CRN-8 realiza XI Itinerante em Londrina e Maringá

CRN-8 realiza XI Itinerante em Londrina e Maringá

As atividades envolveram visita de aproximação com atores políticos e evento alusivo ao Dia do TND

Entre os dias 09 e 11 de junho, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região realizou o XI Itinerante em Londrina e Maringá. As atividades realizadas envolveram visitas a atores políticos da cidade de Maringá, participação nas Instituições de Ensino Superior, bem como uma atividade alusiva ao Dia do Técnico em Nutrição e Dietética em Londrina. Participaram do XI Itinerante a presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista e a conselheira Andréa Bruginski. Durante as atividades em Maringá, participou também a conselheira Claudia Carolina Stadler Santos Huchberg Dias.

Reunião na Secretaria de Saúde de Maringá

Maringá: fortalecimento da nutrição na saúde e educação

Durante a visita em Maringá, a equipe do CRN-8 visitou duas secretarias: a de Educação e de Saúde.

Na Secretaria de Educação, a equipe conversou com a Gerente de Alimentação Escolar, bem como membros da Diretoria e Superintendência. A conversa envolveu a importância do nutricionista como responsável técnico na gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no município.

O conselho explicou que a presença de profissional da nutrição na alimentação escolar é fundamental para garantia de uma alimentação e nutrição adequada aos alunos da rede pública. Da mesma forma, aproveitou-se o momento para lembrar a gestão da Prefeitura Municipal de Maringá sobre a adequação do quadro técnico na cidade, que garante maior qualificação no desenvolvimento das atividades.

O atendimento aos parâmetros numéricos mínimos de nutricionistas contribui para a segurança alimentar e nutricional dos escolares, assegura e otimiza os recursos do PNAE, promove um ambiente alimentar saudável e sustentável, garante o cumprimento de cardápios e diretrizes do programa, fortalece a aquisição de alimentos da agricultura familiar e o desenvolvimento local, melhora indicadores de saúde — especialmente entre populações vulneráveis —, reduz a evasão escolar e favorece o cumprimento do calendário letivo.

Além disso, possibilita a implementação efetiva da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no currículo, estimula hábitos saudáveis a curto, médio e longo prazo, assegura o atendimento a necessidades nutricionais específicas, aumenta o envolvimento da comunidade escolar e reduz inconformidades na execução do programa.

Reunião na Secretaria de Educação

Já na saúde, a equipe se reuniu com o secretário Antônio Carlos Figueiredo Nardi, onde foi explicado sobre a importância do nutricionista nas políticas de promoção da saúde. Desta forma, o CRN-8 reforçou que a inserção do profissional na atenção primária é um investimento direto na redução e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

Ao secretário foi apresentado a realidade do município. Em Maringá, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN, abril de 2026) indicam desafios relevantes, com percentuais de eutrofia abaixo da média estadual entre crianças e adultos, além de elevada prevalência de sobrepeso e obesidade em diferentes faixas etárias.

Entre crianças de 0 a 10 anos, observa-se risco significativo de sobrepeso e obesidade, enquanto adolescentes apresentam melhor condição de eutrofia em relação à média estadual, mas ainda com excesso de peso relevante. Em adultos, mais da metade apresenta sobrepeso ou obesidade, e entre idosos há alta incidência de sobrepeso, evidenciando a necessidade de ações contínuas. Esse cenário se soma ao fato de que doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por grande parte dos óbitos no país.

Diante desse contexto, é essencial fortalecer o SISAN, ampliar o acesso a alimentos adequados e intensificar a vigilância em saúde. Destaca-se a importância da atuação do nutricionista na Atenção Primária e Especializada, bem como em equipes multidisciplinares, incluindo atendimento a condições específicas como TEA. Também é fundamental investir em educação alimentar, integração intersetorial e criação de serviços especializados para promoção da saúde e prevenção de agravos.

Agricultura Familiar

Durante a visita em Maringá, a equipe visitou a  Cooperervas, uma das maiores cooperativas da agricultura familiar do Paraná, fornecedora de uma vasta gama de produtos alimentícios da merenda escolar. A visita técnica na unidade contou com a apresentação da unidade produtiva de polpa de fruta congelada, bem como a produtora de folhosos e leguminosas.

Essas são feitas em uma fazenda hidropônica. Essas fazendas são um sistema agrícola que dispensa o uso de solo e gera economia de água.

