Como montar uma lancheira saudável?

Como montar uma lancheira saudável?

Especialistas reforçam que uma lancheira equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados


Montar uma lancheira saudável não precisa ser um desafio. Mães e pais de crianças em idade escolar sabem que a lancheira infantil é um compromisso diário e parte importante da alimentação da criança. Por isso, o cuidado na escolha e no preparo dos alimentos é essencial para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para orientar as famílias sobre como montar uma lancheira equilibrada, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera, especialista em Saúde da Família, pós-graduada em alimentação Infantil e Escolar e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as principais recomendações estão a oferta de uma alimentação variada e saudável, com a redução do consumo de produtos ultraprocessados.

“A fase escolar é um período de aprendizado e vivências. É nesse momento que conseguimos ensinar às crianças e aos jovens o quanto a alimentação é importante, além de ser uma etapa estratégica para promover um ambiente alimentar saudável”, afirma Fernanda. Segundo ela, o incentivo à boa alimentação começa em casa e deve se estender à escola.

“Em alguns lugares, as crianças e os jovens se alimentam bem no ambiente escolar, especialmente onde há oferta de alimentação escolar. Contudo, uma refeição equilibrada isolada não é suficiente. É preciso dar o exemplo em todas as refeições”, destaca.

Nesse sentido, a lancheira escolar não deve ser encarada como uma refeição isolada, mas como parte da alimentação cotidiana da criança e do adolescente, junto ao café da manhã, almoço e jantar. Por isso, é fundamental que haja coerência entre o lanche e as demais refeições do dia.

Healthy school lunch box with beef sandwich and fresh vegetables, bottle of water and fruits on blue background. Top view. Flat lay

Afinal, qual é a lancheira ideal?

De acordo com a nutricionista, montar uma lancheira saudável é mais simples do que parece. “Se fôssemos seguir um passo a passo, uma lancheira equilibrada pode conter um alimento fonte de carboidrato, outro de proteína, uma fruta e água”, orienta Fernanda.

O líquido é indispensável para a hidratação, sendo a água a principal recomendação. No entanto, chás e sucos naturais também podem ser opções esporádicas. “É preciso ter atenção aos refrigerantes, sucos industrializados e bebidas com muito açúcar, como achocolatados”, alerta.

Entre os carboidratos, podem ser oferecidos pães, bolos caseiros ou biscoitos sem recheio. A proteína pode estar presente por meio de queijos,iogurtes ou ovos. “Também é possível combinar os alimentos, como em um sanduíche natural com frango desfiado ou patê, que é uma ótima opção”, exemplifica. As frutas, por sua vez, podem variar conforme a estação ou a preferência da criança.

Além disso, a preparação da lancheira precisa levar em consideração o desenvolvimento do paladar da criança e também outras condições, como intolerâncias ou alergias. “No caso das famílias que têm dificuldade na alimentação das crianças, o nutricionista especialista em pediatria pode ser um profissional para ajudar e avaliar cada caso”, relembra Fernanda.

A criança precisa conseguir comer sozinha

Um ponto importante na hora de montar a lancheira é lembrar que a criança precisa consumir o lanche de forma autônoma. “O alimento in natura não pode ser visto como um desafio. No caso das frutas, o ideal é começar pelas mais fáceis de descascar ou que nem precisem disso”, orienta a nutricionista.

Segundo Fernanda, a praticidade dos produtos industrializados muitas vezes é um fator que favorece o consumo, por isso eles são considerados “mais fáceis” de serem consumidos. Desta forma, mostrar para a criança que ela consegue comer uma maçã ou descascar uma banana é bem importante. “Uma estratégia é envolver a criança na preparação da lancheira. Não como uma imposição, mas como um convite: cortar a fruta junto, ajudar a montar o sanduíche. Essa é uma dica de ouro”, afirma.

Ler o rótulo faz toda a diferença

Na correria do dia a dia, é comum que alimentos ultraprocessados acabem sendo utilizados. Quando isso acontecer, a nutricionista recomenda atenção aos rótulos e moderação no consumo. “Antes de comprar, é importante observar se o produto possui excesso de açúcar, gordura ou sódio, por exemplo. Na maioria dos casos — exceto para crianças com condições pré-existentes — não é necessário excluir totalmente os industrializados, mas o consumo excessivo, todos os dias, faz mal”, explica. Lembrando que existem produtos processados e ultraprocessados, sendo esse último, uma categoria de alimentos que devem ser evitada sempre que possível, por serem pouco ricos em nutrientes essenciais.

