirma Fernanda. Segundo ela, o incentivo à boa alimentação começa em casa e deve se estender à escola.

“Em alguns lugares, as crianças e os jovens se alimentam bem no ambiente escolar, especialmente onde há oferta de alimentação escolar. Contudo, uma refeição equilibrada isolada não é suficiente. É preciso dar o exemplo em todas as refeições”, destaca.

Nesse sentido, a lancheira escolar não deve ser encarada como uma refeição isolada, mas como parte da alimentação cotidiana da criança e do adolescente, junto ao café da manhã, almoço e jantar. Por isso, é fundamental que haja coerência entre o lanche e as demais refeições do dia.

Healthy school lunch box with beef sandwich and fresh vegetables, bottle of water and fruits on blue background. Top view. Flat lay

Afinal, qual é a lancheira ideal?

De acordo com a nutricionista, montar uma lancheira saudável é mais simples do que parece. “Se fôssemos seguir um passo a passo, uma lancheira equilibrada pode conter um alimento fonte de carboidrato, outro de proteína, uma fruta e água”, orienta Fernanda.

O líquido é indispensável para a hidratação, sendo a água a principal recomendação. No entanto, chás e sucos naturais também podem ser opções esporádicas. “É preciso ter atenção aos refrigerantes, sucos industrializados e bebidas com muito açúcar, como achocolatados”, alerta.

Entre os carboidratos, podem ser oferecidos pães, bolos caseiros ou biscoitos sem recheio. A proteína pode estar presente por meio de queijos,iogurtes ou ovos. “Também é possível combinar os alimentos, como em um sanduíche natural com frango desfiado ou patê, que é uma ótima opção”, exemplifica. As frutas, por sua vez, podem variar conforme a estação ou a preferência da criança.

Além disso, a preparação da lancheira precisa levar em consideração o desenvolvimento do paladar da criança e também outras condições, como intolerâncias ou alergias. “No caso das famílias que têm dificuldade na alimentação das crianças, o nutricionista especialista em pediatria pode ser um profissional para ajudar e avaliar cada caso”, relembra Fernanda.

A criança precisa conseguir comer sozinha

Um ponto importante na hora de montar a lancheira é lembrar que a criança precisa consumir o lanche de forma autônoma. “O alimento in natura não pode ser visto como um desafio. No caso das frutas, o ideal é começar pelas mais fáceis de descascar ou que nem precisem disso”, orienta a nutricionista.

Segundo Fernanda, a praticidade dos produtos industrializados muitas vezes é um fator que favorece o consumo, por isso eles são considerados “mais fáceis” de serem consumidos. Desta forma, mostrar para a criança que ela consegue comer uma maçã ou descascar uma banana é bem importante. “Uma estratégia é envolver a criança na preparação da lancheira. Não como uma imposição, mas como um convite: cortar a fruta junto, ajudar a montar o sanduíche. Essa é uma dica de ouro”, afirma.

Ler o rótulo faz toda a diferença

Na correria do dia a dia, é comum que alimentos ultraprocessados acabem sendo utilizados. Quando isso acontecer, a nutricionista recomenda atenção aos rótulos e moderação no consumo. “Antes de comprar, é importante observar se o produto possui excesso de açúcar, gordura ou sódio, por exemplo. Na maioria dos casos — exceto para crianças com condições pré-existentes — não é necessário excluir totalmente os industrializados, mas o consumo excessivo, todos os dias, faz mal”, explica. Lembrando que existem produtos processados e ultraprocessados, sendo esse último, uma categoria de alimentos que devem ser evitada sempre que possível, por serem pouco ricos em nutrientes essenciais.

A lista de ingredientes deve ser sempre observada. Os primeiros itens da lista são aqueles presentes em maior quantidade no produto. Assim, quando açúcar ou gorduras aparecem logo no início, significa que estão em proporção elevada.

Por fim, Fernanda reforça as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja regra de ouro é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base de uma alimentação nutritiva, saborosa, culturalmente adequada e sustentável.

“O que precisamos ensinar às crianças é que o alimento deve ser descascado, e não desembalado”, conclui.