Palestra CRN-8/SEBRAE-SP – empreendedorismo em nutrição

O CRN-8, em parceria com o SEBRAE-SP, oferece três palestras para os empreendedores no segmento de nutrição e alimentação, no mês de junho, tanto para nutricionistas quanto para técnicos em nutrição e dietética.
Acesse os links abaixo e inscreva-se. Não há limites de inscrições, pode se inscrever em uma, duas ou até nas três opções de palestras.

Importante: É necessário fazer uma inscrição por palestra, separadamente. O certificado só será enviado aos nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética que estiverem devidamente inscritos na palestra.

07/06: Inteligência emocional
08/06: Comece Certo nas Redes Sociais
09/06: Transforme Seguidores em Compradores

Contratação de Nutricionista gera mais benefícios que custos

Contratação de Nutricionista gera mais benefícios que custos

A contratação de nutricionistas gera benefícios ou custos? Para esclarecer esse tema, o Conselho Regional de Nutricionistas da 8a Região (CRN-8) conversou com a nutricionista e conselheira Pietra Oselame da Silva Dohms (CRN-8 5204), também formada em Administração e Mestre em Alimentação e Nutrição na linha de pesquisa “Qualidade de Alimentos”. Com ampla experiência, atuou como assistente de gastronomia em hotéis e em navios de cruzeiro, gerente de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) institucional e em restaurantes comerciais.

A gestão da qualidade e segurança alimentar, além da participação na gestão de custos de produção, é função primordial no dia a dia do nutricionista. Pietra afirma que contar com esse profissional é um diferencial para a empresa ou instituição e traz diversos benefícios. “Reduzimos custos e desperdícios ao planejar um cardápio adequado nutricionalmente, implantando e otimizando processos na produção e treinando e capacitando equipes em técnicas de preparo. Ao adquirir a matéria-prima, o nutricionista busca a melhor cotação com os fornecedores e garante segurança e qualidade no recebimento e armazenamento”.

Os benefícios não são somente econômicos, vão muito além. Incluem a melhoria da qualidade do serviço e do produto. Pietra acredita que o principal é garantir a qualidade e segurança alimentar. “Os estabelecimentos que têm nutricionistas em seu quadro de colaboradores transmitem maior confiança, trabalhando com base na legislação vigente, minimizando riscos e garantindo soluções de qualidade”.

Como contratar um nutricionista?

Há formas de viabilizar e facilitar essa contratação. O proprietário do estabelecimento pode fazer isso por meio de empresas da área de Recursos Humanos. “Essa forma agiliza bastante o processo. Outra opção é utilizar redes sociais para divulgar existência da vaga ou vagas, definindo pré-requisitos, ou mesmo por indicação de amigos, colegas ou grupos de aplicativos”.

Quais os conhecimentos necessários para trabalhar em UAN?

Um grande desafio é integrar e organizar a equipe, principalmente devido à alta rotatividade, por isso é importante que o nutricionista se capacite para isso. Pietra sugere procurar inicialmente um curso de elaboração de Boas Práticas de Manipulação. “Todo nutricionista que atua em UAN precisa ter esse conhecimento. Na sequência, sugiro fazer cursos de gestão de UAN, elaboração de cardápios e fichas técnicas, além de algo voltado para Recursos Humanos”. 

Boa gestão reduz rotatividade na equipe

Em sua experiência profissional ela trabalhou 7 anos em um restaurante comercial e conta que a contratação de pessoal para formar a equipe é uma tarefa que apresenta dificuldades. “Encontrar pessoas capacitadas e comprometidas para trabalhar em finais de semana e feriados não é nada fácil. De certa forma, o turnover é comum em UAN. Acredito que existem algumas estratégias para reduzir a rotatividade, como focar no bem-estar dos funcionários, melhorar os benefícios, desenvolver um plano de carreira e implantar um PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados)”. 

O nutricionista é capaz de planejar ações para a redução de custos e melhoria de todo o processo, desde a aquisição até o produto final. Garantindo assim a segurança alimentar nutricional para a população e também a sustentabilidade da própria empresa. 

Com nutricionista eu confio!

