Como montar uma lancheira saudável?

Como montar uma lancheira saudável?

Especialistas reforçam que uma lancheira equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados


Montar uma lancheira saudável não precisa ser um desafio. Mães e pais de crianças em idade escolar sabem que a lancheira infantil é um compromisso diário e parte importante da alimentação da criança. Por isso, o cuidado na escolha e no preparo dos alimentos é essencial para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

Para orientar as famílias sobre como montar uma lancheira equilibrada, o Conselho Regional de Nutrição – 8ª Região conversou com a nutricionista Fernanda Manera, especialista em Saúde da Família, pós-graduada em alimentação Infantil e Escolar e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Entre as principais recomendações estão a oferta de uma alimentação variada e saudável, com a redução do consumo de produtos ultraprocessados.

“A fase escolar é um período de aprendizado e vivências. É nesse momento que conseguimos ensinar às crianças e aos jovens o quanto a alimentação é importante, além de ser uma etapa estratégica para promover um ambiente alimentar saudável”, afirma Fernanda. Segundo ela, o incentivo à boa alimentação começa em casa e deve se estender à escola.

“Em alguns lugares, as crianças e os jovens se alimentam bem no ambiente escolar, especialmente onde há oferta de alimentação escolar. Contudo, uma refeição equilibrada isolada não é suficiente. É preciso dar o exemplo em todas as refeições”, destaca.

Nesse sentido, a lancheira escolar não deve ser encarada como uma refeição isolada, mas como parte da alimentação cotidiana da criança e do adolescente, junto ao café da manhã, almoço e jantar. Por isso, é fundamental que haja coerência entre o lanche e as demais refeições do dia.

Healthy school lunch box with beef sandwich and fresh vegetables, bottle of water and fruits on blue background. Top view. Flat lay

Afinal, qual é a lancheira ideal?

De acordo com a nutricionista, montar uma lancheira saudável é mais simples do que parece. “Se fôssemos seguir um passo a passo, uma lancheira equilibrada pode conter um alimento fonte de carboidrato, outro de proteína, uma fruta e água”, orienta Fernanda.

O líquido é indispensável para a hidratação, sendo a água a principal recomendação. No entanto, chás e sucos naturais também podem ser opções esporádicas. “É preciso ter atenção aos refrigerantes, sucos industrializados e bebidas com muito açúcar, como achocolatados”, alerta.

Entre os carboidratos, podem ser oferecidos pães, bolos caseiros ou biscoitos sem recheio. A proteína pode estar presente por meio de queijos,iogurtes ou ovos. “Também é possível combinar os alimentos, como em um sanduíche natural com frango desfiado ou patê, que é uma ótima opção”, exemplifica. As frutas, por sua vez, podem variar conforme a estação ou a preferência da criança.

Além disso, a preparação da lancheira precisa levar em consideração o desenvolvimento do paladar da criança e também outras condições, como intolerâncias ou alergias. “No caso das famílias que têm dificuldade na alimentação das crianças, o nutricionista especialista em pediatria pode ser um profissional para ajudar e avaliar cada caso”, relembra Fernanda.

A criança precisa conseguir comer sozinha

Um ponto importante na hora de montar a lancheira é lembrar que a criança precisa consumir o lanche de forma autônoma. “O alimento in natura não pode ser visto como um desafio. No caso das frutas, o ideal é começar pelas mais fáceis de descascar ou que nem precisem disso”, orienta a nutricionista.

Segundo Fernanda, a praticidade dos produtos industrializados muitas vezes é um fator que favorece o consumo, por isso eles são considerados “mais fáceis” de serem consumidos. Desta forma, mostrar para a criança que ela consegue comer uma maçã ou descascar uma banana é bem importante. “Uma estratégia é envolver a criança na preparação da lancheira. Não como uma imposição, mas como um convite: cortar a fruta junto, ajudar a montar o sanduíche. Essa é uma dica de ouro”, afirma.

