Técnico em Nutrição e Dietética em destaque

Técnico em Nutrição e Dietética em destaque

Em comemoração ao Dia do Técnico em Nutrição Dietética (TND), 27 de junho, vamos falar um pouco mais sobre esse profissional. Pois, além de atuar no CRN-8, também está presente no segmento da alimentação humana, em hospitais, clínicas, restaurantes industriais e comerciais, hotéis, cozinhas experimentais, creches, escolas, supermercados, empresas que fornecem cestas básicas e instituições de educação alimentar, entre outros.

São Técnicos em Nutrição e Dietética os egressos dos cursos técnicos que atendam às disposições da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e que estejam adequados aos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico, aprovados pelo Ministério da Educação.

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), a Resolução nº 227/1999, complementada pela Resolução nº 312/2003, o exercício da profissão de TND, profissional da área de saúde, será permitido exclusivamente aos inscritos nos Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRN), cabendo a estes órgãos exercerem a orientação, disciplina e fiscalização do exercício profissional.

Parceria com o nutricionista

Ivelise Marques Leandro atua em um lactário há mais de quatro anos. Tem a função de conferir diariamente as planilhas do setor, coletar análises laboratoriais, realizar a swab e também atua nas funções administrativas, além de estar sempre atenta para que os produtos não permaneçam mais de dois dias no estoque do lactário.

Ela ressalta a importância de atuar junto ao nutricionista.

“A função do técnico é trabalhar em parceria com o nutricionista, porque o técnico vai ajudar a garantir a segurança alimentar e a promoção da saúde para esses pacientes, no caso aqui do hospital. Então é dividida a responsabilidade por meio dessas atividades, que estão relacionadas à alimentação e a nutrição”.

Ivelise conta que decidiu fazer o curso de TND para entender qual a importância do alimento no corpo humano e como ter uma condição de vida melhor por meio dos hábitos alimentares. “A minha expectativa era entender como os alimentos podem influenciar na saúde humana, também os processos higiênicos sanitários dentro dos estabelecimentos, esses processos sanitários”.

A técnica conta que tem muito carinho por seu trabalho. “Gosto de ensinar os novos funcionários, de acompanhar, para que ocorra da maneira mais correta possível, pois não pode haver erros. Estamos responsáveis no lactário com recém-nascidos, pré-termos de muito baixo peso, então é preciso fazer tudo muito certinho”.

A importância do técnico na UAN

Claudia de Oliveira Nascimento também atua na área hospitalar, mas em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN), há aproximadamente oito anos. E isso significa liderar e treinar a equipe, organização de estoque e verificação de validade de produtos e alimentos, pedido e recebimento das mercadorias, recrutar funcionários junto com o supervisor, lançar dietas em planilhas e acompanhar, orientar e supervisionar as atividades relacionadas à alimentação individual e coletiva.

“Sempre me preocupei em ter boa saúde e queria promover isso às pessoas. Tenho a expectativa de desenvolver meu trabalho da melhor maneira possível, e, quem sabe, fazer uma faculdade para me especializar”.

Para Claudia é importante ter uma boa relação com os colegas e com o nutricionista responsável. “Temos uma boa relação, minhas opiniões sempre são ouvidas. E gosto de testar e criar receitas com valores nutricionais que são realmente importantes para promover saúde. É sempre muito bom trocar ideias, aprender métodos e formas diferentes de preparo”.

O CRN-8 parabeniza os técnicos pelo empenho e dedicação nos serviços que prestam à população, especialmente na promoção da alimentação adequada e saudável.

CRN-8 se reúne com entidades para discutir segurança alimentar

CRN-8 se reúne com entidades para discutir segurança alimentar

Matéria escrita por Ana Bruno Follador – assessora de imprensa Conselho Regional de Farmácia

A confiança e a tranquilidade do cliente em consumir uma refeição segura depende dos profissionais responsáveis pelo gerenciamento, controle e produção dos alimentos. As empresas, por sua vez, também sabem da importância de se identificar e controlar os riscos alimentares.