CRN-8 nas IES: atualização constante

Como parte das atividades do XI Itinerante, o CRN-8 também realizou atividades nas instituições de ensino superior da região.

No da 09 de junho, a presidente Deise Regina Baptista realizou uma palestra com o tema “Terapia Nutricional para Pacientes em Uso de GLP-1” para alunos de graduação em nutrição. No dia seguinte foi a vez da Unicesumar, Campus Maringá, receber a palestra temática “CRN-8 nas IES”, onde é apresentado aos alunos do curso de graduação as atividades realizadas pelo Conselho e a sua diferença para outros órgãos da área da nutrição, como sindicatos e associações.

Dia do TND em Londrina

Em 27 de junho é celebrado o Dia do Técnico em Nutrição e Dietética. Por isso, aproveitando a visita à região, o Conselho realizou uma atividade comemorativa aos técnicos no Colégio Estadual Polivalente, uma das instituições com ensino técnico no Paraná.

A presidente e a conselheira Andréa realizaram a palestra “CRN-8 nas IES” destacando as áreas de atuação do técnico e a sua importância na nutrição.

Sobre o CRN-8 Itinerante

O programa tem o objetivo de fortalecer as ações do Conselho junto aos municípios e se reuniu com representantes de instituições, entidades e autoridades que atuam no planejamento e implementação de políticas públicas relacionadas à alimentação e comprometidas com a Segurança Alimentar Nutricional (SAN).

Iniciado em 2014, o programa é responsável por capilarizar as ações do Conselho e aproximar o órgão das demais regiões da sua jurisdição.

Entenda como a proteína atua no emagrecimento e como evitar excessos

Entenda como a proteína atua no emagrecimento e como evitar excessos

Texto reproduzido do original publicado na Revista Ampla


Ela está presente nos alimentos, barras, em pó e em bebidas, facilmente encontradas inclusive em baladas. A proteína é hoje, a grande “estrela” das dietas. Nesta Conversa Ampla, a conselheira do Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) e doutoranda em Ciências da Saúde, Tatiana Marin, explica qual a função da proteína no organismo e como ela atua no emagrecimento. Ela orienta sobre os cuidados necessários para a ingestão adequada e alerta sobre os sinais que o corpo emite de que o consumo está exagerado.

Dicas

  • Procure sempre um nutricionista para orientar a maneira correta do consumo de proteína para você, com suas peculiaridades corporais e hábitos de vida;
  • É preciso montar uma dieta com equilíbrio entre todos os nutrientes necessários para o organismo;
  • Ingira muitas frutas, verduras e legumes. Elas regulam o processamento da proteína e potencializam a absorção dos demais nutrientes.

Leia também: Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

ASBRAN abre inscrições para nova edição do Título de Especialista em Nutrição

ASBRAN abre inscrições para nova edição do Título de Especialista em Nutrição

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) está com inscrições abertas para mais uma edição do Título de Especialista em Nutrição (TEN), uma importante certificação que reconhece a qualificação e a expertise dos nutricionistas em áreas específicas de atuação. Os interessados têm até o dia 3 de agosto de 2026 para realizar a inscrição.

Nesta edição, o processo contempla as áreas de Nutrição Clínica em Gastroenterologia, Nutrição Clínica em Gerontologia, Nutrição Clínica em Nefrologia, Nutrição Clínica em Terapia Intensiva, Nutrição e Fitoterapia e Nutrição em Produção de Refeições Comerciais.

O Título de Especialista em Nutrição representa um diferencial na carreira profissional, valorizando o currículo e reconhecendo formalmente a experiência e os conhecimentos técnicos dos nutricionistas.

O processo de concessão do título é composto por três etapas eliminatórias: inscrição (com envio online da documentação e pagamento da taxa), prova teórica e avaliação de títulos. Para aprovação, os candidatos devem alcançar a pontuação mínima exigida na prova teórica.

Podem participar nutricionistas que possuam, no mínimo, dois anos de inscrição ativa em um Conselho Regional de Nutrição (CRN).

A prova teórica será realizada em 23 de outubro de 2026 e ocorrerá nas cidades de Belém (PA), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES). O local de realização será informado aos candidatos com antecedência mínima de cinco dias úteis por meio do e-mail cadastrado na inscrição.

A ASBRAN reforça que a prova teórica é obrigatória e eliminatória para todos os candidatos que tiverem a inscrição deferida.