A lista de ingredientes deve ser sempre observada. Os primeiros itens da lista são aqueles presentes em maior quantidade no produto. Assim, quando açúcar ou gorduras aparecem logo no início, significa que estão em proporção elevada.

Por fim, Fernanda reforça as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja regra de ouro é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base de uma alimentação nutritiva, saborosa, culturalmente adequada e sustentável.

“O que precisamos ensinar às crianças é que o alimento deve ser descascado, e não desembalado”, conclui.

CRN-8 reforça presença no CONBRAN e compromisso com a Nutrição durante primeira vez do evento em Curitiba

CRN-8 reforça presença no CONBRAN e compromisso com a Nutrição durante primeira vez do evento em Curitiba

Profissionais do Paraná apresentaram experiências exitosas, contribuíram com debates estratégicos e o CRN-8 lançou manual orientativo para a alimentação escolar privada


Entre os dias 12 e 15 de maio, Curitiba sediou, pela primeira vez, o XXIX Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN), considerado o maior evento científico da área na América Latina. Realizado na capital paranaense, o congresso reuniu nutricionistas, pesquisadores, gestores e estudantes de todo o país para debater os rumos da profissão diante dos desafios contemporâneos.

Com o tema “Nutrição e dieta em tempos de inteligência artificial e emergência climática”, a edição de 2026 colocou em evidência questões cada vez mais presentes na prática profissional, como o uso ético e estratégico das novas tecnologias, a sustentabilidade dos sistemas alimentares e o papel da Nutrição na promoção da saúde frente às mudanças climáticas.

Nesse cenário, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) marcou presença de forma ativa ao lado dos profissionais da sua jurisdição, reafirmando o compromisso institucional com o fortalecimento da Nutrição, a qualificação técnica e a valorização da atuação profissional. Ao longo da programação, nutricionistas do Paraná participaram de palestras, mesas-redondas e atividades científicas, contribuindo com reflexões, compartilhando experiências exitosas e fortalecendo o intercâmbio de práticas entre diferentes regiões do país.

Além da participação nos debates, o CRN-8 realizou, durante o congresso, o lançamento oficial de um manual orientativo voltado a nutricionistas que atuam na alimentação escolar da rede privada, reforçando sua atuação técnica e regulatória em áreas estratégicas da profissão.

Vivências em Nutrição: experiências do PNAE em evidência

O Vivências em Nutrição, iniciativa do Conselho Federal de Nutrição (CFN), tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às experiências desenvolvidas por nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética em diferentes campos de atuação. No CONBRAN 2026, o CRN-8 teve duas experiências selecionadas para apresentação, ambas com foco no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A primeira vivência foi apresentada pela nutricionista Mayara Borsa, que abordou a inserção de festividades escolares na realidade do PNAE no município de Realeza (PR). A experiência demonstrou como datas comemorativas, como Páscoa e Natal, podem ser incorporadas ao ambiente escolar de forma planejada, saudável e nutricionalmente adequada, respeitando as diretrizes do programa, ao mesmo tempo em que valorizam aspectos culturais e simbólicos da alimentação.

Já a segunda apresentação, conduzida pela nutricionista Andrea Bruginski, destacou a gestão estadual do PNAE no Paraná, evidenciando uma experiência exitosa de articulação entre políticas públicas, Nutrição e desenvolvimento sustentável. O trabalho mostrou que o estado consegue direcionar 100% dos recursos do programa para iniciativas da agricultura familiar, fortalecendo a economia local, promovendo segurança alimentar e contribuindo para sistemas alimentares mais sustentáveis — tema diretamente alinhado às discussões sobre emergência climática propostas pelo congresso.

Alimentação escolar privada: lançamento de manual orientativo

Outra pauta de destaque apresentada pelo CRN-8 durante o CONBRAN 2026 foi o lançamento oficial da 2ª edição do Manual Orientativo para Nutricionistas Atuantes no Ambiente Escolar da Rede Privada de Ensino.

Diferentemente da rede pública, que conta com diretrizes específicas estabelecidas pelo PNAE, a alimentação escolar na rede privada não dispõe de uma legislação nacional própria. Diante dessa lacuna, o manual tem como objetivo servir como guia técnico e normativo, reunindo legislações estaduais, diretrizes profissionais e orientações que contribuem para a atuação qualificada do nutricionista nesse contexto.

A publicação é fruto de um Grupo de Trabalho iniciado em abril de 2025, que envolveu encontros periódicos, discussões técnicas e alinhamento com normativas atualizadas, incluindo temas como Responsabilidade Técnica (RT). A revisão amplia a aplicabilidade do material no cotidiano profissional e reforça o compromisso do CRN-8 com a qualidade, a segurança alimentar e o aprimoramento técnico da Nutrição no ambiente escolar privado.