Entre as legislações que protegem a sociedade está o Código de Defesa do Consumidor que estabelece como direitos básicos: a saúde e a segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos considerados perigosos ou nocivos (artigo 6º, inciso I). Mas, para tentar garantir esses direitos e prevenir danos à saúde da população, é necessário orientar e fiscalizar.
Esses foram os pontos discutidos na reunião entre o CRN-8 – Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região (PR) e os Conselhos de Farmácia e Medicina Veterinária do Paraná, ocorrida dia 20 de junho, na sede do CRN-8.
De acordo com a presidente, Dra. Cilene da Silva Gomes Ribeiro, o objetivo do encontro foi propor uma alternativa para garantir mais segurança e qualidade no preparo das refeições pelos restaurantes, evitando, por exemplo, a toxinfecção alimentar. Neste caso, a presença de um responsável técnico (RT) é imprescindível. Este profissional responde pela qualidade, eficiência e segurança dos serviços prestados nestes estabelecimentos; elabora o Manual de Boas Práticas (MBP) e fica responsável por aplicá-las.
A primeira iniciativa do grupo será encaminhar uma proposição de reunião com o Ministério Público, Procon e a Ordem dos Advogados do Brasil – Paraná – OAB-PR para expor a situação e as reivindicações necessárias para garantir à população segurança nos serviços de alimentação.
Participaram da reunião: o gerente geral do CRF-PR, Dr. Edivar Gomes, o presidente do CRMV-PR, Dr. Rodrigo Távora Mira e o gerente jurídico da entidade, Dr. Eric Fiedler Barbosa, além da gerente geral, Dra. Andréa Bonilha Bordin e da vice-presidente do CRN-8, Dra. Thatielly Schwarzbach.

CRN-8 comemora dia do TND com funcionárias ingressas por concurso público

CRN-8 comemora dia do TND com funcionárias ingressas por concurso público

Desde novembro de 2021 o CRN-8 conta com funcionárias que ingressaram na autarquia por meio de concurso público realizado pelo Instituto Quadrix. A vaga de “Assistente Técnico em Nutrição e Dietética Júnior” foi preenchida nos setores de Cadastro, Pessoa Jurídica, Compras e Ética.

No dia 27 de junho, comemora-se o dia do Técnico em Nutrição e Dietética (TND). Este dia foi instituído com a criação do primeiro curso da profissão no Brasil, que ocorreu no ano de 1961. O TND atua sob a supervisão do nutricionista para promover, manter e recuperar a saúde humana, por meio de atividades relacionadas à alimentação e nutrição.

O CRN-8 parabeniza esses profissionais pelo empenho e dedicação nos serviços que prestam à população, por meio da promoção da alimentação adequada e saudável. E, neste ano, vamos comemorar em companhia das TNDs que ingressaram por meio do concurso público realizado pelo Instituto Quadrix. Parabéns!

Acolhida

Carla Maria Becker Roque ingressou no setor de Pessoa Jurídica. Quando abriu o concurso ainda não tinha se formado, mas com muita fé, começou a estudar para que desse tempo de sair o certificado no momento certo. “Eu vi no Curso Técnico em Nutrição e Dietética uma oportunidade de reciclagem profissional em uma área que sempre me interessou muito. Já prestei outros concursos antes que eram de ampla concorrência e fiquei muito feliz quando pude participar de um concurso para minha área específica de formação”.

Para Carla, trabalhar no CRN-8 é contribuir para a ampliação da participação de nutricionistas e TNDs junto às empresas, pois quem mais vai se beneficiar disso serão os consumidores e clientes. “Me senti acolhida pela equipe do CRN-8 e, apesar do pouco tempo de atuação, espero, em breve, estar contribuindo plenamente”.

Adquirir novos conhecimentos

No mesmo setor também ingressou Ana Carolina Mendes Freitas, que já atuou na unidade de Covid do Hospital de Clínicas por um ano. Ana Carolina encontrou no concurso uma possibilidade de trabalho, mas vai além: “Pelo CRN-8 quero adquirir novos conhecimentos e contribuir para melhorar o serviço. Estou gostando e feliz pela oportunidade”.

Crescimento e aprendizado

Thaynná Iasmin Montanha dos Santos Tedesco acredita que seu ingresso no CRN-8 sirva de inspiração para os alunos que estão na área e pretendem atuar como um profissional TND. Ela também já atuou em outros serviços, à exemplo da Maternidade do Bairro Novo, pelo concurso da FEAES (Fundação Estatal de Atenção à Saúde), por quase dois anos. Se candidatou à vaga porque já trabalhava na área, desde que solicitou a Carteira de Identificação Profissional, em 2014. “Eu gosto muito de me desafiar e aprender, e sabia que no CRN-8 aprenderia muitas coisas e me aperfeiçoaria profissionalmente, uma vez que eu também sou formada em Tecnologia em Gestão Pública. Estou muito animada e convicta de que eu estou no caminho certo para o meu crescimento e aprendizado”.

Qualidade e excelência

Ana Maria de Amaral Milek também é uma das recém convocadas, está no setor de cadastro do Conselho. Desde que concluiu o curso, em 2017, é a primeira vez que atua na área, e comemora. “Encontrei no concurso uma grande oportunidade de retorno ao mercado de trabalho, na profissão que escolhi para atuar, TND. Espero poder contribuir ao CRN8, e aos profissionais ligados ao órgão com qualidade e excelência. Sinto-me valorizada e motivada, pela oportunidade de iniciar na profissão através do CRN-8”.

