Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil – 03 de junho

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil – 03 de junho

03 de junho é o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil. O Conselho de Nutricionistas da 8ª Região reforça a importância da alimentação adequada e saudável, além de incluir atividades físicas no dia a dia.

A nutricionista Clarissa G. N. Aliski – CRN-8 3004 escreveu sobre a importância da nutrição infantil. Confira!

Sabemos que a obesidade é uma doença multifatorial, extremamente complexa, que acomete um número significativo de crianças e adolescentes. Como consequência pode provocar complicações a curto e a longo prazo, tais como doenças cardiovasculares, impacto negativo na resposta imunológica, diabetes, hipertensão arterial, alteração no perfil lipídico e consequências psicossociais negativas.

A obesidade é uma condição de saúde associada a diversas causas, estando entre elas o aumento do consumo de alimentos ultra processados, o sedentarismo, falta de uma rotina familiar e condições emocionais como a ansiedade. Todos estes fatores contribuem diretamente para as mudanças nos padrões do comportamento alimentar das crianças.

Durante a pandemia que estamos vivendo, aumentaram o número de relatos de Pais dizendo que seus filhos estão comendo mais do que o “normal”. Com o isolamento social, as crianças ficaram mais dentro de casa, tendo mais acesso à televisão, tablet e eletrônicos em geral. Além disso, muitas apresentaram desequilíbrios emocionais importantes, que contribuíram diretamente para o aumento da ingestão alimentar. São necessários estudos que nos mostrem quais foram e estão sendo o impacto desta pandemia no comportamento alimentar das crianças.

Uma das condutas bem importantes durante essa fase que estamos vivendo é ajudar a criança a nomear seus sentimentos, para mostra-la que existem outras formas de resolvê-los que não seja pela comida. Para que ela não peça alimentos a todo momento, devemos oferecer refeições que incluam todos os grupos alimentares e que aumentarão a saciedade, e incluir lanches saudáveis nos intervalos, que podem ser compostos por carboidratos (pão, panquecas, bolos caseiros), proteínas (leite, iogurte, ovos, queijos) e frutas. Além disso, devemos ensiná-las sobre as diferenças que existem entre fome e vontade de comer.

Outras estratégias que podem ajudar muito nesse processo é que a família tenha uma rotina estabelecida dentro de casa, ofereça alimentos saudáveis, respeite o apetite e nunca force a criança a comer ou experimentar algum alimento, torne o momento da refeição alegre e prazeroso e leve a criança para a cozinha, para que desde pequena ela seja estimulada e crie memórias afetivas com os alimentos.

Nós, Nutricionistas, temos um papel fundamental no tratamento da obesidade, juntamente com uma equipe multiprofissional. Em nossas consultas, podemos fazer uma avaliação minuciosa do comportamento alimentar da criança e de sua família, para juntos buscarmos caminhos e estratégias que sejam aplicáveis dentro de suas rotinas, e que culminem com a mudança de hábitos alimentares e de qualidade de vida.

Precisamos educar para que as crianças criem relações positivas com a comida de verdade, para a construção de hábitos alimentares saudáveis no futuro. Com um acompanhamento adequado e respeitoso, podemos impactar positivamente na redução do número de crianças e adolescentes com obesidade no Brasil.

Clarissa G. N. Aliski – CRN-8 3004

Nutricionista da SMS de Curitiba

Especialização em Nutrição Materno Infantil

Assessora Nutricional

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