O manual está disponível para acesso neste link: https://crn8.org.br/manuais/

XXIX CONBRAN 2026

CFN atualiza Código de Ética e reforça proteção ao paciente e à prática profissional na nutrição

CFN atualiza Código de Ética e reforça proteção ao paciente e à prática profissional na nutrição

Documento tem caráter orientador e responde aos atuais desafios da profissão e da sociedade

O Conselho Federal de Nutrição (CFN) atualizou o Código de Ética e Conduta da(o) Nutricionista, documento que orienta o exercício profissional no Brasil e estabelece diretrizes para uma atuação responsável, segura e alinhada às transformações da sociedade. A atualização representa um avanço na regulamentação ética da profissão, ao incorporar mudanças concretas e transparência na prática da Nutrição, como a expansão das tecnologias, os conflitos de interesses e o reconhecimento do nutricionista em diversas áreas, acompanhando as transformações da profissão.

Resultado de um processo amplo e participativo, o novo Código contou com a contribuição dos Conselhos Regionais de Nutrição e com consulta pública que reuniu mais de 1.500 profissionais, refletindo uma construção coletiva da categoria. A nova versão incorpora o uso de tecnologias digitais e ferramentas de inteligência artificial, além de fortalecer diretrizes relacionadas à comunicação, à responsabilidade técnica e à proteção da sociedade.

“O Código de Ética é um instrumento de proteção social. Ele assegura que a população receba orientações seguras, baseadas em evidências, e oferece respaldo e segurança jurídica para os profissionais”, afirma Manuela Dolinsky, presidente do CFN. O documento define parâmetros para coibir práticas enganosas, prevenir conflitos de interesse e orientar o uso responsável de tecnologias. “A tecnologia deve atuar como apoio ao profissional, sem substituir o julgamento técnico, garantindo que o cuidado em saúde permaneça ético e seguro”.

Entre os avanços, o Código de Ética traz diretrizes estruturadas para a atuação em ambientes digitais, maior clareza sobre a responsabilidade técnica do nutricionista e estabelece regras para assegurar transparência nas relações com empresas, marcas e interesses comerciais. “A atualização responde às mudanças na prática profissional, sobretudo no uso de tecnologias e na forma como a informação em saúde circula hoje”, acrescenta a presidente do CFN.  O documento tem como finalidade garantir que a atuação do nutricionista seja pautada pela segurança, pela qualidade da informação e respeito à saúde da população, acompanhando a evolução da profissão nos diferentes níveis de atenção à saúde, englobando o setor público ou privado e as modalidades presencial e não presencial. O lançamento oficial do Código de Ética e Conduta acontecerá no Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran), de 12 a 15 de maio, em Curitiba, quando será apresentado de forma sistematizada à categoria e à sociedade. 

Dia do Nutricionista passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Estado do Paraná

Dia do Nutricionista passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Estado do Paraná

A Lei nº 23.153/26 foi publicada nesta semana no Diário Oficial e incentiva a promoção de ações e atividades em prol da profissão

O Dia do Nutricionista (31 de agosto) passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná. A medida foi instituída pela Lei nº 23.153/26, publicada no Diário Oficial do Paraná em 24 de abril de 2026, após sanção do governador Ratinho Junior (PSD). A proposta é de autoria da deputada estadual Maria Victoria (PP) e a lei já está em vigor.

O objetivo da iniciativa é valorizar e reconhecer a importância dos nutricionistas na promoção da saúde e do bem-estar por meio da alimentação. Além de incluir a data no calendário oficial do Estado, a lei também incentiva a realização de ações e atividades de apoio à profissão e aos profissionais, tais como:

• campanhas de conscientização;
• rodas de conversa;
• seminários;
• acesso à informação;
• políticas públicas; e
• serviços de suporte.

A lei ainda prevê o estímulo à formalização de parcerias com órgãos e instituições públicas e/ou privadas para a realização dessas atividades.

O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) realiza anualmente campanhas e promove eventos em alusão ao Dia do Nutricionista, em conjunto com o Sistema CFN/CRN. A celebração ocorre em 31 de agosto, em referência à data de criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (Asbran).

A formalização de uma data comemorativa por meio de lei é essencial para o reconhecimento público de um evento, figura ou causa. Esse processo contribui para consolidar a data como parte integrante da memória coletiva da sociedade, garantindo que não se trate de uma celebração passageira, mas de um marco permanente de identidade cultural e social.