O edital completo está disponível no site da ASBRAN. As inscrições podem ser realizadas pelo sistema online do Título de Especialista em Nutrição – www.asbran.org.br
Mais informações e inscrições: https://asbrantitulo.com.br/

CRN-8 acompanha debate sobre glúten e qualidade de vida em simpósio na Assembleia Legislativa do Paraná

CRN-8 acompanha debate sobre glúten e qualidade de vida em simpósio na Assembleia Legislativa do Paraná

Conselho reforça compromisso com políticas públicas voltadas à alimentação segura e inclusiva


Presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista, ao lado do Deputado Estadual Denian Couto (PL)


O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) esteve presente, na última semana, no Simpósio sobre Doença Celíaca e Qualidade de Vida, realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O evento reuniu especialistas da área da saúde, representantes de entidades da sociedade civil, familiares e pessoas com doença celíaca para debater diagnóstico, inclusão alimentar, direitos do consumidor e políticas públicas relacionadas ao glúten.

A participação do CRN-8 no encontro reforça o compromisso institucional do Conselho em acompanhar, de forma ativa, as discussões legislativas e os projetos de lei que impactam diretamente a Nutrição, a Segurança Alimentar e a Saúde da população. A presidente do CRN-8, Deise Regina Baptista, destacou a importância da presença da instituição em espaços de diálogo intersetorial, especialmente quando envolvem temas sensíveis como alimentação especial, rotulagem, inclusão e direitos das pessoas com restrições alimentares.

Simpósio debate desafios do diagnóstico e da inclusão alimentar de pessoas celíacas

Promovido em parceria com a Escola do Legislativo, o simpósio ocorreu na manhã de sexta-feira (22) e contou com uma programação diversificada, abordando aspectos clínicos, nutricionais, emocionais e jurídicos da doença celíaca. A iniciativa teve apoio da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar) e reuniu profissionais de referência em suas áreas de atuação.

Entre os temas debatidos estiveram o subdiagnóstico da doença celíaca no Brasil, os desafios emocionais após a confirmação do diagnóstico, a Nutrição adequada nas diferentes fases da vida e os direitos do consumidor celíaco na prática. As palestras destacaram que a doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas geneticamente predispostas, exigindo exclusão total e permanente do glúten da alimentação, além de cuidados rigorosos com a contaminação cruzada.

Subdiagnóstico ainda é um dos principais desafios da doença celíaca

Durante o evento, a presidente da Acelpar, Giseli Vilela, chamou atenção para o baixo índice de diagnóstico da doença celíaca. Segundo ela, estima-se que apenas cerca de 1% da população seja diagnosticada, apesar de a condição atingir aproximadamente 1% da população mundial.

“A doença celíaca é conhecida como ‘doença camaleão’, justamente pela diversidade de sintomas e pela dificuldade diagnóstica. Em muitos casos, o diagnóstico pode levar mais de cinco ou seis anos”, afirmou. Ela também destacou a importância de políticas públicas voltadas à inclusão alimentar, ao acesso à informação e à garantia de direitos das pessoas celíacas.

Projeto de Lei propõe carteira de identificação para pessoas com doença celíaca

Um dos pontos centrais do debate foi o Projeto de Lei nº 1.033/2023, de autoria do deputado estadual Denian Couto (PL), que institui a Carteira Estadual de Identificação da Pessoa com Doença Celíaca ou demais desordens relacionadas ao glúten no âmbito do Estado do Paraná.

De acordo com o texto do projeto, a carteira — denominada CIDOECE — tem como objetivo conferir identificação oficial às pessoas diagnosticadas com doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaca, alergia ao trigo, cevada, centeio ou aveia, ataxia por glúten e dermatite herpetiforme.

Entre os principais pontos da proposta, destacam-se:

  • A emissão gratuita da carteira, em formato físico ou digital;
  • O direito de pessoas celíacas levarem sua própria alimentação a bares, restaurantes, hotéis e eventos, sem cobrança adicional;
  • A garantia de alimentação adequada para pacientes e acompanhantes celíacos durante internações hospitalares;
  • O uso do documento como instrumento para subsidiar políticas públicas, campanhas educativas e estatísticas em saúde.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca assegurar dignidade, inclusão social e segurança alimentar às pessoas com restrições ao glúten, além de ampliar a visibilidade do tema no âmbito do Poder Público.