Colaborar com toda a equipe

No setor de compras, assumiu Cleize de Fátima Wapenik, que também atua pela primeira vez na área. Ela viu no concurso a oportunidade de atuar na área que escolheu. “Desejo contribuir com a equipe do CRN-8 e desenvolver as minhas habilidades profissionais. É uma alegria imensa poder fazer parte do conselho e o meu desejo é fazer o meu melhor para colaborar com toda a equipe”.

A primeira a ser chamada foi Daiane Aparecida, no setor de cadastro.

Da esquerda para a direita: Thais, Carla, Thaynna, Ana Marina, Ana Carolina e Daiane

A importância do TND no quadro de funcionários do CRN-8

De acordo com a Gerente do CRN-8, Andréa Bonilha Bordin, as finalidades do CRN-8 é orientar, fiscalizar e normatizar o exercício das profissões de nutricionista e do técnico em nutrição e dietética. “O CRN-8 foi criado em 2006 e desde então houve a pretensão de contratar o técnico em nutrição e dietética para fazer parte do quadro de funcionários do CRN-8. E, felizmente isso se tornou possível, com devido planejamento, no ano de 2022”.

Para Andréa o TND é um profissional com amplas competências na área de alimentação e nutrição e hoje está inserido nos setores administrativos do CRN-8 para melhor atender os inscritos e a sociedade.

Atribuições

As Assistentes Técnico em Nutrição e Dietética Júnior, tem como objetivo desenvolver as seguintes atividades:

  • desempenhar funções de relativa complexidade e responsabilidade para as quais se exigem firmes conhecimentos das rotinas departamentais, dos regulamentos, além de conhecimentos técnicos de sua formação;
  • realizar atendimento pessoal, telefônico e via e-mail do setor;
  • realizar serviços de digitação e controle de documentos;
  • realizar a instrução e análise de processos de pessoas físicas e jurídicas;
  • organizar, classificar, arquivar documentos, elaborar correspondências;
  • auxiliar nos trabalhos de inserção e atualização do sistema de banco de dados;
  • expedir notificações, autos de infração, certidões e outros documentos;
  • elaborar relatórios das atividades e desempenhar outras atividades inerentes ao cargo.

16 de junho – PNAE – Lei nº 11.947 completa 13 anos

16 de junho – PNAE – Lei nº 11.947 completa 13 anos
A partir da Lei nº 11.947 se deu a extensão do Programa para toda a rede pública de Educação Básica

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) comemora um avanço importante. No próximo dia 16 de junho, a Lei nº 11.947 completa 13 anos. Foi a partir dela que se deu a extensão do Programa para toda a rede pública de Educação Básica, inclusive aos alunos participantes do Programa Mais Educação, de jovens e adultos, e a garantia de que, no mínimo, 30% dos repasses do FNDE sejam investidos na aquisição de produtos da agricultura familiar.

Entende-se como condição para o sucesso desse Programa, o cumprimento da determinação de que os estados e municípios contem com um nutricionista habilitado para a elaboração do cardápio da alimentação escolar. Essa medida consta da Resolução/CD/FNDE nº 32, de 10 de agosto de 2006, e define o nutricionista como o profissional habilitado para atuar como Responsável Técnico pelo Programa, incorporado ao quadro técnico das Entidades Executoras. Isso permite uma melhoria significativa na qualidade do PNAE, quanto ao alcance de seu objetivo.

Torna-se fundamental que essa determinação seja cumprida e que o Poder Público contrate nutricionistas em número suficiente para o acompanhamento do PNAE, seguindo os parâmetros numéricos estabelecidos na Resolução nº 465/2010, do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). A adequação do quadro técnico possibilita as ações contínuas de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), essenciais para promoção de hábitos alimentares saudáveis e a melhoria da aceitabilidade dos alimentos ofertados, contribuindo para a redução do desperdício.

Fortalecimento do PNAE

Para presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região (CRN-8) Cilene da Silva Gomes Ribeiro (CRN-8 418) a presença do PNAE é fundamental no Brasil, pois contribui para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial dos estudantes, melhora sua aprendizagem, o rendimento escolar e auxilia grandemente na formação de hábitos alimentares saudáveis da população atendida. “A participação efetiva de nutricionistas no programa é essencial para que as ações de educação alimentar e nutricional ocorram, bem como para que se garanta a oferta de refeições que supram as necessidades nutricionais dos estudantes durante o período letivo”.