Sopa é jantar? Veja orientações para uma alimentação equilibrada no inverno

Sopa é jantar? Veja orientações para uma alimentação equilibrada no inverno

Com a chegada do outono e do inverno, as temperaturas mais baixas passam a influenciar diretamente os hábitos alimentares. No Paraná, mesmo sem enfrentar necessariamente um frio polar, o organismo sofre adaptações, que despertam o interesse por refeições mais quentes, calóricas e reconfortantes. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Nutrição 8ª Região reforça a importância de manter uma alimentação equilibrada no inverno, sem descuidar da hidratação e do valor nutricional das refeições.

Imagem de pvproductions no Freepik

Alimentação no inverno exige atenção ao equilíbrio nutricional

As temperaturas mais baixas costumam estimular o consumo de alimentos mais cremosos e calóricos, como massas, queijos, frituras, carnes gordurosas e bebidas quentes, entre elas chocolate quente, cappuccino, vinhos e licores. Por isso, CRN-8 alerta que o equilíbrio alimentar no inverno deve ser mantido.

Dessa forma, a gerente técnica do CRN-8, Julisse Klemtz Wagner, diz que o ideal é manter um padrão alimentar completo e variado. “Nessa época, é importante montar um prato equilibrado, com aproximadamente 50% de verduras e legumes, além de uma fonte de proteína e a combinação de arroz e feijão”, orienta.

Ela explica que não há necessidade de excluir alimentos específicos do cardápio. “É possível substituir o arroz por batata, mandioca ou massa em algumas refeições, por exemplo. O mais importante é manter um prato colorido, o que indica uma maior variedade de vitaminas e minerais essenciais para a saúde e para o fortalecimento da imunidade durante o inverno”, destaca.

Sopa é jantar, sim, desde que seja bem-preparada

Quando o assunto é alimentação saudável no inverno, uma dúvida frequente é se sopa pode substituir o jantar. Assim, a resposta é sim! Sopas, caldos e cremes aparecem naturalmente com maior frequência nessa época do ano e podem ser refeições completas.

A recomendação é variar a combinação de legumes e verduras, garantindo maior valor nutricional. Outro ponto importante é evitar o uso de mais de um carboidrato na mesma preparação. “Se a sopa leva batata ou mandioquinha, por exemplo, não há necessidade de adicionar massa”, orienta Julisse.

Entre as opções estão cremes de abóbora, mandioquinha, mix de legumes, sempre com a inclusão de uma fonte de proteína, que pode ser de origem animal ou vegetal. “Usar a criatividade na cozinha, escolher alimentos da estação e variar as receitas ajuda a evitar a monotonia alimentar e contribui para uma dieta equilibrada e nutritiva”, complementa.

Alimentos ricos em vitamina C ajudam a fortalecer a imunidade

Durante o inverno, o consumo de alimentos ricos em vitamina C torna-se ainda mais relevante para a saúde. Frutas cítricas, como laranja, mexerica e limão, além de verduras de folhas verde-escuras, auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico e devem fazer parte da rotina alimentar.

Vale destacar que não significa que essa é a única vitamina que deve ser consumida. “É importante lembrar que não vai ser um único alimento que vai melhorar a sua saúde nas baixas temperaturas, mas sim, a variedade e o consumo equilibrado de alimentos in natura para atingir a meta de vitaminas e minerais que o corpo precisa”, explica Julisse.

Hidratação no inverno: não espere sentir sede

Outro ponto de atenção durante o inverno é a hidratação. Com o frio, a sensação de sede diminui, o que pode levar à redução do consumo de água. No entanto, o recomendado é ingerir líquidos ao longo do dia, mesmo sem sede.

“A hidratação adequada ajuda a eliminar toxinas, transportar nutrientes e oxigênio pelo corpo e manter o funcionamento adequado do organismo. Uma dica prática é manter sempre uma garrafinha de água por perto”, orienta a nutricionista.

Portanto, manter uma alimentação equilibrada, consumir frutas regularmente, apostar em sopas nutritivas e garantir uma boa hidratação são atitudes essenciais para atravessar o inverno com mais saúde e bem-estar.

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Visita técnica ao CRN-9 fortalece a instrução de processos éticos-disciplinares do CRN-8

Visita técnica ao CRN-9 fortalece a instrução de processos éticos-disciplinares do CRN-8

A iniciativa integra o planejamento estratégico do CRN-8 voltado ao desenvolvimento contínuo da área finalística e ao aprimoramento das práticas institucionais.