Ler o rótulo faz toda a diferença

Na correria do dia a dia, é comum que alimentos ultraprocessados acabem sendo utilizados. Quando isso acontecer, a nutricionista recomenda atenção aos rótulos e moderação no consumo. “Antes de comprar, é importante observar se o produto possui excesso de açúcar, gordura ou sódio, por exemplo. Na maioria dos casos — exceto para crianças com condições pré-existentes — não é necessário excluir totalmente os industrializados, mas o consumo excessivo, todos os dias, faz mal”, explica. Lembrando que existem produtos processados e ultraprocessados, sendo esse último, uma categoria de alimentos que devem ser evitada sempre que possível, por serem pouco ricos em nutrientes essenciais.

A lista de ingredientes deve ser sempre observada. Os primeiros itens da lista são aqueles presentes em maior quantidade no produto. Assim, quando açúcar ou gorduras aparecem logo no início, significa que estão em proporção elevada.

Por fim, Fernanda reforça as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, cuja regra de ouro é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base de uma alimentação nutritiva, saborosa, culturalmente adequada e sustentável.

“O que precisamos ensinar às crianças é que o alimento deve ser descascado, e não desembalado”, conclui.

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Quase 3 em cada 4 adultos atendidos pelo SUS no Paraná estão acima ou fora do peso ideal, aponta SISVAN

Dados oficiais de 2025 revelam avanço do sobrepeso e da obesidade no estado, que supera a média nacional nas formas mais avançadas do sobrepeso.


O Paraná enfrenta um cenário silencioso, mas crescente, de risco à saúde nutricional. Dados compilados e atualizados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 73,96% dos adultos atendidos na Atenção Primária à Saúde pelo SUS no estado estão fora do peso adequado. Chama atenção o avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. Apenas 26,04% apresentam peso considerado saudável, percentual abaixo da média nacional (27,23%).

O levantamento, referente a 2025, analisou cerca de 2 milhões de pessoas no Paraná, compondo uma das maiores amostras populacionais acompanhadas pelo SUS no estado. Os números indicam que o avanço do excesso de peso não só continua, como se intensifica.

Imagem de freepik

Avanço da obesidade

Segundo o SISVAN, a maior parte da população adulta acompanhada pelo SUS está distribuída da seguinte forma:

Sobrepeso: 34,13%

Obesidade grau I: 23,15%

Obesidade grau II: 9,93%

Obesidade grau III: 5,27%

Baixo peso: 1,48%

Em relação a 2024, o único indicador que apresentou queda foi o baixo peso. Já as faixas de sobrepeso e obesidade registraram aumento, reforçando a tendência de agravamento do quadro nutricional no estado.

Na comparação com os dados nacionais, o Paraná chama atenção por estar acima da média brasileira em todas as categorias de obesidade, inclusive nas formas mais severas, aquelas associadas a maior mortalidade e custos assistenciais.

Aumento de peso e impacto direto na rede de saúde

O crescimento do sobrepeso e da obesidade está diretamente ligado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A tendência é que esse perfil populacional amplie a demanda por medicamentos, exames, consultas especializadas e hospitalizações. A elevação do risco de sobrepeso e obesidade significa a perda do potencial preventivo de doenças crônicas não transmissíveis

Além disso, uma alimentação desequilibrada pode coexistir com deficiências de micronutrientes essenciais (como ferro, zinco e vitaminas), agravando quadros de anemia, fadiga crônica e comprometimento do sistema imunológico.

Brasil segue tendência semelhante

O cenário paranaense reflete uma realidade nacional. Em todo o país, mais de 31 milhões de adultos foram avaliados pelo SISVAN, e apenas 27,2% apresentam peso adequado. Isso significa que 72,77% dos brasileiros acompanhados estão fora do peso ideal.

Em nível nacional:

34,6% apresentam sobrepeso

22,2% obesidade grau I

9,17% obesidade grau II

4,91% obesidade grau III

O que pode estar por trás desses números?