5 de Maio – Dia Mundial da Higienização das Mãos

5 de Maio – Dia Mundial da Higienização das Mãos

Nutricionista é o profissional habilitado para instaurar, implementar e implantar o controle de qualidade na higienização dos responsáveis na manipulação de alimentos

Presidente do CRN-8, Cilene da Silva Gomes Ribeiro

Você sabe porque deve lavar as mãos?

A higienização das mãos é reconhecida mundialmente como o jeito mais simples de prevenir algumas doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), lavar as mãos diminui em 40% o risco de contrair enfermidades como gripe, diarreia, infecção no estômago, conjuntivite e dor de garganta. Tornar isso um hábito é tão importante que a OMS estabeleceu o dia 05 de maio como data para conscientização da prática em todo o mundo. Cuidar da higienização das mãos no momento da alimentação é imprescindível. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no Brasil, anualmente, é registrada uma média de 13 mil doentes por doenças transmitidas por contaminação via alimentos.

Doenças que podem ser causadas pela má higienização

De acordo com a presidente do Conselho Regional de Nutricionista da 8ª Região, Cilene da Silva Gomes Ribeiro (CRN-8 418), muitas pessoas banalizam a importância da higienização correta das mãos, mas trata-se de um procedimento fundamental para que microrganismos sejam eliminados ou reduzidos em níveis seguros. Segundo ela, as mãos devem ser higienizadas diversas vezes durante o preparo e distribuição de alimentos, seja pelo manipulador de alimentos, seja pelo consumidor. “Antes de iniciar o trabalho de manipular o alimento, ao trocar de atividade e quando estiver manipulando produtos diferentes ou em preparos diferentes, como um alimento cru e outro cozido. É importante, também, antes de colocar e após retirar luvas descartáveis, após manusear dinheiro, imediatamente depois de usar o sanitário, tossir, espirrar, coçar ou assoar o nariz, comer ou fumar. Esses cuidados são necessários porque os microrganismos podem sobreviver em objetos como corrimões, barras de apoio dos ônibus e outras superfícies”.

Presença do nutricionista nos ambientes de manipulação de alimentos

A presidente ressalta a importância da presença de um nutricionista nos estabelecimentos que produzem e distribuem alimentos, pois isso garante a qualidade dos alimentos ofertados, bem como diminui a chance de ocorrer a oferta de comida contaminada aos clientes. “O manipulador, se não for corretamente treinado, pode transmitir inúmeros microrganismos, entre bactérias e vírus, que podem causar diversas patologias, como as citadas pela OMS. O nutricionista é o profissional habilitado para instaurar, implementar e implantar o controle de qualidade na higienização dos responsáveis na manipulação de alimentos”.

Para higienizar corretamente as mãos, siga os seguintes passos:

•             Umedeça mãos e antebraços

•             Use sabonete líquido bactericida

•             lave: 

–        as palmas;

–        os dorsos e antebraços;

–        os espaços entre os dedos;

–        os polegares, unhas e pontas dos dedos;

–        as articulações e punhos.

•             Enxágue as mãos e antebraços.

•             Seque com papel toalha não reciclado.

•             Aplique álcool gel desinfetante nas mãos.

•             Deixe o álcool secar naturalmente.

A importância da Nutrição para o Trabalhador

A importância da nutrição para o Trabalhador

Dia 1º de Maio é o Dia do Trabalhador, uma data para celebrar e reforçar a importância dos direitos conquistados pelos trabalhadores no Brasil. Entre estes direitos está o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pela Lei nº 6.321/1976, que integra o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PRONAN), com o objetivo de facilitar a alimentação dos trabalhadores e melhorar aporte energético e proteico de suas dietas, permitindo qualidade de vida e saúde a esta população.

A presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região (CRN-8), Cilene da Silva Gomes Ribeiro (CRN-8 418), explica que o PAT incentiva as empresas para que forneçam alimentação aos seus trabalhadores, gerando saúde aos mesmos e, ainda, obtendo vantagem com dedução de valores percentuais do imposto de renda. “O seu principal objetivo é melhorar efetivamente as condições nutricionais do empregado e a sua capacidade física, motivando-o, conferindo maior resistência à fadiga e às doenças e diminuindo os acidentes de trabalho, além de reverberar benefícios à saúde pública e fortalecer o desenvolvimento do país como um todo.”