Na última semana, a equipe do Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) realizou uma visita técnica ao Conselho Regional de Nutrição – 9ª Região (CRN-9), com foco no fortalecimento e na qualificação da instrução de processos éticos-disciplinares. A agenda ocorreu na sede do CRN-9, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 01º e 2 de abril e na ocasião estava presente também o Conselho Regional de Nutrição – 11ª Região (CRN-11).

A visita teve como principal objetivo o aprimoramento técnico da equipe do CRN-8 no que se refere à apuração de denúncias e condução de processos éticos. Os trabalhos envolveram um treinamento que abordou a análise e o refinamento de fluxos administrativos, a padronização de procedimentos, o fortalecimento das estratégias de fiscalização ética e a avaliação dos resultados esperados a partir dessas ações.

O CRN-9 foi escolhido como referência no âmbito do Sistema CFN/CRN em razão de sua reconhecida atuação na condução de demandas éticas e na estruturação de processos administrativos consolidados. Nesse contexto, a visita representou uma oportunidade estratégica para a troca de experiências, o alinhamento de práticas institucionais e o fortalecimento do trabalho integrado entre os Conselhos Regionais, essencial para a valorização, a defesa e a ética no exercício da profissão de nutricionista.

As atividades foram conduzidas por Diego Vaz Gondim Faria, chefe do Setor de Ética do CRN-9, que compartilhou metodologias, rotinas de trabalho e práticas consolidadas adotadas pelo Conselho.

Participaram da visita os conselheiros Alisson David Silva, vice-presidente do CRN-8, e Vanessa Costa Penteado, secretária da Diretoria, ambos integrantes da Comissão de Ética, além da Coordenadora Técnica do CRN-8, Alessandra Carvalho Roncaglio. Representando o CRN-11, participaram da agenda a conselheira e coordenadora da Comissão de Ética, Rosângela Maria Lopes de Sousa, e a coordenadora do Setor de Ética, Maria Kemelly Lima Silva

Como resultado da visita técnica, o CRN-8 estruturará um planejamento para viabilizar um plano de ação voltado à qualificação dos processos internos.

Defender a profissão com ética, transparência e responsabilidade é um compromisso permanente do CRN-8. Nesse sentido, as visitas técnicas cumprem um papel fundamental, que consiste na identificação e adoção de boas práticas institucionais já consolidadas em outras organizações, contribuindo para a melhoria contínua da gestão, o aumento da eficiência dos processos e o fortalecimento da atuação institucional no Sistema CFN/CRN.

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Dados oficiais de 2025 revelam avanço do sobrepeso e da obesidade no estado, que supera a média nacional nas formas mais avançadas do sobrepeso.


O Paraná enfrenta um cenário silencioso, mas crescente, de risco à saúde nutricional. Dados compilados e atualizados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 73,96% dos adultos atendidos na Atenção Primária à Saúde pelo SUS no estado estão fora do peso adequado. Chama atenção o avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. Apenas 26,04% apresentam peso considerado saudável, percentual abaixo da média nacional (27,23%).

O levantamento, referente a 2025, analisou cerca de 2 milhões de pessoas no Paraná, compondo uma das maiores amostras populacionais acompanhadas pelo SUS no estado. Os números indicam que o avanço do excesso de peso não só continua, como se intensifica.

Imagem de freepik

Avanço da obesidade

Segundo o SISVAN, a maior parte da população adulta acompanhada pelo SUS está distribuída da seguinte forma:

Sobrepeso: 34,13%

Obesidade grau I: 23,15%

Obesidade grau II: 9,93%

Obesidade grau III: 5,27%

Baixo peso: 1,48%

Em relação a 2024, o único indicador que apresentou queda foi o baixo peso. Já as faixas de sobrepeso e obesidade registraram aumento, reforçando a tendência de agravamento do quadro nutricional no estado.

Na comparação com os dados nacionais, o Paraná chama atenção por estar acima da média brasileira em todas as categorias de obesidade, inclusive nas formas mais severas, aquelas associadas a maior mortalidade e custos assistenciais.

Aumento de peso e impacto direto na rede de saúde

O crescimento do sobrepeso e da obesidade está diretamente ligado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A tendência é que esse perfil populacional amplie a demanda por medicamentos, exames, consultas especializadas e hospitalizações. A elevação do risco de sobrepeso e obesidade significa a perda do potencial preventivo de doenças crônicas não transmissíveis

Além disso, uma alimentação desequilibrada pode coexistir com deficiências de micronutrientes essenciais (como ferro, zinco e vitaminas), agravando quadros de anemia, fadiga crônica e comprometimento do sistema imunológico.