E, tomando em conta essa conquista da população e dos nutricionistas, o CRN-8, junto a outras instituições, alerta para a necessidade de aumentar o valor repassado pelo FNDE ao PNAE, de R$ 3,9 bi para R$ 7,8 bi. O montante destinado atualmente não é suficiente para garantir alimentação adequada e saudável, com a aquisição de produtos provenientes da agricultura familiar, especialmente os de origem agroecológica, produzidos por assentados da reforma agrária, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Do mesmo modo, é importante a ampliação da oferta de alimentos saudáveis e a restrição da oferta de produtos alimentícios ultraprocessados, bem como o fortalecimento da gestão pública e da participação social.

A reivindicação é encampada pelo CFN e pela secretaria executiva do Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ), coordenado pela Federação Nacional dos Nutricionistas (FIAN Brasil) e pelo Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN). As entidades que integram o conselho consultivo da ÓAÊ também se posicionam no mesmo sentido, além de outras, como a Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

Para saber mais acesse:

Observatório da Alimentação Escolar ÓAÊ

PNAE – home — Português (Brasil) (www.gov.br)

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foi criado em 1955 com o nome de Campanha da Merenda Escolar, pelo Decreto 37.106 (31/03/1955), subordinado ao Ministério da Educação (MEC)

CRN-8 participa da Audiência Pública sobre a merenda escolar na ALEP

O Direito à Alimentação e o Direito do Consumidor

O Direito à Alimentação e o Direito do Consumidor

Pensar no direito do consumidor é pensar também nos Direitos à Alimentação Adequada e Saudável. Quando uma empresa ou indústria leva o consumidor ao erro, por informações incompletas ou erradas no rótulo, estão cometendo um crime e é preciso denunciar.

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição – PNAN completa 23 anos e tem o objetivo de, por meio de um conjunto de políticas públicas, proteger, promover e prover os direitos humanos à saúde e à alimentação. Aprovada em 1999, deu início ao processo de atualização e aprimoramento das suas bases e diretrizes, de forma a se consolidar como uma referência para os novos desafios a serem enfrentados no campo da Alimentação e Nutrição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em sua edição publicada em 2011, a PNAN apresenta como propósito a melhoria das condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira, mediante a promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição.

Um exemplo de quando o Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas (DHANA) é transgredido, é quando não se tem acesso às informações corretas nos rótulos dos alimentos. E aí também se está ferindo o Direito do Consumidor.

Direito do Consumidor

De acordo com a coordenadora do Procon-PR, Cláudia Silvano, alguns produtos vêm com informações que podem induzir o consumidor ao erro. Tanto o leite condensado, quanto o leite em pó, viraram “mistura láctea”. E tem até suco de laranja, que parece, mas não é! Nas Redes Sociais, ela alertou sobre a obrigatoriedade das informações que devem estar no rótulo, além de suas especificações. “O rótulo deve fornecer, na parte principal da embalagem, ou no painel principal da embalagem, os seguintes pontos: que houve alteração na quantidade do produto; qual era a quantidade que tinha antes e qual tem agora; a diminuição em termos absolutos e em termos percentuais”.

Para a nutricionista e mestre em Antropologia Social, Silvana Maria dos Santos, a rotulagem nutricional dos alimentos industrializados é estratégia fundamentada no DHANA. O rótulo frontal, por consequência, representa um avanço nessa regulação e tem potencial de contribuir para a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), na medida em que deve informar com mais clareza e objetividade. “Isso possibilita avançar e elevar o debate, exatamente porque esclarece que alimentos não são meros produtos na relação de consumo. O rigor do cumprimento das regras de rotulagem pela indústria deve ser observado nessa perspectiva. Estratégias para confundir são danosas, do ponto de vista da saúde e, para além disso, agridem o direito das pessoas a saberem exatamente o que consomem”.

Nova Rotulagem

A comunicação visual dos rótulos de alimentos tem como órgão regulador no Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Em 2020 o órgão aprovou uma nova diretiva para as embalagens, que entra em vigor ao final de 2022, no intuito de melhorar a clareza e a legibilidade das informações nutricionais presentes no rótulo dos alimentos e auxiliar o consumidor a realizar escolhas alimentares de forma consciente.

A Nova Rotulagem Nutricional Frontal consiste na fixação de símbolos na embalagem que esclareçam ao consumidor, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes que têm relevância para a saúde, como açúcares, gorduras saturadas e sódio. De acordo com a ANVISA, a rotulagem nutricional frontal é considerada a maior inovação da norma.