O PAT é uma das mais antigas e importantes políticas de alimentação e nutrição do Brasil. Para Cilene a principal meta é a criação de boas condições para que o funcionário desempenhe as suas tarefas e o nutricionista é o profissional habilitado para garantir o equilíbrio na oferta de alimentos, assim como a educação alimentar e nutricional e a gestão dos recursos para a compra, elaboração e distribuição dos alimentos. “A presença do nutricionista amplia o olhar sobre a alimentação, a nutrição e a saúde, permitindo acesso à alimentação de qualidade, no aspecto sensorial, nutricional e microbiológico. A obrigatoriedade de contar com um nutricionista como responsável técnico se dá pela amplitude de conhecimentos necessários para a realização de um adequado programa que garanta o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequada e Saudável (DHANA)”.

A pandemia e o DHANA

Durante a pandemia, muitas empresas precisaram demitir seus funcionários, o que fez com que estes se distanciassem da alimentação antes recebida por meio do PAT, com prejuízos nas suas condições de nutrição e saúde. Outras, optaram pelo trabalho em home office, permitindo o benefício do PAT em diversas modalidades. A presidente do CRN-8 constata que aqueles que antes se alimentavam nos ambientes de trabalho, passaram a receber vouchers (tíquetes ou vales) com valores financeiros, de modo a que pudessem adquirir alimentos para o consumo em casa, o que projetou novos modelos de serviços de alimentação. “Para estes trabalhadores, em trabalho nos seus ambientes domésticos, ter a garantia do PAT fez toda a diferença, pois assegurou o acesso a alimentos. A única preocupação é que, sem a atuação direta de nutricionistas, não se pode garantir o consumo de alimentos de forma adequada, o que faz com que a educação alimentar e nutricional seja ainda mais necessária para toda esta população”.

A alimentação fora do lar, disponibilizada pelas empresas em suas próprias áreas de trabalho ou fora delas, como em restaurantes comerciais, possibilitou ao trabalhador o acesso à alimentação e à diversidade alimentar. “Ampliou o consumo dos alimentos, permitindo suas escolhas, sem distinguir sua faixa etária, salarial ou escolar. Para muitos trabalhadores, a alimentação ofertada pelas empresas representa a única fonte de nutrientes no dia. A carência alimentar, pelo baixo acesso a alimentos, faz com que o PAT seja um aporte de alimentos às famílias. Mesmo após 40 anos da implantação do programa, os problemas nutricionais entre os trabalhadores ainda persistem, o que reforça a importância de que mais nutricionistas atuem nessa esfera e que cada vez mais a educação alimentar e nutricional seja aplicada”.

História do PAT – mudança do perfil alimentar do brasileiro

A elaboração do PAT se fundamentou em dados que apontavam deficiência calórica em boa parte da população, com o objetivo de melhorar o estado nutricional do trabalhador, aumentar sua produtividade e reduzir os acidentes de trabalho e o absenteísmo. “As políticas se materializaram na década de 1940, com a criação do Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS). Mas, foi no início da década de 1970, diante do agravamento dos problemas sociais, que o governo redefiniu sua estratégia de enfrentamento da crise social e sanitária. Programas compensatórios das desigualdades, voltados para as necessidades básicas dos indivíduos, foram criados”, explica a presidente.

O perfil alimentar do brasileiro mudou e, durante 20 anos, o programa preconizou a oferta de grandes refeições, com 1400 kcal, e de pequenas, com 300 kcal. Mas, em 2006, em virtude da transição nutricional ocorrida na população ao longo das décadas e com o aumento do sobrepeso e obesidade no país, o PAT foi reestruturado, modificando as recomendações nutricionais. Atualmente, preconiza a oferta de 600 a 800 kcal em refeições grandes e de 300 a 400 kcal para as pequenas, sendo admitido um acréscimo de 20% sobre o valor energético total, conforme a necessidade do público alvo.

Nutricionistas são homenageados na ALEP

Nutricionistas são homenageados na ALEP

A Assembleia Legislativa do Paraná realizou, na noite desta segunda-feira (25), sessão solene em alusão ao Dia Estadual de Valorização dos Profissionais de Saúde, homenageando profissionais de saúde com diplomas de menção honrosa. A presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região, a nutricionista Cilene da Silva Gomes Ribeiro CRN-8 418, recebeu a homenagem, proposta pelo deputado Michele Caputo (PSDB), em nome dos profissionais da nutrição.