Brasil segue tendência semelhante

O cenário paranaense reflete uma realidade nacional. Em todo o país, mais de 31 milhões de adultos foram avaliados pelo SISVAN, e apenas 27,2% apresentam peso adequado. Isso significa que 72,77% dos brasileiros acompanhados estão fora do peso ideal.

Em nível nacional:

34,6% apresentam sobrepeso

22,2% obesidade grau I

9,17% obesidade grau II

4,91% obesidade grau III

O que pode estar por trás desses números?

O padrão alimentar da população é um dos principais fatores associados ao avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. O consumo elevado de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, açúcar, sódio e gorduras saturadas, mas pobres em fibras e nutrientes, tem substituído refeições equilibradas.

Ainda que haja variedade alimentar, falta equilíbrio no prato. Uma composição recomendada inclui 50% de vegetais, 25% de grãos (como arroz e feijão) e 25% de proteínas, como carnes magras, ovos ou peixes. Alimentos como doces e sobremesas não precisam ser os vilões, mas devem ser consumidos com moderação, enquanto frutas e legumes precisam fazer parte da rotina diária.

CRN-8 defende a educação alimentar e a presença do nutricionista na APS

O Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (Paraná) alerta que os ultraprocessados devem ser desencorajados no consumo cotidiano. A entidade também defende a ampliação da presença de nutricionistas na Atenção Primária à Saúde, como estratégia para promover educação alimentar e prevenir o adoecimento precoce da população.

Segundo o conselho, investir em políticas públicas de alimentação adequada pode reduzir custos a médio e longo prazo, além de melhorar a qualidade de vida da população.

O que é o SISVAN

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) é uma ferramenta oficial do SUS que monitora continuamente o estado nutricional e o consumo alimentar da população brasileira, com foco na Atenção Primária à Saúde. Os dados são coletados de forma contínua e servem de base para a formulação de políticas públicas em saúde e nutrição.

“Sabor chocolate”: por que rótulos mudaram e o que o consumidor precisa saber

“Sabor chocolate”: por que rótulos mudaram e o que o consumidor precisa saber

Aumento do custo do cacau leva indústria a reformular produtos, que deixam de ser classificados como chocolate segundo regras da Anvisa. Especialistas alertam para mudanças na composição e no valor nutricional.


Às vésperas da Páscoa, período em que o consumo de chocolate dispara no país, consumidores se deparam com um detalhe cada vez mais comum nas prateleiras: produtos rotulados como “sabor chocolate”, e não simplesmente chocolate. A mudança, que tem gerado memes e desconfiança nas redes sociais, esconde uma alteração relevante na composição do produto e no que chega ao prato do consumidor.

O fenômeno ocorre em meio à alta do cacau no mercado internacional, que pressiona os custos da indústria. Para manter preços competitivos e volumes de venda, fabricantes encontram alternativas legais para reformular receitas, reduzindo a quantidade do ingrediente principal.

O que diz a legislação

De acordo com a Resolução RDC nº 723/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que um produto seja comercializado como “chocolate”, ele precisa conter no mínimo 25% de cacau. Abaixo desse percentual, o alimento não pode ser enquadrado na categoria, daí o uso de expressões como “sabor chocolate”.

“Com o aumento do custo do cacau, muitas empresas não conseguem manter a quantidade mínima exigida. Como resultado, esses produtos deixam de ser chocolate de fato e passam a ser classificados apenas como produtos com sabor chocolate”, explica Alisson David Silva, nutricionista e vice-presidente do Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (CRN-8).

Chocolate ou apenas ‘sabor’? A resposta está no rótulo

Segundo o especialista, o principal instrumento de defesa do consumidor é a leitura da lista de ingredientes, que revela a real composição do produto. “Uma dica importante é observar qual é o primeiro ingrediente da lista. Se for açúcar ou gordura vegetal, é um sinal de alerta. Isso indica que o produto tem pouca concentração de cacau e se enquadra nesses alimentos apenas saborizados”, alerta o nutricionista.

Essas versões costumam ter mais açúcar, gordura e aditivos, e menos compostos benéficos naturalmente presentes no cacau.

Chocolate não é vilão — mas nem tudo que parece chocolate é

Nutricionistas não consideram o consumo de chocolate, especialmente os com maior teor de cacau, um problema quando feito com moderação. Chocolates com 70% de cacau ou mais, por exemplo, concentram antioxidantes que podem trazer benefícios à saúde.

“O problema está nos produtos com baixa concentração de cacau, que não oferecem os mesmos benefícios nutricionais e ainda entregam excesso de açúcar e gordura. Esses, definitivamente, não podem ser considerados chocolate de verdade”, destaca Alisson.