Para tal, foi desenvolvido um design de lupa para identificar o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo deverá ser aplicado na frente do produto, na parte superior, por ser uma área facilmente capturada pelo nosso olhar.

Direito humanoO Direito Humano à Alimentação está expresso no artigo 6º da Constituição Federal, que prevê a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados.

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Nova Resolução na área de Rotulagem

Como melhorar a imunidade durante o Inverno

inverno e imunidade

Como melhorar a imunidade durante o Inverno

O que a Alimentação Saudável e Adequada, prescrita por um nutricionista, pode fazer por você? Uma dieta rica em vitaminas e minerais e água pode melhorar sua saúde, e quanto maior a imunidade, menor o risco de ficar doente.

Cada época do ano tem suas características e requer cuidados específicos para promover a saúde e prevenir doenças. Com a chegada do inverno, é preciso reforçar a imunidade para combater as doenças sazonais e evitar os exageros alimentares. Deve-se priorizar uma dieta equilibrada, com qualidade nutricional e na quantidade adequada para o gasto de energia.

De acordo com a nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região, Leticia Mazepa (CRN-8 2911), o sistema imune envolve, de um modo geral, o reconhecimento de um patógeno material estranho ao organismo (bactérias, vírus, fungos, etc) e uma série de reações celulares que trabalham para eliminá-lo. “Além de doenças, fatores relacionados ao estilo de vida podem interferir na função imunológica e, consequentemente, aumentar o risco de infecções. Estresse crônico, sedentarismo ou excesso de exercício físico, privação do sono, tabagismo, etilismo, dietas restritivas e até mesmo a alteração da saúde intestinal são fatores de atenção quando o assunto é imunidade”.

A importância de um intestino saudável para a imunidade

Letícia explica que assim como a pele, o intestino funciona como uma barreira de proteção importante para o corpo humano. Um desequilíbrio nas bactérias que o habitam aumenta eventos pró-inflamatorios, o que consequentemente afeta o sistema imune. “O desequilíbrio pode ser caracterizado por uma redução na diversidade das bactérias e aumento na presença daquelas consideradas patogênicas comparado às não patogênicas”.

E como manter uma dieta que propicie uma microbiota saudável? 

1. Priorizar alimentos in natura e minimamente processados, evitando o consumo de ultraprocessados ricos em açúcares e gorduras.

2. Incluir fontes de fibras alimentares na rotina, como frutas, verduras e hortaliças, grãos e cereais integrais. A aveia, por exemplo, é fonte de beta-glucana, uma fibra prebiótica muito indicada para melhorar a saúde intestinal. 

3. Consuma alimentos ricos em polifenóis, compostos bioativos presentes em diversas plantas que ajudam a manter a integridade do intestino. Frutas vermelhas e roxas, suco de uva integral, cacau, chá verde, folhas verdes escuras (espinafre), além das ervas e especiarias (como cúrcuma, orégano, alecrim, hortelã) são exemplos de fontes alimentares. 

4. Hidrate-se! Consumir a quantidade adequada de água é importante para manter um trânsito intestinal regular. A hidratação torna-se ainda mais importante quando aumentamos o consumo das fibras 

5. Consuma fontes de probióticos como iogurte natural, queijos, kefir, kombucha.

Em alguns casos podem ser indicadas suplementações para reestabelecer a saúde intestinal. Fibras prebióticas, probióticos, compostos bioativos e outros elementos, como glutamina e ômega 3, poderão fazer parte da prescrição realizada pelo nutricionista após uma completa avaliação nutricional. 

Além do cuidado com a saúde intestinal, alguns nutrientes parecem exercer papel importante ao sistema imune. Conheça uma parte deles a seguir:

– Ômega 3: auxilia no controle da inflamação. Encontramos esse nutriente nos peixes, semente de chia, linhaça e, muitas vezes é preciso recorrer à suplementação.

– Proteína: a ingestão diária insuficiente pode ocasionar em redução da concentração de anticorpos. A quantidade deve ser prescrita individualmente e pessoas veganas ou vegetarianas precisam de acompanhamento para garantir um aporte proteico adequado.

– Vitamina A: auxilia na melhora da resposta dos anticorpos e na manutenção da integridade intestinal. Fígado, gema do ovo, leite, cenoura, abóbora, manga, mamão são fontes de vitamina A ou de carotenóides, que poderão ser convertidos nessa vitamina.

– Vitamina D: participa da resposta imune e inflamatória. A exposição diária ao sol é a melhor forma de manter níveis adequados desse nutriente, mas dependendo dos níveis sanguíneos apresentados pelo indivíduo, é necessário suplementar.