O padrão alimentar da população é um dos principais fatores associados ao avanço da obesidade e sobrepeso no Paraná. O consumo elevado de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, açúcar, sódio e gorduras saturadas, mas pobres em fibras e nutrientes, tem substituído refeições equilibradas.

Ainda que haja variedade alimentar, falta equilíbrio no prato. Uma composição recomendada inclui 50% de vegetais, 25% de grãos (como arroz e feijão) e 25% de proteínas, como carnes magras, ovos ou peixes. Alimentos como doces e sobremesas não precisam ser os vilões, mas devem ser consumidos com moderação, enquanto frutas e legumes precisam fazer parte da rotina diária.

CRN-8 defende a educação alimentar e a presença do nutricionista na APS

O Conselho Regional de Nutrição da 8ª Região (Paraná) alerta que os ultraprocessados devem ser desencorajados no consumo cotidiano. A entidade também defende a ampliação da presença de nutricionistas na Atenção Primária à Saúde, como estratégia para promover educação alimentar e prevenir o adoecimento precoce da população.

Segundo o conselho, investir em políticas públicas de alimentação adequada pode reduzir custos a médio e longo prazo, além de melhorar a qualidade de vida da população.

O que é o SISVAN

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) é uma ferramenta oficial do SUS que monitora continuamente o estado nutricional e o consumo alimentar da população brasileira, com foco na Atenção Primária à Saúde. Os dados são coletados de forma contínua e servem de base para a formulação de políticas públicas em saúde e nutrição.

Conselheira do CRN-8 lança livro sobre o potencial nutricional das Plantas Alimentícias Não Convencionais

Conselheira do CRN-8 lança livro sobre o potencial nutricional das Plantas Alimentícias Não Convencionais

Obra de Kelly Franco destaca o papel das PANC na diversificação alimentar, na saúde pública e na prevenção de doenças crônicas


A conselheira do Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8), Kelly Franco, lançou seu novo livro, Pancterapia: A Terapia Nutricional Através das PANC, durante a reunião de encerramento do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA-PR), realizada nos dias 4 e 5 de dezembro. A publicação reúne reflexões, evidências científicas e orientações práticas sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), um grupo de espécies ainda pouco explorado no cotidiano alimentar brasileiro.

A obra apresenta uma análise abrangente sobre a importância das PANC para a biodiversidade, para a segurança alimentar e para estratégias de nutrição funcional. A autora revisita estudos, composições nutricionais e propriedades fitoquímicas para demonstrar como essas plantas contribuem para a prevenção de doenças crônicas, incluindo diversos tipos de câncer, temática de crescente interesse em políticas públicas de saúde e alimentação.

Além de detalhar benefícios nutricionais e usos culinários, o livro também discute os desafios decorrentes da predominância da monocultura alimentar e a necessidade de fomentar práticas educativas e políticas integradas que valorizem espécies negligenciadas ao longo do tempo. Franco reforça, na obra, que a ampliação do consumo de PANC pode favorecer tanto a diversidade alimentar quanto modelos sustentáveis de produção e abastecimento.

A publicação pode ser encomendada diretamente com a autora.

Paraná leva comida regional e sustentável ao prato dos alunos da rede pública

Paraná leva comida regional e sustentável ao prato dos alunos da rede pública

Destinando 100% dos recursos do Governo Federal à aquisição de alimentos da agricultura familiar para compor a alimentação escolar, o Estado valoriza receitas locais, saudáveis e nutritivas


Reprodução do texto de autoria do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (FUNDEPAR)

Reprodução Fundepar

Do arroz com feijão orgânico, às frutas, verduras e legumes, a alimentação escolar no Estado do Paraná leva segurança nutricional e alimentar diariamente para cerca de 1 milhão de estudantes da rede pública de ensino. O Estado oferta cardápios variados, que valorizam tradições regionais, ingredientes locais e in natura, tudo com base na agricultura familiar.