A presidente destacou a importância dos nutricionistas e dos técnicos em nutrição e dietética, tanto dos que estiveram na linha de frente no combate à Covid-19, como os que atuaram em outras áreas, citando ainda os outros profissionais da saúde e os funcionários do CRN-8. “Agradecemos imensamente à ALEP por reconhecer e homenagear o trabalho realizado por todos os nutricionistas e TND, independente da área de atuação. E eu, como presidente do Conselho, também agradeço aos nutricionistas e TND por todo o esmero e dedicação que a classe empenhou durante esta batalha que tem sido a pandemia”.

A funcionária do CRN-8 Hérica Rebello acompanhou a presidente durante a cerimônia, representando os funcionários do Conselho. “Agradeço por poder representar os funcionários do CRN, foi um momento de adaptação, principalmente tecnológica, para atender aos nutricionistas e tnds que estavam trabalhando em prol da saúde da população”.

O evento teve como base a Lei 20.429/2020, do mesmo deputado, que instituiu o Dia Estadual de Valorização dos Profissionais da Saúde, a ser realizado anualmente em 26 de abril. A data, que passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná, foi escolhida para marcar a perda da técnica em enfermagem Valdirene Aparecida Ferreira dos Santos, de Curitiba, primeira profissional de saúde do Paraná morta em decorrência da Covid-19. O óbito ocorreu nesta data, em 2020.

Durante a solenidade na Assembleia, também foram homenageados profissionais do Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN), do SAMU, do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, dos Conselhos Regionais de Biologia, Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná, da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço de Saúde no Estado do Paraná, do Conselho Estadual da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, entre outros.

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COMER CHOCOLATE É MUITO GOSTOSO E TAMBÉM PODE SER MUITO SAUDÁVEL

COMER CHOCOLATE É MUITO GOSTOSO E TAMBÉM PODE SER MUITO SAUDÁVEL

O chocolate traz alegria, energia e muitos benefícios para a saúde, mas é preciso atenção para a quantidade consumida e o tipo de chocolate escolhido. Nem todos são recomendáveis.

Na próxima semana comemoramos a Páscoa e a vontade de comer chocolate costuma ter um sensível incremento. São muitas as ofertas, com variedade estonteante. Em grande parte, a propaganda desse produto ressalta o elemento “sabor” como determinante para a escolha, mas há outros fatores que nos seduzem no chocolate, sem que tenhamos consciência. Isso, sem falar dos benefícios que o cacau oferece ao nosso organismo.


Um dos motivos de sentirmos alegria ao consumir chocolate é um de seus compostos, a substância chamada polifenol, mais especificamente da classe flavonoide, que é antioxidante e estimula a produção de serotonina no nosso corpo. “A produção dela no nosso cérebro é o que influencia não apenas a estarmos mais contentes, como também nos ajuda a combater a angústia, o estresse e o mau humor, sendo um bom calmante natural”, explica a Vice-presidente do CRN-8, nutricionista Thatielly S. Garcia (CRN 8 1705).


O chocolate é um alimento altamente estimulante, por isso um dos seus benefícios mais conhecidos é o de trazer energia ao nosso corpo, ajudando a nos manter alertas e concentrados na rotina diária. Porém, há outros bons e saudáveis motivos para comer chocolate, principalmente o amargo, que tem um percentual maior de cacau. “Tem efeitos benéficos sobre o risco de doenças cardiovasculares, em função da redução da pressão arterial, e também contém antioxidantes que protegem o coração, previnem a formação de radicais livres e o envelhecimento prematuro das células”.


Cuidado com os excessos
É preciso cuidado com a ingestão excessiva de chocolate e outros alimentos gordurosos e açucarados. Thatielly explica que o excesso de chocolate pode levar a um mal-estar estomacal e alterar a função intestinal, notadamente em crianças, idosos e pessoas que possuem problemas digestivos. E lembra que é preciso cuidar com o tipo de chocolate, pois alguns nem sempre oferecem benefícios. “O ideal é evitar o chocolate com leite, pois, além de conter muita gordura, não tem os mesmos benefícios que o chocolate meio amargo ou amargo, não favorecendo a saúde do mesmo modo”, diz.