– Vitamina C: além da função antioxidante, está presente em células do sistema imune (como nas células fagocíticas). O consumo adequado reduz o risco de infecções. É encontrada nas frutas cítricas, tomate, brócolis, agrião, rúcula, espinafre.

‌- Vitamina E: também atua como antioxidante, participa da proliferação de linfócitos e protege a membrana celular. Fontes alimentares: óleos e azeite, oleaginosas como amêndoa, avelã, castanha e nozes) e o abacate são excelentes fontes alimentares

‌- Zinco: mineral fundamental no crescimento, desenvolvendo e manjericão da função imunológica, especialmente porque as células do sistema imune utilizam muitas enzimas que precisam do zinco. Presente nas oleaginosas, sementes de abóbora e girassol, leguminosas (feijões, lentilha)

‌ – Selênio: exerce função antioxidante dentro das células, além de participar da produção de imunoglobulinas. Presente na carne bovina, peixes, frango e especialmente na castanha do Pará.

– Cobre: participa da proliferação de células do sistema imune (células T e anticorpos). Cuidado com o excesso de zinco, que compete com o cobre pela absorção, podendo ser uma causa de deficiência desse mineral 

– Ferro: fundamental na proliferação de linfócitos. Cabe destacar que o excesso do mineral também pode ser prejudicial para o sistema imune, uma vez que aumenta o estresse oxidativo e favorece o crescimento de patógenos. Carnes, leguminosas, beterraba, folhas verdes escuras são fontes desse mineral.

Também é importante ressaltar que, para evitar severas restrições alimentares, deve-se priorizar uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados. Além disso, é preciso garantir uma boa hidratação e incluir na rotina fontes alimentares dos nutrientes citados acima. Estes são os cuidados nutricionais envolvidos na manutenção da imunidade. Cabe destacar que a avaliação e a prescrição nutricional individual são sempre o melhor caminho. Procure seu/sua nutricionista!

Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil

Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil

03 de junho

O Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil é 03 de junho e o objetivo dessa data é alertar a população sobre os riscos e cuidados necessários para o combate a esse agravo. No Paraná, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), cerca de 95 mil crianças foram diagnosticadas com sobrepeso ou obesidade na rede pública em 2021. O número de casos de crianças obesas acima de 5 anos cresceu durante o período da pandemia de Covid-19, com um aumento percentual de 53,3% em relação a 2019. 

Dados da SESA/PR – 16,7% dos menores de 5 anos e 41,4% entre 5 e 9 anos apresentaram algum grau de excesso de peso, segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) para a idade. Entre os adolescentes, 40,9% estavam acima da média ideal e 19,4% eram obesas. 

Também houve, no estado, crescimento de 30% na proporção de crianças pequenas com sobrepeso em comparação às que não apresentam a doença. Adicionalmente, a projeção é de que 22,7% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos viverão com obesidade infantil, enquanto a porcentagem é de 15,7% para crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos.

Em âmbito nacional, pelos dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2021, em pesquisa do Ministério da Saúde, 22% da população brasileira adulta já apresentam algum tipo de obesidade. 

Quando o resultado da medição do Índice de Massa Corporal (IMC) fica entre 25 e 30, considera-se que há sobrepeso — condição que atinge 57% da população adulta no país, segundo a Vigitel. Se o IMC for maior que 30, o caso é categorizado como obesidade. Os números da World Obesity Federation também mostram que a condição pode ser, até 2030, uma realidade para mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Para efeito de comparação, cabe lembrar que, em 2010, o número era de aproximadamente a metade.

Os primeiros mil dias e a prevenção da obesidade infantil

A nutricionista e conselheira do CRN-8 Veridiane Guimarães Ribas Sirota (CRN-8 nº 10170) destaca a importância dos primeiros 1000 dias do bebê, pois é quando se inicia a fase de concepção, que se prolonga até os 2 anos de idade. “Esse período contempla uma fase crítica de plasticidade, em que o organismo tem a capacidade de se adaptar de acordo com o ambiente que o rodeia. É quando vão sendo definidas as trajetórias em nível anatômico, fisiológico e bioquímico, que moldarão o curso da vida futura”. 

Apesar de a predisposição genética se caracterizar como um forte preditor da saúde a longo prazo, o estilo de vida adotado desde a gestação pode afetar significativamente a saúde do bebê, se estendendo à idade adulta. “Por exemplo, um bebê de uma família com histórico de obesidade carrega consigo as informações genéticas relacionadas. Se o ambiente promove alimentação inadequada, estilo de vida sedentário, pode programar metabolicamente a ativação desses genes no futuro. Por outro lado, se durante os 1000 dias os hábitos são condizentes, reduz-se a chance desse bebê vir a ser obeso”. 