No Brasil, os estados e municípios recebem recursos financeiros do Governo Federal anualmente para comprar alimentos e realizar ações de educação alimentar e nutricional nas instituições de educação básica. O dinheiro é repassado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que, a partir de 2026, passa a prever que quase metade das aquisições para alimentação escolar deverá ser realizada diretamente de agricultores familiares.

A Lei nº 15.226/2025, que amplia de 30% para 45% o percentual mínimo de recursos destinados à agricultura familiar foi sancionada na última quarta-feira (1) pelo presidente. De acordo com informações do Governo Federal, o PNAE garante cerca de 50 milhões de refeições saudáveis por dia para quase 40 milhões de estudantes da rede pública. Em 2024, o orçamento do programa foi de R$ 5,5 bilhões.

Primeiro Estado a cumprir a meta do PNAE, atualmente, o Paraná aplica 100% dos recursos federais na compra de agricultores familiares, priorizando produtores próximos das escolas, assentados, indígenas, quilombolas e mulheres. Em 2025, foram destinados pelo menos R$ 150 milhões dos recursos estaduais à agricultura familiar. A medida, além de garantir refeições mais saudáveis, movimenta a economia local, fortalece a produção orgânica e sustentável, e ainda ajuda o meio ambiente.

Todos os anos, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o Paraná adquire mais de 11 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, o que corresponde a 22% do total comprado. São ovos, frutas, legumes, verduras, hortaliças, arroz, feijão, grãos, leite, iogurte e pães, produzidos por 20 mil famílias paranaenses. Desse grupo, aproximadamente 1.400 famílias fornecem alimentos orgânicos.

Em 2021, o Estado foi reconhecido pela iniciativa Laboratórios de Inovação em Saúde (LIS)”, idealizada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil, por ter uma das melhores práticas na aquisição de frutas, legumes e verduras diretamente da agricultura familiar por um órgão público.

“Os alimentos deixam de vir de outros estados e passamos a comprar aqueles que são produzidos localmente, muitas vezes pelos próprios pais dos alunos”, afirma a nutricionista Responsável Técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar do Fundepar, Andréa Bruginski.

Para a professora do curso de Nutrição da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Marina Daros Massarollo, a maior oferta de alimentos in natura passa pela valorização da agricultura familiar e da cultura local. “Preservar a cultura alimentar local dentro das escolas é fundamental não apenas para valorizar as memórias e tradições do povo, mas para promover uma alimentação adequada e saudável, reduzindo o consumo de alimentos ultraprocessados”, pontua.

Segundo a docente, ao estimular o consumo de frutas, verduras e outros alimentos in natura, é possível ampliar a diversidade dos cardápios, respeitar a sazonalidade dos alimentos e ainda possibilitar que diferentes preparações cheguem até os estudantes.

Massarollo argumenta ainda que a alimentação saudável, alcançada através da agricultura familiar, influencia diretamente na aprendizagem dos estudantes. “Quando a criança ou o adolescente se alimenta de forma equilibrada na escola, há melhores condições de concentração, memória, atenção e disposição para participar das atividades. Ainda, a merenda escolar contribui para reduzir a fome e a insegurança alimentar e nutricional daqueles alunos em vulnerabilidade social e aumenta a permanência dos alunos na sala de aula.”

É o que indica a pesquisa “Efeitos da Inserção de Produtos da Agricultura Familiar na Alimentação Escolar sobre o Desempenho de Alunos da Rede Pública no Brasil”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2024. O estudo demonstra uma relação positiva entre a aquisição de alimentos da agricultura familiar e a melhora nas notas de português e matemática dos estudantes, a partir da análise das notas do exame nacional do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2013 e 2019. Conforme os dados, as escolas que adquirem mais alimentos da agricultura familiar costumam apresentar notas mais altas nessas disciplinas.