Nutrição tem papel central na qualidade de vida da pessoa celíaca

A programação do simpósio também evidenciou a importância da atuação do nutricionista no cuidado integral às pessoas com doença celíaca. A palestra “Nutrição nas fases da vida do celíaco e qualidade de vida” abordou a necessidade de planejamento alimentar individualizado, considerando infância, adolescência, vida adulta e envelhecimento.

Para o CRN-8, esse debate é fundamental, pois reforça o papel da Nutrição na promoção da saúde, na prevenção de complicações e na garantia de segurança alimentar, especialmente em contextos que envolvem alimentação fora do domicílio, escolas, hospitais e eventos sociais.

CRN-8 acompanha projetos de lei relacionados à Nutrição e à Alimentação

A presença do CRN-8 no simpósio reafirma o compromisso do Conselho em monitorar projetos de lei, participar de debates públicos e contribuir tecnicamente para a construção de políticas mais justas e inclusivas. Acompanhar discussões como essa é essencial para garantir que decisões legislativas estejam alinhadas com evidências científicas e com a proteção da saúde da população.

O CRN-8 segue atento às pautas relacionadas à Nutrição, rotulagem de alimentos, segurança alimentar, direitos de pessoas com necessidades alimentares especiais e valorização do exercício profissional do nutricionista, fortalecendo o diálogo com o Poder Legislativo, entidades da sociedade civil e profissionais da área da saúde.

Como montar uma lancheira saudável?

Como montar uma lancheira saudável?

Especialistas reforçam que uma lancheira equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados


Montar uma lancheira saudável não precisa ser um desafio. Mães e pais de crianças em idade escolar sabem que a lancheira infantil é um compromisso diário e parte importante da alimentação da criança. Por isso, o cuidado na escolha e no preparo dos alimentos é essencial para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para orientar as famílias sobre como montar uma lancheira equilibrada, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera, especialista em Saúde da Família, pós-graduada em alimentação Infantil e Escolar e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as principais recomendações estão a oferta de uma alimentação variada e saudável, com a redução do consumo de produtos ultraprocessados.

“A fase escolar é um período de aprendizado e vivências. É nesse momento que conseguimos ensinar às crianças e aos jovens o quanto a alimentação é importante, além de ser uma etapa estratégica para promover um ambiente alimentar saudável”, afirma Fernanda. Segundo ela, o incentivo à boa alimentação começa em casa e deve se estender à escola.

“Em alguns lugares, as crianças e os jovens se alimentam bem no ambiente escolar, especialmente onde há oferta de alimentação escolar. Contudo, uma refeição equilibrada isolada não é suficiente. É preciso dar o exemplo em todas as refeições”, destaca.

Nesse sentido, a lancheira escolar não deve ser encarada como uma refeição isolada, mas como parte da alimentação cotidiana da criança e do adolescente, junto ao café da manhã, almoço e jantar. Por isso, é fundamental que haja coerência entre o lanche e as demais refeições do dia.

Healthy school lunch box with beef sandwich and fresh vegetables, bottle of water and fruits on blue background. Top view. Flat lay

Afinal, qual é a lancheira ideal?

De acordo com a nutricionista, montar uma lancheira saudável é mais simples do que parece. “Se fôssemos seguir um passo a passo, uma lancheira equilibrada pode conter um alimento fonte de carboidrato, outro de proteína, uma fruta e água”, orienta Fernanda.

O líquido é indispensável para a hidratação, sendo a água a principal recomendação. No entanto, chás e sucos naturais também podem ser opções esporádicas. “É preciso ter atenção aos refrigerantes, sucos industrializados e bebidas com muito açúcar, como achocolatados”, alerta.

Entre os carboidratos, podem ser oferecidos pães, bolos caseiros ou biscoitos sem recheio. A proteína pode estar presente por meio de queijos,iogurtes ou ovos. “Também é possível combinar os alimentos, como em um sanduíche natural com frango desfiado ou patê, que é uma ótima opção”, exemplifica. As frutas, por sua vez, podem variar conforme a estação ou a preferência da criança.

Além disso, a preparação da lancheira precisa levar em consideração o desenvolvimento do paladar da criança e também outras condições, como intolerâncias ou alergias. “No caso das famílias que têm dificuldade na alimentação das crianças, o nutricionista especialista em pediatria pode ser um profissional para ajudar e avaliar cada caso”, relembra Fernanda.