Veridiane enfatiza que a fase inicial da vida da criança abre uma “janela de oportunidades’. Nela, é possível adotar hábitos e atitudes que terão influência no bom funcionamento orgânico no futuro. 

Aleitamento materno e Introdução Alimentar Correta 

É importante destacar que o primeiro passo é a garantia do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, pois previne comorbidades, melhora o desenvolvimento físico e cognitivo. Antes disso, o bebê não deve receber outros líquidos e alimentos e a introdução alimentar deve iniciar após os 6 meses, acompanhada do leite materno. Segundo Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), essa introdução deve contemplar todos os grupos alimentares in natura ou minimamente processado, como frutas em geral, verduras, legumes, carnes, ovos, cereais, tubérculos e leguminosas. 

Para Veridiane, também não é aconselhado o consumo de sucos ou água de coco, antes de 1 ano de idade, e de açúcares de qualquer tipo ou alimentos adoçados, antes de completar 2 anos. É importante, principalmente, evitar alimentos ultraprocessados. “Esses produtos, tais como petit suisse, gelatina, pães tipo bisnaguinha, geleia de mocotó, biscoitos e engrossantes de leite, são ricos em conservantes, gorduras e açúcares”. 

Já no campo dos alimentos com potencial risco de desenvolvimento de alergia, a nutricionista informa que a recomendação atual é que sejam incluídos antes de 1 ano de idade, como ovos, peixe, frutos do mar, soja, amendoim, castanhas e trigo. “Dessa forma, aproveitamos o que chamamos “janela imunológica” e diminuímos a chance de a criança vir a ser alérgica”. 

TÓPICOS 

  • O café não deve fazer parte da alimentação da criança até 4 anos de idade, por diminuir a absorção de ferro no organismo. 
  • Todas as frutas estão liberadas sem nenhuma exceção. Podem fazer parte da rotina desde o primeiro dia de alimentação do bebê. 
  • É importante utilizar óleos ou azeite para preparar a alimentação do bebê, pois possuem estreita relação com desenvolvimento cognitivo. 
  • Chás naturais de ervas, como camomila, hortelã, erva cidreira e erva doce, são permitidos após 6 meses de idade, desde que não substituam a água ou as mamadas. 
  • Segundo o Ministério da Saúde o sal pode ser adicionado desde os 6 meses de idade em pequenas quantidades, evitando os temperos prontos ultraprocessados. 
  • O uso de temperos naturais é permitido durante a introdução alimentar, como cebola, alho, açafrão, ervas em geral (frescas ou desidratadas), urucum e louro. O indicado é evitar pimentas, pois podem sensibilizar o sistema gastrointestinal do bebê, causando refluxo e dores abdominais.

19/05: Dia Mundial da Doação de Leite Humano

19/05: Dia Mundial da Doação de Leite Humano

Doe leite, doe vida!

Em 19 de maio celebra-se o Dia Mundial da Doação de Leite Humano. Diante disso, é necessário ressaltar a importância do aleitamento materno. O leite humano é uma fonte de nutrientes, suas vantagens passam por questões emocionais, psicológicas, hormonais e de prevenção de doenças da mãe e do bebê.

De acordo com o nutricionista Lucas Rain (CRN-8 11543), da equipe do Banco de Leite do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, o leite humano é o alimento mais indicado para os bebês, porque é completo em todos os aspectos nutricionais. “Destacando seus benefícios, temos um vínculo importante entre a mãe e seu bebê, promoção de saúde a ambos, atuando no desenvolvimento físico, cognitivo e imunológico por conter fatores de proteção, anticorpos, imunomoduladores que auxiliam na maturação do sistema imunológico do bebê”.

Lucas ressalta a maior qualidade do leite humano em relação às fórmulas infantis comercializadas. “Compreende-se que o leite humano, além de ser adequando em calorias, é superior quando comparado com as fórmulas infantis nos aspectos nutricionais, que promovem o desenvolvimento físico e imunológico da criança”.

No leite humano há imunobiológicos que auxiliam o desenvolvimento do sistema imunológico da criança, como imunomoduladores, anticorpos, enzimas, citosinas, nucleotídeos e hormônios. É o alimento ideal para toda criança no início de sua vida. Garante boa nutrição e saúde.

Quem pode doar e como fazer?

As mães que desejam fazer a doação, precisam entrar em contato com o banco de leite ou posto de coleta mais próximo de sua casa. Será realizado uma avaliação para saber se está apta a doar, receberá orientação quanto aos cuidados com a mama (higiene adequada), sobre a pega correta (amamentação), a realização da ordenha e armazenamento do leite. 