No mesmo sentido, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) defende a necessidade de priorizar refeições escolares equilibradas e ações de educação alimentar. O relatório “Educação e Nutrição: aprender a comer bem”, divulgado em setembro deste ano, mostra que o acesso a refeições escolares nutritivas aumenta as matrículas e melhora os resultados de aprendizagem.

Cardápios no Paraná valorizam ingredientes e receitas locais

No Paraná, a alimentação servida nas escolas é planejada por uma equipe de quase 20 nutricionistas do Fundepar, responsáveis por realizar o planejamento, a aquisição, a distribuição e a elaboração dos cardápios.

Como o Estado trabalha com diferentes perfis de escola, a exemplo das indígenas, das agrícolas e as de tempo integral, a equipe personaliza os cardápios segundo as especificidades culturais e regionais, o tempo de permanência dos estudantes, além de possíveis restrições alimentares e infraestrutura das unidades. Desde 2022, graças ao programa estadual Mais Merenda, todas as escolas passaram a oferecer pelo menos três refeições por turno.

“A gente pode praticamente passar uma linha no meio do Estado: para cima só se consome feijão carioca e para o sul só feijão preto. Eu brinco que se inverter, dá guerra”, diz Andréa Bruginski, do Fundepar. “Essa é uma diferenciação importantíssima que conseguimos atender. O restante das especificidades a agricultura familiar dá conta, porque aquilo que é produzido na localidade, que é típico e é tradição, é aquilo que é consumido na escola.”

Apesar da padronização dos cardápios conforme os perfis escolares, as merendeiras paranaenses têm liberdade para adaptar as preparações, conforme a orientação das nutricionistas. É o caso da Escola Estadual Nossa Senhora Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, onde Diná Aparecida Gavelik é merendeira há 23 anos. Ela conta que, ocasionalmente, é preciso se adequar conforme as preferências e costumes locais. Os pratos mais famosos são o risoto e a farofa, mas o revirado de feijão com ovos, o café com leite e a torta de banana também fazem sucesso. “É muito satisfatório, porque faço o que eu gosto. Para mim, é um prazer preparar os alimentos para nossos alunos”, afirma Gavelik.

Programa RepresentAção ampliou a atuação em 2024

Programa RepresentAção ampliou a atuação em 2024

representantes passaram a fazer parte da iniciativa, que também se destacou pelas ações realizadas junto à sociedade. Três novos nutricionistas foram selecionados ao longo deste ano para integrar o programa, que conta com um total de oito profissionais. “O aumento do número de representantes permitiu cobrir mesorregiões que inicialmente não contavam com representantes, fortalecendo a presença do programa em todo o estado”, explica Carolina Dratch, coordenadora técnica do Conselho.

Os representantes também participaram de diversos eventos, como palestras em instituições de ensino e reuniões em órgãos públicos. “Os representantes estiveram presentes em diversas iniciativas, reforçando o papel do programa na defesa de pautas estratégicas e na promoção da atuação do nutricionista”, ressalta Carolina. 

O “RepresentAção” tem como objetivo fortalecer a participação do Conselho junto à sociedade, possibilitar a realização de eventos científicos nas instituições de ensino superior e técnico do estado, expandir as ações políticas na região e aprimorar os canais de comunicação com os profissionais inscritos. O programa também busca valorizar os nutricionistas e técnicos em nutrição, promovendo a prática profissional ética, crítica e competente.

Carolina Dratch também destaca que neste ano o programa registrou a expansão dos canais de comunicação, bem como a organização dos grupos de WhatsApp. “Apesar de alguns desafios, o programa cumpriu seu propósito de fortalecer o CRN-8 e ampliar sua visibilidade de forma estratégica e alinhada aos objetivos propostos”, destaca a coordenadora técnica.

A conselheira do CRN-8, Ana Paula Garcia, aponta que o desempenho do programa RepresentAção em 2024 foi marcado por avanços significativos na sua estrutura e abrangência. “De modo geral, foi um ano de reorganização e consolidação de uma metodologia de trabalho prática e eficiente, que permitiu ampliar o alcance do programa, tanto em termos geográficos quanto de divulgação”, destacou.