A criança precisa conseguir comer sozinha

Um ponto importante na hora de montar a lancheira é lembrar que a criança precisa consumir o lanche de forma autônoma. “O alimento in natura não pode ser visto como um desafio. No caso das frutas, o ideal é começar pelas mais fáceis de descascar ou que nem precisem disso”, orienta a nutricionista.

Segundo Fernanda, a praticidade dos produtos industrializados muitas vezes é um fator que favorece o consumo, por isso eles são considerados “mais fáceis” de serem consumidos. Desta forma, mostrar para a criança que ela consegue comer uma maçã ou descascar uma banana é bem importante. “Uma estratégia é envolver a criança na preparação da lancheira. Não como uma imposição, mas como um convite: cortar a fruta junto, ajudar a montar o sanduíche. Essa é uma dica de ouro”, afirma.

Ler o rótulo faz toda a diferença

Na correria do dia a dia, é comum que alimentos ultraprocessados acabem sendo utilizados. Quando isso acontecer, a nutricionista recomenda atenção aos rótulos e moderação no consumo. “Antes de comprar, é importante observar se o produto possui excesso de açúcar, gordura ou sódio, por exemplo. Na maioria dos casos — exceto para crianças com condições pré-existentes — não é necessário excluir totalmente os industrializados, mas o consumo excessivo, todos os dias, faz mal”, explica. Lembrando que existem produtos processados e ultraprocessados, sendo esse último, uma categoria de alimentos que devem ser evitada sempre que possível, por serem pouco ricos em nutrientes essenciais.

A lista de ingredientes deve ser sempre observada. Os primeiros itens da lista são aqueles presentes em maior quantidade no produto. Assim, quando açúcar ou gorduras aparecem logo no início, significa que estão em proporção elevada.

Por fim, Fernanda reforça as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja regra de ouro é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base de uma alimentação nutritiva, saborosa, culturalmente adequada e sustentável.

“O que precisamos ensinar às crianças é que o alimento deve ser descascado, e não desembalado”, conclui.

CRN-8 reforça presença no CONBRAN e compromisso com a Nutrição durante primeira vez do evento em Curitiba

CRN-8 reforça presença no CONBRAN e compromisso com a Nutrição durante primeira vez do evento em Curitiba

Profissionais do Paraná apresentaram experiências exitosas, contribuíram com debates estratégicos e o CRN-8 lançou manual orientativo para a alimentação escolar privada


Entre os dias 12 e 15 de maio, Curitiba sediou, pela primeira vez, o XXIX Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN), considerado o maior evento científico da área na América Latina. Realizado na capital paranaense, o congresso reuniu nutricionistas, pesquisadores, gestores e estudantes de todo o país para debater os rumos da profissão diante dos desafios contemporâneos.

Com o tema “Nutrição e dieta em tempos de inteligência artificial e emergência climática”, a edição de 2026 colocou em evidência questões cada vez mais presentes na prática profissional, como o uso ético e estratégico das novas tecnologias, a sustentabilidade dos sistemas alimentares e o papel da Nutrição na promoção da saúde frente às mudanças climáticas.

Nesse cenário, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) marcou presença de forma ativa ao lado dos profissionais da sua jurisdição, reafirmando o compromisso institucional com o fortalecimento da Nutrição, a qualificação técnica e a valorização da atuação profissional. Ao longo da programação, nutricionistas do Paraná participaram de palestras, mesas-redondas e atividades científicas, contribuindo com reflexões, compartilhando experiências exitosas e fortalecendo o intercâmbio de práticas entre diferentes regiões do país.

Além da participação nos debates, o CRN-8 realizou, durante o congresso, o lançamento oficial de um manual orientativo voltado a nutricionistas que atuam na alimentação escolar da rede privada, reforçando sua atuação técnica e regulatória em áreas estratégicas da profissão.

Vivências em Nutrição: experiências do PNAE em evidência

O Vivências em Nutrição, iniciativa do Conselho Federal de Nutrição (CFN), tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às experiências desenvolvidas por nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética em diferentes campos de atuação. No CONBRAN 2026, o CRN-8 teve duas experiências selecionadas para apresentação, ambas com foco no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A primeira vivência foi apresentada pela nutricionista Mayara Borsa, que abordou a inserção de festividades escolares na realidade do PNAE no município de Realeza (PR). A experiência demonstrou como datas comemorativas, como Páscoa e Natal, podem ser incorporadas ao ambiente escolar de forma planejada, saudável e nutricionalmente adequada, respeitando as diretrizes do programa, ao mesmo tempo em que valorizam aspectos culturais e simbólicos da alimentação.