Dica para os chocólatras
A recomendação é comer apenas uma porção de chocolate diariamente, em torno de 30 gramas, o que equivale a uma barrinha pequena, isso para aquelas pessoas que têm uma boa saúde, um peso adequado e que praticam exercício físico. As pessoas sedentárias, com obesidade ou doenças, como diabetes, devem tomar cuidado com a ingestão de chocolate. “Para os chocólatras de plantão vai uma dica: o chocolate está cheio de benefícios para a nossa saúde, sempre e quando o consumirmos com prudência e escolhendo as apresentações mais adequadas”.


Você sabe como escolher chocolate?
Os principais pontos que podem ser considerados:

Teor de cacau: quanto maior a quantidade de cacau, melhor! Os potenciais benefícios do consumo moderado de chocolate, como a capacidade antioxidante, cardioprotetora e anti-inflamatória, estão associados aos polifenóis do cacau. Logo, dê preferência aos chocolates que apresentam maior percentual de cacau, como os chocolates intensos, que possuem 70% de cacau ou mais.


Açúcar: evite o açúcar como primeiro ingrediente! Na lista de ingredientes, os componentes estão listados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro está presente em maior quantidade no alimento. Opte por produtos compostos essencialmente por cacau e cuja lista de ingredientes inicie com “cacau”, “massa de cacau”, “pasta de cacau” ou “cacau em pó”.


Gordura: prefira aqueles que utilizam apenas “manteiga de cacau” como fonte de gordura a aqueles com gorduras advindas de outras fontes como “gordura vegetal”, “gordura láctea” ou “gordura hidrogenada”.


Clean Label: procure por opções Clean Label (rótulo limpo), compostas apenas por ingredientes que reconhecemos e que podemos encontrar em nossas cozinhas.


Tipos de chocolate:
Extra Amargo: contém algo entre 76% e 90% de cacau, além de manteiga de cacau. Há opções sem ou com pouquíssimo açúcar. O cacau possui propriedades que beneficiam as funções cardíacas, equilibram o colesterol bom e ruim e aliviam o estresse. Contém teobromina, que melhora o humor e funciona de forma semelhante à cafeína (é devido a esta substância que o chocolate é tão viciante!) e também apresenta antioxidantes, que previnem doenças e o envelhecimento precoce, além de fibras.

Atenção! Quanto mais cacau contiver, maiores serão os benefícios do chocolate. Já as opções com percentual menor de cacau, em geral, contêm grandes quantidades de açúcar e gordura, o que diminui sua qualidade e traz inclusive efeitos contrários aos do cacau. Portanto, consuma essas modalidades com moderação.


Amargo: com o percentual de 51% a 75% de cacau (sólidos de cacau e manteiga de cacau), essa opção normalmente vem com mais açúcar do que o Extra Amargo, mas possui ótimas quantidades de cacau e todas as suas qualidades e benefícios.


Meio Amargo: tem em torno de 35% a 50% de cacau. Sua composição é bem diversificada, conforme a marca do chocolate, mas é comum que contenha bastante açúcar, a exemplo do chocolate ao leite, e gordura. No entanto, é uma opção muito boa para aqueles que não apreciam o sabor forte do Extra Amargo e do Amargo.


Ao Leite: contém aproximadamente de 10% a 25% de cacau, que inclui cacau sólido, manteiga de cacau e mais de 12% de leite e açúcar. Um dos mais doces que existem, portanto representa um incremento bem grande de calorias na dieta, provenientes principalmente do açúcar, mas também da gordura do leite, da manteiga de cacau e de outras gorduras adicionadas. Aumenta as chances de engordar, se consumido em grande quantidade, ainda mais se sua dieta já for rica em outros carboidratos.


Branco: seus componentes principais são: leite, manteiga de cacau e açúcar. E, muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada (a de pior qualidade biológica). Sendo assim, não traz benefícios relevantes para a saúde e deve ser consumido com bastante moderação.


Diet: é aquele que não contém algum nutriente. Usualmente, os chocolates diet são assim chamados por não possuírem o açúcar.