Especialistas não consideram o chocolate branco um chocolate de verdade, já que sua composição se baseia apenas na gordura da manteiga de cacau. O consumo desse produto deve ser evitado sempre que possível.

Páscoa: excesso à vista e atenção redobrada

Com a abundância de ovos, caixas e barras nesta época do ano, o consumo excessivo aparece como um risco adicional. A recomendação é clara: moderação.

“No caso de chocolates com maior percentual de cacau, a orientação geral é consumir de 3 a 4 quadradinhos por dia. Já os produtos mais ricos em gordura e açúcar exigem ainda mais cuidado, principalmente para pessoas com diabetes, intolerância à lactose ou outras restrições alimentares”, afirma o nutricionista.

Um alerta importante envolve o público infantil. Crianças menores de dois anos não devem consumir chocolate, devido à alta concentração de açúcar. O consumo deve ser supervisionado para outras faixas etárias.

Consumir com equilíbrio — e sem pressa

Outro ponto destacado pelos especialistas é que não há necessidade de consumir os produtos de Páscoa imediatamente. Chocolates possuem validade prolongada e, quando armazenados corretamente — ao abrigo do sol e do calor excessivo —, podem ser consumidos de forma fracionada ao longo do tempo.

“Não é preciso concentrar todo o consumo em poucos dias. Isso ajuda a equilibrar a alimentação e reduz os riscos associados ao excesso”, finaliza Alisson.

Curitiba aprova a “Lei do Clima” para redução de gases do efeito estufa

Curitiba aprova a “Lei do Clima” para redução de gases do efeito estufa

Sancionada em dezembro de 2025, a lei objetiva a neutralidade de emissões até 2050 e redução mínima de 30% até 2030


A “Lei do Clima” foi sancionada pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD) no último mês de dezembro. Ela institui a Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Desta forma, a proposta é estabelecer uma meta de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, bem como estabelece diretrizes para preparar a cidade para os impactos das emergências climáticas.

A proposta da Lei do Clima organiza as estratégias em diversas áreas como mobilidade, energia, uso do solo, gestão de resíduos e recursos hídricos. Da mesma forma, cria instrumentos de monitoramento, planejamento e transparência para acompanhar a execução da política pública.

Lei do Clima na alimentação

A Lei do Clima tem toda relação com a nutrição. Quando o clima muda, a comida no prato muda. Por isso, falar sobre a atuação do profissional de nutrição nas emergências climáticas é extremamente necessário. A nova lei traz uma abordagem específica para a nutrição, localizada no inciso X, art. 4º:

Fomentar a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento econômico sustentável por meio da agricultura urbana e do consumo consciente, de modo a reduzir as emissões ao longo das cadeias de suprimentos;

Em 2025, o tema do Evento do Dia do Nutricionista promovido pelo CRN-8 foi sobre essa temática. Assista ao evento em nosso canal do YouTube.

Leia a Lei do Clima na íntegra clicando aqui.

Acesse as Leis Estaduais na Casa Civil do Paraná.

Alimentos orgânicos são alternativas para reduzir o consumo excessivo de agrotóxicos

Alimentos orgânicos são alternativas para reduzir o consumo excessivo de agrotóxicos

No Dia Nacional de Combate à Poluição por Agrotóxicos, o CRN-8 reforça os riscos que essas substâncias podem causar à saúde a médio e longo prazo


Em 2025, o Brasil registrou o maior número de casos de contaminação por agrotóxicos da última década, com 276 ocorrências notificadas. Além disso, dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que, apenas em 2021, mais de 130 mil toneladas de ingredientes ativos foram consumidas em produtos comerciais no país. Diante do aumento no uso dessas substâncias, iniciativas de conscientização da população têm se intensificado.

No dia 11 de janeiro, celebra-se o Dia Nacional de Combate à Poluição por Agrotóxicos, data instituída em referência ao Decreto nº 98.816, de 1990, que estabeleceu critérios mais rigorosos para o registro, controle, inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e produtos afins. O objetivo é alertar para os impactos dessas substâncias quando utilizadas de forma indiscriminada e sem fiscalização efetiva, tanto no meio ambiente quanto na saúde humana.

Foto: Freepik

Afinal, o que são agrotóxicos?

O CRN-8 entrevistou Alisson David Silva, vice-presidente do Conselho e engenheiro agrônomo, que explica que os agrotóxicos também são conhecidos como defensivos agrícolas. Segundo ele, trata-se de produtos químicos desenvolvidos para o controle de pragas (de origem vegetal ou animal) e de doenças que acometem as plantas.