Já a segunda apresentação, conduzida pela nutricionista Andrea Bruginski, destacou a gestão estadual do PNAE no Paraná, evidenciando uma experiência exitosa de articulação entre políticas públicas, Nutrição e desenvolvimento sustentável. O trabalho mostrou que o estado consegue direcionar 100% dos recursos do programa para iniciativas da agricultura familiar, fortalecendo a economia local, promovendo segurança alimentar e contribuindo para sistemas alimentares mais sustentáveis — tema diretamente alinhado às discussões sobre emergência climática propostas pelo congresso.

Alimentação escolar privada: lançamento de manual orientativo

Outra pauta de destaque apresentada pelo CRN-8 durante o CONBRAN 2026 foi o lançamento oficial da 2ª edição do Manual Orientativo para Nutricionistas Atuantes no Ambiente Escolar da Rede Privada de Ensino.

Diferentemente da rede pública, que conta com diretrizes específicas estabelecidas pelo PNAE, a alimentação escolar na rede privada não dispõe de uma legislação nacional própria. Diante dessa lacuna, o manual tem como objetivo servir como guia técnico e normativo, reunindo legislações estaduais, diretrizes profissionais e orientações que contribuem para a atuação qualificada do nutricionista nesse contexto.

A publicação é fruto de um Grupo de Trabalho iniciado em abril de 2025, que envolveu encontros periódicos, discussões técnicas e alinhamento com normativas atualizadas, incluindo temas como Responsabilidade Técnica (RT). A revisão amplia a aplicabilidade do material no cotidiano profissional e reforça o compromisso do CRN-8 com a qualidade, a segurança alimentar e o aprimoramento técnico da Nutrição no ambiente escolar privado.

O manual está disponível para acesso neste link: https://crn8.org.br/manuais/

XXIX CONBRAN 2026

CFN atualiza Código de Ética e reforça proteção ao paciente e à prática profissional na nutrição

CFN atualiza Código de Ética e reforça proteção ao paciente e à prática profissional na nutrição

Documento tem caráter orientador e responde aos atuais desafios da profissão e da sociedade

O Conselho Federal de Nutrição (CFN) atualizou o Código de Ética e Conduta da(o) Nutricionista, documento que orienta o exercício profissional no Brasil e estabelece diretrizes para uma atuação responsável, segura e alinhada às transformações da sociedade. A atualização representa um avanço na regulamentação ética da profissão, ao incorporar mudanças concretas e transparência na prática da Nutrição, como a expansão das tecnologias, os conflitos de interesses e o reconhecimento do nutricionista em diversas áreas, acompanhando as transformações da profissão.

Resultado de um processo amplo e participativo, o novo Código contou com a contribuição dos Conselhos Regionais de Nutrição e com consulta pública que reuniu mais de 1.500 profissionais, refletindo uma construção coletiva da categoria. A nova versão incorpora o uso de tecnologias digitais e ferramentas de inteligência artificial, além de fortalecer diretrizes relacionadas à comunicação, à responsabilidade técnica e à proteção da sociedade.

“O Código de Ética é um instrumento de proteção social. Ele assegura que a população receba orientações seguras, baseadas em evidências, e oferece respaldo e segurança jurídica para os profissionais”, afirma Manuela Dolinsky, presidente do CFN. O documento define parâmetros para coibir práticas enganosas, prevenir conflitos de interesse e orientar o uso responsável de tecnologias. “A tecnologia deve atuar como apoio ao profissional, sem substituir o julgamento técnico, garantindo que o cuidado em saúde permaneça ético e seguro”.

Entre os avanços, o Código de Ética traz diretrizes estruturadas para a atuação em ambientes digitais, maior clareza sobre a responsabilidade técnica do nutricionista e estabelece regras para assegurar transparência nas relações com empresas, marcas e interesses comerciais. “A atualização responde às mudanças na prática profissional, sobretudo no uso de tecnologias e na forma como a informação em saúde circula hoje”, acrescenta a presidente do CFN.  O documento tem como finalidade garantir que a atuação do nutricionista seja pautada pela segurança, pela qualidade da informação e respeito à saúde da população, acompanhando a evolução da profissão nos diferentes níveis de atenção à saúde, englobando o setor público ou privado e as modalidades presencial e não presencial. O lançamento oficial do Código de Ética e Conduta acontecerá no Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran), de 12 a 15 de maio, em Curitiba, quando será apresentado de forma sistematizada à categoria e à sociedade. 