Atenção! Muitas vezes, o Chocolate Diet tem uma quantidade elevada de gordura. Outro fator a ser considerado, se você não é diabético, é que cada vez que sua boca sente o sabor doce, o corpo inteiro se prepara para receber o açúcar, só que neste caso o açúcar não chegará. Assim, a vontade de comer o chocolate pode só aumentar. É isto o que acontece com os chocolates que contêm adoçantes. Porém, se ele não tiver adoçante e nem mesmo açúcar, e ainda for amargo, pode ser considerado. Fique atento aos importados, pois a legislação para esse tipo de alimento pode variar de país para país.


Light: Contém algum nutriente em menor quantidade. Sua composição pode variar muito. Por isso, fique atento ao rótulo e veja qual nutriente ele tem a menos e se possui algum em altas quantidades, em comparação a um chocolate normal.


Abaixo, segue tabela de composição nutricional comparativa aos tipos de chocolate

Fonte: 1 – Philippi, 2002 – 2 – Unicamp, 3 – 2011 – Rótulo do alimento

Outra dica: consumir o chocolate com adição de oleaginosas, como amêndoas, nozes, avelã e amendoim. Apesar de adicionar um pouco mais de calorias, as mesmas ajudam a manter a saúde do coração em dia, pois favorecem o sistema cardiovascular e melhoram a qualidade da circulação.

POSICIONAMENTO DO CFN SOBRE A INSTRUÇÃO NORMATIVA DA ANVISA Nº 102/2021.

POSICIONAMENTO DO CFN SOBRE A INSTRUÇÃO NORMATIVA DA ANVISA Nº 102/2021.

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) manifesta-se sobre as implicações da Instrução Normativa (IN) nº 102, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 15 de outubro de 2021, que estabelece as listas de constituintes, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares. A publicação é resultado da Consulta Pública (CP), que destacou o Relatório de Mapeamento de Impactos e o Relatório de Análise da Segurança e Eficácia da Melatonina.

O CFN reforça que o nutricionista deve ter pleno domínio técnico científico sobre o tema para, se for necessário, realizar uma prescrição eficaz, segura, pertinente e ancorada na ciência. E é seu dever manter-se atualizado quanto aos conhecimentos e às práticas necessários ao bom andamento do processo de trabalho (art. 18 da Resolução CFN nº 599, de 2018), além de monitorar o efeito da terapêutica estabelecida, incluindo a suplementação.


Caso identifique que as atividades demandadas se desviam de suas competências, deve encaminhar o cliente aos profissionais habilitados, conforme dispõe o art. 41 da mesma resolução.

Em síntese, as alterações promovidas pela IN nº 102, de 2021, ampliam o rol de suplementos alimentares para prescrição nutricional e, para isso, é importante que o nutricionista tenha clareza e estabeleça o contexto do diagnóstico do estado nutricional, das condições clínicas e alimentares do cliente, da identificação de outros agravos ou condições do paciente ou da sintomatologia para a qual o nutricionista está prescrevendo a substância.

Acesse a Nota Técnica aqui

CRN-8 apresenta o Relatório de Gestão 2021

Relatório de Gestão 2021

CRN-8 apresenta o Relatório de Gestão 2021

O Relatório de Gestão 2021 tem o objetivo de apresentar aos profissionais e à sociedade, de forma objetiva e integrada, a Missão Institucional do CRN-8.

Relatório de Gestão 2021
Acesse o Relatório de Gestão do CRN-8 de 2021 e confira!

O Relatório de Gestão 2021 também apresenta aos órgãos de controle interno e externo a prestação de contas anual a que esta autarquia está obrigada nos termos do art. 70 da Constituição Federal, elaborado de acordo com as disposições da DN TCU 84/2020 e das orientações do órgão de controle interno.