Segundo o site da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBHL Brasil), para ser doadora é necessário preencher alguns pré-requisitos, conforme a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171). Além de apresentar excesso de leite, ela deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

Todas as doadoras recebem orientações de como realizar de forma adequada a ordenha, assim como um kit que contém: touca, máscara, frasco de vidro esterilizado e etiqueta de identificação.

•         É importante que a doadora escolha um local limpo e tranquilo.

•         Realizar previamente a higienização das mãos e antebraços, com água e sabão.

•         Fazer uso dos itens de proteção disponibilizados, com destaque para o uso de touca nos cabelos e máscara cobrindo boca e nariz.

•         A higienização dos seios é realizada apenas com água.

•         Para iniciar a ordenha a mãe deve massagear a mama, o que auxiliará na esgota do leite, começando pela região da aréola (bico do peito) com movimentos circulares em toda a região da mama até a costela.

•         Posicionar o dedo indicador e polegar em formato de ‘C’ próximo a aréola e fazer pressões suaves.

•         É importante desprezar os 2 primeiros jatos de leite.

•         O leite ordenhado deve ser armazenado em frasco de vidro estéril e identificar, sendo destinado imediatamente ao freezer.

Lucas explica que todo o leite humano doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade visando garantir a segurança alimentar para os bebês. “Após o leite Humano ser processado e adequado para consumo, é destinado aos recém-nascido internados na UTI-Neo natal, aproximadamente 40% dos recém nascidos recebem Leite humano originado das doações”.

Amamentação Cruzada

Conforme a rBHL Brasil não é recomendável que a mulher com leite excedente amamente a outro bebê diretamente. Essa é uma prática contraindicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação cruzada, como é conhecida, traz vários riscos ao bebê, podendo transmitir doenças infectocontagiosas, como HIV/Aids.

Para verificar os Bancos de Leite Humano no Paraná clique aqui.

Dia Mundial da Hipertensão 2022

Dia Mundial da Hipertensão 2022

A Hipertensão Arterial (HA) é responsável por mais de 50% das Doenças Cardiovasculares (DCV). Com o objetivo de reduzir o índice das DCV, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) criou a Iniciativa HEARTS nas Américas, que vem sendo implementada em quase 1.400 unidades de saúde de 22 países, em toda a região.

De acordo com o Ministério da Saúde, o distúrbio afeta mais de 30% da população adulta em todo o mundo, com mais de 30 milhões de pessoas no Brasil. Segundo dados da OPAS, em 2021, mais de um quarto das mulheres adultas, e quatro em cada dez homens adultos, têm hipertensão no Continente Americano. Assim, deduz que tanto o diagnóstico, quanto o tratamento e o controle, têm sido ineficazes. Poucos países apresentam uma taxa de controle da hipertensão populacional superior a 50%.

A nutricionista Karin Flemming de Farias (CRN-8 3337) explica que a hipertensão arterial sistêmica – a popular “pressão alta” – é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, doença renal crônica, insuficiência cardíaca, arritmia e demência. “Para a prevenção, tratamento e controle de doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial sistêmica, é necessário um estilo de vida saudável. Deve-se ter uma alimentação equilibrada, com a prática regular de atividade física, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar”.

Plano Alimentar é com nutricionista!

É fundamental, segundo a nutricionista, seguir um plano alimentar saudável e sustentável, baseado em “comida de verdade”, que priorize a ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e oleaginosas. “O consumo de proteína animal e gorduras saturadas e sódio deve ser controlado. Do mesmo modo, a quantidade do sal de cozinha usado nas preparações e, preferencialmente, sugere-se a utilização de temperos naturais. A maioria dos produtos industrializados, por utilizar o sódio como conservante, costuma conter grandes quantidades desse ingrediente na sua composição”.

Karin também alerta que se deve evitar o consumo de açúcar, gorduras hidrogenadas, produtos refinados e ultraprocessados (industrializados). “O sobrepeso e a obesidade, são fatores de risco, pois o acúmulo de gordura no organismo favorece o depósito de células gordurosas nas artérias, levando ao estreitamento dos vasos e possível aumento da pressão no interior do vaso sanguíneo”. Ela ressalta que essas substâncias, além de não colaborar na prevenção da HA, podem causar diversas outras perturbações no organismo.

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (2017), referencia os valores da pressão arterial em:

Valor ótimo de pressão arterial: 120 x 80 mmHg

Valor normal de pressão arterial: <130/85 mmHg

Valor ideal de pressão arterial para pessoas com risco de diabetes e doença renal: <130 x 80 mmHg

Nutricionista, acesse os documentos na íntegra nos links abaixo:

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Estatística Cardiovascular Brasil