Dia do Nutricionista passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Estado do Paraná

Dia do Nutricionista passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos do Estado do Paraná

A Lei nº 23.153/26 foi publicada nesta semana no Diário Oficial e incentiva a promoção de ações e atividades em prol da profissão

O Dia do Nutricionista (31 de agosto) passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Paraná. A medida foi instituída pela Lei nº 23.153/26, publicada no Diário Oficial do Paraná em 24 de abril de 2026, após sanção do governador Ratinho Junior (PSD). A proposta é de autoria da deputada estadual Maria Victoria (PP) e a lei já está em vigor.

O objetivo da iniciativa é valorizar e reconhecer a importância dos nutricionistas na promoção da saúde e do bem-estar por meio da alimentação. Além de incluir a data no calendário oficial do Estado, a lei também incentiva a realização de ações e atividades de apoio à profissão e aos profissionais, tais como:

• campanhas de conscientização;
• rodas de conversa;
• seminários;
• acesso à informação;
• políticas públicas; e
• serviços de suporte.

A lei ainda prevê o estímulo à formalização de parcerias com órgãos e instituições públicas e/ou privadas para a realização dessas atividades.

O Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) realiza anualmente campanhas e promove eventos em alusão ao Dia do Nutricionista, em conjunto com o Sistema CFN/CRN. A celebração ocorre em 31 de agosto, em referência à data de criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (Asbran).

A formalização de uma data comemorativa por meio de lei é essencial para o reconhecimento público de um evento, figura ou causa. Esse processo contribui para consolidar a data como parte integrante da memória coletiva da sociedade, garantindo que não se trate de uma celebração passageira, mas de um marco permanente de identidade cultural e social.



Sopa é jantar? Veja orientações para uma alimentação equilibrada no inverno

Sopa é jantar? Veja orientações para uma alimentação equilibrada no inverno

Com a chegada do outono e do inverno, as temperaturas mais baixas passam a influenciar diretamente os hábitos alimentares. No Paraná, mesmo sem enfrentar necessariamente um frio polar, o organismo sofre adaptações, que despertam o interesse por refeições mais quentes, calóricas e reconfortantes. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Nutrição 8ª Região reforça a importância de manter uma alimentação equilibrada no inverno, sem descuidar da hidratação e do valor nutricional das refeições.

Imagem de pvproductions no Freepik

Alimentação no inverno exige atenção ao equilíbrio nutricional

As temperaturas mais baixas costumam estimular o consumo de alimentos mais cremosos e calóricos, como massas, queijos, frituras, carnes gordurosas e bebidas quentes, entre elas chocolate quente, cappuccino, vinhos e licores. Por isso, CRN-8 alerta que o equilíbrio alimentar no inverno deve ser mantido.

Dessa forma, a gerente técnica do CRN-8, Julisse Klemtz Wagner, diz que o ideal é manter um padrão alimentar completo e variado. “Nessa época, é importante montar um prato equilibrado, com aproximadamente 50% de verduras e legumes, além de uma fonte de proteína e a combinação de arroz e feijão”, orienta.

Ela explica que não há necessidade de excluir alimentos específicos do cardápio. “É possível substituir o arroz por batata, mandioca ou massa em algumas refeições, por exemplo. O mais importante é manter um prato colorido, o que indica uma maior variedade de vitaminas e minerais essenciais para a saúde e para o fortalecimento da imunidade durante o inverno”, destaca.

Sopa é jantar, sim, desde que seja bem-preparada

Quando o assunto é alimentação saudável no inverno, uma dúvida frequente é se sopa pode substituir o jantar. Assim, a resposta é sim! Sopas, caldos e cremes aparecem naturalmente com maior frequência nessa época do ano e podem ser refeições completas.

A recomendação é variar a combinação de legumes e verduras, garantindo maior valor nutricional. Outro ponto importante é evitar o uso de mais de um carboidrato na mesma preparação. “Se a sopa leva batata ou mandioquinha, por exemplo, não há necessidade de adicionar massa”, orienta Julisse.

Entre as opções estão cremes de abóbora, mandioquinha, mix de legumes, sempre com a inclusão de uma fonte de proteína, que pode ser de origem animal ou vegetal. “Usar a criatividade na cozinha, escolher alimentos da estação e variar as receitas ajuda a evitar a monotonia alimentar e contribui para uma dieta equilibrada e nutritiva”, complementa.