Estrutura do Relatório

O Relatório de Gestão 2021 foi estruturado para facilitar a compreensão sobre a utilização dos recursos financeiros na fiscalização, normatização e orientação do exercício profissional do Nutricionista e do Técnico em Nutrição e Dietética (TND), bem como na defesa do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas (DHANA) com vistas à promoção e à proteção da saúde da sociedade. E está dividido em:

Mensagem do Presidente: apresentação do resumo dos principais resultados alcançados frente aos objetivos estratégicos e às prioridades da gestão.
Capítulo 1 – Visão geral organizacional e ambiente externo: apresentação da identificação, missão, visão, valores, estrutura organizacional, ambiente externo, principais dirigentes, principais canais de comunicação com a sociedade e modelo de negócios.
Capítulo 2 – Riscos, oportunidades e perspectivas: avaliação dos principais riscos identificados pela entidade, visão geral do modelo de gestão de riscos e controles e as principais oportunidades identificadas.
Capítulo 3 – Governança, estratégia e desempenho: demonstração da estrutura de governança, processo de planejamento estratégico, programas e projetos, gastos com a fiscalização do exercício profissional e com as demais atividades finalísticas e indenizações a conselheiros.
Capítulo 4 – Informações orçamentárias, financeiras e contábeis: apresentação do desempenho financeiro, orçamentário e patrimonial da gestão no exercício, balanços, demonstrações, notas explicativas e declaração do contador

Expediente

Cilene da Silva Gomes Ribeiro CRN-8 418
PRESIDENTE

Thatielly Schwarzbach de Souza Garcia CRN-8 1705
VICE-PRESIDENTE

Leticia Mazepa CRN-8 2911
SECRETÁRIA

Pietra Oselame da Silva Dohms CRN-8 5204
TESOUREIRA

Funcionários responsáveis pela elaboração do Relatório de Gestão – 2021

Andréa Bonilha Bordin CRN-8 926
Gerente

Carolina Dratch Bulgacov CRN-8 2038
Coordenadora Técnica

Julisse Klemtz Wagner CRN-8 6225
Coordenadora do Setor de Fiscalização

Karina Pierin Ersern Alves DRT/PR 5141
Assessora de Imprensa

Claudecir José Munhoz CRC/PR 036776/O-0
Assessor Contábil

Amanda Ferreira Silveira Palma OAB/PR 49194
Assessora Jurídica

Juliander Roberto Dziura Veloso
Assessor de Tecnologia da Informação

Thálita Pereira da Cunha
Assessora Financeira

Valdilene de Fátima Lopes da Silva
Assessora Administrativa

Sheila Susy Silveira
Assistente Administrativa

Karina Pierin Ersern Alves DRT/PR 5141
Projeto Gráfico e Diagramação

Dia Mundial da Água

A contaminação da água por agrotóxicos

Dia 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1993, com o objetivo de fazer um alerta à população sobre a necessidade da preservação desse recurso tão importante. Além de ser essencial para a manutenção da vida no planeta, é indiscutível sua importância para os seres humanos. A ingestão de uma água potável limpa traz inúmeros benefícios a espécie, como por exemplo: a prevenção de doenças, regulação da temperatura corporal, absorção de nutrientes dos alimentos e na eliminação de substâncias tóxicas do corpo.

Em 2010, a ONU reconheceu o direito à água limpa e segura como um direito essencial para se viver e poder exercer os demais direitos. Na prática, porém, isso não acontece. Segundo um estudo realizado em 2015 pela Unicef, junto a World Health Organization (WHO), uma em cada três pessoas no mundo ainda não tem acesso a serviços de saneamento básico. E, aqueles que possuem esse serviço já estão consumindo água contaminada por agrotóxicos e/ou metais pesados, é o que aponta os dados de 2019 do Ministério da Saúde, junto a Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye.

Para conversar sobre esse assunto, o CRN-8 entrou em contato com o engenheiro agrônomo, Tiago Hachmann, que afirma “Esse é um dos principais problemas a serem trabalhados pelos gestores públicos na atualidade. O desenvolvimento de uma agricultura mais intensiva levou à maior aplicação de agrotóxicos para garantir a adequada produção de alimentos. O principal entrave está em realizar ações técnico-agronômicas simples, mas que garantem que não ocorra a contaminação dos corpos hídricos por agrotóxicos.”