“Esses produtos são utilizados, em geral, porque nas lavouras ocorre o cultivo de uma única espécie vegetal, como em uma plantação de alface, por exemplo, o que facilita a atração de pragas e doenças específicas daquela cultura”, explica.

Diante desse cenário, o agricultor recorre ao uso de agrotóxicos, que podem ser aplicados de forma preventiva ou curativa. “A prática busca proteger a lavoura e permitir que a produção atinja seu potencial produtivo”, afirma Alisson.

Como consequência, os alimentos produzidos com o uso de agrotóxicos tendem a apresentar melhor aspecto visual e, por serem cultivados em larga escala, geralmente possuem menor custo para o consumidor. No entanto, há desvantagens importantes: o consumo excessivo dessas substâncias está diretamente associado ao desenvolvimento de doenças em seres humanos e à contaminação dos alimentos.

Por isso, é fundamental reforçar que a boa produtividade agrícola não depende exclusivamente do uso de agrotóxicos, podendo ser alcançada por meio de um conjunto de fatores, como qualidade do solo, condições climáticas adequadas, sementes selecionadas e o uso de tecnologias para monitoramento de pragas.

Danos associados ao consumo de agrotóxicos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso exagerado e indiscriminado de agrotóxicos pode estar associado ao desenvolvimento de doenças como câncer, problemas respiratórios, distúrbios neurológicos e algumas más-formações congênitas. Além dos impactos à saúde humana, Alisson destaca os riscos ambientais decorrentes do uso inadequado desses produtos.

Esses danos ocorrem, principalmente, quando não é possível garantir que os resíduos químicos não cheguem ao consumidor. “Quando aplicados em doses incorretas ou sem o respeito ao período de carência, os resíduos podem permanecer nos alimentos e chegar às prateleiras. Assim, não há garantia de que todos os alimentos convencionais estejam isentos de resíduos acima dos limites permitidos”, alerta.

Outro exemplo citado é a lixiviação para corpos hídricos, quando a aplicação inadequada faz com que o excesso do produto alcance rios e lençóis freáticos. Além de afetar diretamente a saúde humana, esse processo compromete ecossistemas aquáticos e toda a cadeia alimentar, já que peixes intoxicados podem transmitir essas substâncias aos seus predadores.

Alternativas ao uso de agrotóxicos e fiscalização

Sempre que possível, recomenda-se o consumo de alimentos orgânicos, que são produzidos sem o uso de agrotóxicos sintéticos, contribuindo para a redução da ingestão desses compostos pela população. Os alimentos orgânicos utilizam, em todas as etapas de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e priorizam a qualidade nutricional, sem o emprego de substâncias que possam causar danos à saúde.

Nesse contexto, valorizar feiras locais e conhecer os agricultores permite ao consumidor compreender melhor as práticas de manejo adotadas, além de incentivar sistemas de produção mais seguros e sustentáveis. Para que um alimento seja considerado orgânico, todo o processo produtivo deve contemplar o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando também as relações sociais e culturais envolvidas.

Conforme destaca Alisson, o principal fator relacionado à poluição por agrotóxicos é o uso indiscriminado, o que reforça a importância da fiscalização. “Essa ainda é uma das maiores dificuldades enfrentadas no país. Existem casos de agricultores que utilizam produtos contrabandeados, sem qualquer tipo de controle ou orientação técnica”, pontua.

Também são frequentes situações de uso incorreto, como o desrespeito ao período de carência, a aplicação em culturas não recomendadas e a ausência de receituário agronômico, especialmente na chamada mistura de tanque, combinação de dois ou mais produtos com o objetivo de otimizar a aplicação. Quando realizada sem conhecimento técnico, essa prática pode aumentar os riscos à saúde e ao meio ambiente.

Outro ponto relevante é a dificuldade de acesso à assistência técnica, principalmente entre pequenos agricultores. “Muitas vezes, eles não contam com a orientação de engenheiros agrônomos para realizar aplicações adequadas. Por isso, é fundamental incentivar práticas mais sustentáveis, como o manejo integrado de pragas e o uso de bioinsumos”, finaliza.

Nas atividades relacionadas à produção de alimentos e ao meio ambiente como produção de sementes, melhoramento de plantas cultivadas e controle do uso de agrotóxicos, o acompanhamento de um engenheiro agrônomo regularmente registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) é essencial para garantir segurança, legalidade e sustentabilidade nos processos produtivos.

Pedro Henrique Oliveira Macedo
Assessor de Imprensa