Alimentos ricos em vitamina C ajudam a fortalecer a imunidade

Durante o inverno, o consumo de alimentos ricos em vitamina C torna-se ainda mais relevante para a saúde. Frutas cítricas, como laranja, mexerica e limão, além de verduras de folhas verde-escuras, auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico e devem fazer parte da rotina alimentar.

Vale destacar que não significa que essa é a única vitamina que deve ser consumida. “É importante lembrar que não vai ser um único alimento que vai melhorar a sua saúde nas baixas temperaturas, mas sim, a variedade e o consumo equilibrado de alimentos in natura para atingir a meta de vitaminas e minerais que o corpo precisa”, explica Julisse.

Hidratação no inverno: não espere sentir sede

Outro ponto de atenção durante o inverno é a hidratação. Com o frio, a sensação de sede diminui, o que pode levar à redução do consumo de água. No entanto, o recomendado é ingerir líquidos ao longo do dia, mesmo sem sede.

“A hidratação adequada ajuda a eliminar toxinas, transportar nutrientes e oxigênio pelo corpo e manter o funcionamento adequado do organismo. Uma dica prática é manter sempre uma garrafinha de água por perto”, orienta a nutricionista.

Portanto, manter uma alimentação equilibrada, consumir frutas regularmente, apostar em sopas nutritivas e garantir uma boa hidratação são atitudes essenciais para atravessar o inverno com mais saúde e bem-estar.

Imagem de aleksandarlittlewolf no Freepik

Visita técnica ao CRN-9 fortalece a instrução de processos éticos-disciplinares do CRN-8

Visita técnica ao CRN-9 fortalece a instrução de processos éticos-disciplinares do CRN-8

A iniciativa integra o planejamento estratégico do CRN-8 voltado ao desenvolvimento contínuo da área finalística e ao aprimoramento das práticas institucionais.


Na última semana, a equipe do Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região (CRN-8) realizou uma visita técnica ao Conselho Regional de Nutrição – 9ª Região (CRN-9), com foco no fortalecimento e na qualificação da instrução de processos éticos-disciplinares. A agenda ocorreu na sede do CRN-9, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 01º e 2 de abril e na ocasião estava presente também o Conselho Regional de Nutrição – 11ª Região (CRN-11).

A visita teve como principal objetivo o aprimoramento técnico da equipe do CRN-8 no que se refere à apuração de denúncias e condução de processos éticos. Os trabalhos envolveram um treinamento que abordou a análise e o refinamento de fluxos administrativos, a padronização de procedimentos, o fortalecimento das estratégias de fiscalização ética e a avaliação dos resultados esperados a partir dessas ações.

O CRN-9 foi escolhido como referência no âmbito do Sistema CFN/CRN em razão de sua reconhecida atuação na condução de demandas éticas e na estruturação de processos administrativos consolidados. Nesse contexto, a visita representou uma oportunidade estratégica para a troca de experiências, o alinhamento de práticas institucionais e o fortalecimento do trabalho integrado entre os Conselhos Regionais, essencial para a valorização, a defesa e a ética no exercício da profissão de nutricionista.

As atividades foram conduzidas por Diego Vaz Gondim Faria, chefe do Setor de Ética do CRN-9, que compartilhou metodologias, rotinas de trabalho e práticas consolidadas adotadas pelo Conselho.

Participaram da visita os conselheiros Alisson David Silva, vice-presidente do CRN-8, e Vanessa Costa Penteado, secretária da Diretoria, ambos integrantes da Comissão de Ética, além da Coordenadora Técnica do CRN-8, Alessandra Carvalho Roncaglio. Representando o CRN-11, participaram da agenda a conselheira e coordenadora da Comissão de Ética, Rosângela Maria Lopes de Sousa, e a coordenadora do Setor de Ética, Maria Kemelly Lima Silva

Como resultado da visita técnica, o CRN-8 estruturará um planejamento para viabilizar um plano de ação voltado à qualificação dos processos internos.

Defender a profissão com ética, transparência e responsabilidade é um compromisso permanente do CRN-8. Nesse sentido, as visitas técnicas cumprem um papel fundamental, que consiste na identificação e adoção de boas práticas institucionais já consolidadas em outras organizações, contribuindo para a melhoria contínua da gestão, o aumento da eficiência dos processos e o fortalecimento da atuação institucional no Sistema CFN/CRN.