A influência na saúde da população 

Por ser fundamental para a vida no planeta Terra e para os seres humanos, como já mencionado anteriormente, é importante que as pessoas tenham acesso a água de qualidade para seu consumo, seja ele direto ou indireto. Quando contaminada, ela acaba por ser um veículo de transmissão de doenças, causando sérios danos à saúde humana. Segundo o engenheiro agrônomo, “a água de qualidade, livre de agrotóxicos, é a base para a obtenção de uma alimentação saudável. A presença de agrotóxicos nos alimentos gera uma série de problemas para a saúde do consumidor, mas também dos agricultores.” E quando se trata dos impactos à saúde ele ressalta que, além das doenças, há também um impacto indireto da preocupação e insegurança em consumir a água, o que pode desencadear outros problemas.

Acesso a água sem agentes poluidores

A dúvida que fica é: O que está faltando para que a população tenha acesso a uma água sem esses agentes contaminadores? Para Tiago, os principais responsáveis por manipular os agrotóxicos são os agricultores, o que falta são “políticas públicas e ações de orientação que garantam que o agricultor faça o adequado uso dos agrotóxicos. Esse adequado uso envolve regulagem dos equipamentos, aplicação na ausência de ventos, observação da previsão climatológica para realizar a aplicação, utilização da dose recomendada, respeitar a carência recomendada, dentre outros.”.

Contudo, ele reforça que, atualmente, existem sistemas agrícolas que garantem a “não-contaminação” do ambiente por agrotóxicos, o que, por consequência, reflete também nos corpos hídricos. “Esses sistemas foram desenvolvidos com o objetivo de garantir a ausência de agrotóxicos, tanto no alimento consumido quanto na água.” Porém, um dos problemas apontados é que “os consumidores ainda tem uma visão voltada ao preço do alimento, e não à qualidade, deixando de valorizar sistemas agrícolas mais seguros e sustentáveis.”.

Dia Mundial da Obesidade – Todos Precisam Agir

Dia Mundial da Obesidade – Todos Precisam Agir

A proposta do CRN-8 para o dia 04 de março, Dia Mundial da Obesidade, é integrar-se com as várias instituições e organizações que trabalham em prol da Segurança Alimentar Nutricional e da Alimentação Adequada e Saudável. Além da participação ativa na campanha do Dia Mundial da Obesidade, desenvolvida pela Federação Mundial da Obesidade e parceiros. Em 2022 a temática proposta é: “Todo Mundo Precisa Agir”.

O objetivo é alinhar as atividades que inspirem avanços na formulação de políticas, atitudes e ações para o controle e combate a obesidade, um grave problema de saúde pública. Para tanto convidou os Conselhos Estaduais e Regionais de Segurança Alimentar, Alimentação Escolar e de Saúde para que compartilhem de suas informações acerca das ações que estão sendo realizadas no âmbito da abrangência de seu Conselho.

Dados alarmantes

A obesidade é reconhecida internacionalmente como uma doença crônica não transmissível, fator de risco para um conjunto de outras, que acomete uma grande parcela da população mundial e do Brasil e, consequentemente, apresenta elevado impacto na saúde pública e na economia.

Em 2019, foi publicado um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que alertou para o crescimento progressivo da prevalência de sobrepeso e obesidade em todas as regiões do mundo, especialmente nas populações em idade escolar. Segundo os dados do relatório, em 2016 havia 131 milhões e crianças de 5 a 9 anos, 207 milhões de adolescentes e 2 bilhões de adultos com excesso de peso. Em 2018, uma estimativa de 40 milhões crianças menores de 5 anos foram afetadas pelo excesso de peso.

No Brasil, dados alarmantes divulgados pelo Ministério da Saúde dão conta de que aproximadamente 6,4 milhões de crianças com menos de 10 anos apresentam excesso de peso e em torno de 3 milhões podem ser caracterizadas como obesas. Já entre os adolescentes os números indicam 11 milhões com excesso de peso e 4,1 milhões com obesidade.

A situação se torna mais preocupante neste momento, pois estudos apontam que a conjuntura fomentada pela pandemia de Covid-19 pode ter alavancado a obesidade infantil no país. Destacam-se como causas o crescimento acelerado da Insegurança Alimentar e Nutricional da população e agravos decorrentes da má alimentação e da inatividade física.

Nessa realidade, torna-se cada vez mais necessário o compartilhamento e divulgação de dados estatísticos e de ações voltadas ao enfrentamento desse inquietante problema de saúde pública, bem como, a partir dessas informações, a elaboração de políticas de saúde eficazes e efetivas para o combate à obesidade.

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