Novos avanços

O programa também contou com a criação de materiais orientativos abordando as principais dúvidas dos profissionais. Isso facilitou, segundo ela, a comunicação e o acesso às informações necessárias para a prática profissional. O Conselho ainda realizou, ao longo de 2024, encontros de formação voltados à prática ética, comunicação assertiva e atuação nos espaços de controle social, fortalecendo a competência técnica e o alinhamento dos representantes com a missão do CRN-8.

Planos de fortalecimento do programa para o ano de 2025

Para o próximo ano, uma das metas do CRN-8 é designar representantes para as mesorregiões ainda não contempladas pelo programa RepresentAção. Também deverá ser realizada a implementação de relatórios trimestrais para análise e estratificação de dados, como rendimento e participações de eventos. “Isso visa incentivar a participação dos representantes em órgãos de controle social, promovendo a integração com políticas públicas e fortalecendo o papel do programa na governança regional”, afirma a conselheira Ana Paula. 

O CRN-8 irá elaborar, em 2025, um calendário de encontros de capacitação específicos para os representantes, bem como desenvolver indicadores de desempenho para monitorar o progresso do programa. 

Confira os representantes:


NORTE CENTRAL

Amanda Menon

Nutricionista mestra em ensino, com especialização em nutrição clínica e alimentos funcionais e em segurança alimentar e nutricional.

SUDOESTE

Ana Cláudia Ferreira

Pós graduada em Residência em Nutrição Cardiovascular pelo HC/UFPR

NOROESTE

Franciele Câmara

Especialização em Nutrição Clínica ambulatorial e hospitalar. Especializando em Nutrição Clínica no Envelhecimento

CENTRO-SUL

Ludgero Sangalleti

Formado em 2018, com especialização em Nutrição Clínica no esporte e atividade física.

OESTE

Clenise Capellani dos Santos

Mestrado e Doutorado em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná

SUDESTE

Bruna Malinoski

Nutricionista formada pela Unicentro em 2016, pós-graduada em Nutrição Clínica e Gestão em Alimentação Coletiva.

NORTE PIONEIRO

Carla Cristina Druzini

Nutricionista pós-graduada em Saúde e Bem-Estar, além de formação em Administração com Habilitação em Marketing.

CENTRO-ORIENTAL

Sabrina Geus

Nutricionista formada pela PUC-PR (2010) com especialização em Nutrição clínica funcional e fitoterapia também pela PUC (2011).

CRN-8 elege Diretoria e membros das comissões permanentes

CRN-8 elege Diretoria e membros das comissões permanentes

O Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8) realizou a 237ª Reunião Plenária Extraordinária em sua sede, localizada na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Curitiba. A reunião contou com a presença dos conselheiros efetivos e suplentes, além de funcionários do Conselho, e teve como principal objetivo a eleição dos novos membros da diretoria e das comissões permanentes para o mandato de 2024-2025.

As votações foram realizadas utilizando um sistema online para garantir a participação de todos os conselheiros de maneira segura e transparente.

Nova Diretoria do CRN-8

Durante a reunião, foram eleitos os membros da nova diretoria do CRN-8. A Conselheira Deise Regina Baptista foi eleita presidente, recebendo unanimidade dos votos. O vice-presidente será  Alisson David Silva, também eleito com unanimidade. Para os cargos de tesoureira e secretária, foram escolhidas, respectivamente, Lilian Mitsuko Tanikawa e Vanessa Costa Penteado.

Membros da nova Diretoria do Conselho Regional de Nutrição do Paraná

Eleição das Comissões Permanentes

Além da diretoria, foram eleitos os membros das comissões permanentes do CRN-8, que têm como função garantir a eficiência e o bom andamento das atividades do Conselho. Confira como ficaram compostas cada comissão. A composição também pode ser acessada via link https://crn8.org.br/colegiado/

Comissão de Tomada de Contas (CTC):

Membros efetivos: Andréa Bruginski e Tatiana Tomal Brondani.

Suplentes: Afonso Pinho da Silva Maia, Andreia Araújo Porchat de Leão, Rosicler de Oliveira Coutinho, Sandy de Fatima de Souza.

Comissão de Ética Profissional (CEP):

Membros efetivos: Alisson David Silva e Giovana Regina Ferreira.

Suplentes: Emilaine Ferreira dos Santos, Fernanda Manera, Kelly Franco de Lima.

Comissão de Fiscalização (CF):

Membros efetivos: Deise Regina Baptista; Lilian Mitsuko Tanikawa; Tatiana Marin.

Suplentes: Rosicler de Oliveira Coutinho.

Comissão de Formação Profissional (CFP):

Membros efetivos: Giovana Regina Ferreira; Tatiana Marin; Vanessa Costa Penteado.

Suplentes: Andreia Araújo Porchat de Leão, Camilla Kapp Fritz, Emilaine Ferreira dos Santos, Kelly Franco de Lima.

Comissão de Comunicação (CCOM):

Membros efetivos: Alisson David Silva; Ana Paula Garcia Fernandes dos Santos; Vanessa Costa Penteado.

Suplentes: Camilla Kapp Fritz, Claudia Carolina Stadler Santos Huchberg Dias, Fernanda Manera, Kelly Franco de Lima.

Comissão de Relações Institucionais e Governamentais (CRIG):

Membros efetivos: Alisson David Silva; Ana Paula Garcia Fernandes dos Santos; Andréa Bruginski; Deise Regina Baptista; Tatiana Tomal Brondani.

Suplentes:Claudia Carolina Stadler Santos Huchberg Dias e Sandy de Fatima de Souza

Posse e Encerramento

Após a conclusão das votações, a Deise Regina Baptista foi empossada como presidente do CRN-8 para o período de 2024-2025, dando posse aos demais membros da diretoria e das comissões permanentes. A presidente agradeceu a participação de todos e reforçou o compromisso do CRN-8 em continuar promovendo a valorização e a ética na profissão de nutricionista.

A reunião marcou o início de um novo ciclo de gestão no CRN-8, com o objetivo de fortalecer as ações do Conselho e promover a saúde e a alimentação de qualidade em sua área de atuação.

CRN-8 realiza evento em celebração aos nutricionistas do Paraná

CRN-8 realiza evento em celebração aos nutricionistas do Paraná

Mais de 120 pessoas se reuniram em Curitiba, no último dia 30 de agosto, para celebrar uma profissão que desempenha um papel vital na saúde da sociedade: a nutrição. O evento, organizado pelo Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8), foi uma homenagem ao Dia do Nutricionista – comemorado oficialmente em 31 de agosto – e destacou a importância desses profissionais na promoção de uma alimentação saudável e na garantia de bem-estar para a população.

A celebração, realizada no Hotel Mabu, não se limitou apenas à capital paranaense. Para atender os profissionais de outras regiões, o evento foi transmitido ao vivo e em tempo real pelo canal de YouTube do CRN-8, garantindo que a homenagem alcançasse ainda mais nutricionistas.

Um dos destaques do evento foi a palestra “Saúde, Tecnologia e Inteligência Artificial”, ministrada por Rafael Trevisan, profissional com mais de 15 anos de experiência nas áreas de inovação, novos negócios, inteligência artificial e tecnologia, que atua na Escola Conquer in Company. A palestra trouxe insights valiosos sobre como a tecnologia pode transformar a área da saúde e os desafios que isso traz para os nutricionistas na era contemporânea.

Durante o evento, foi ressaltado pela presidente Cilene Ribeiro e também pelo representante do Conselho Federal de Nutrição Alexsandro Wosniaki sobre o papel essencial dos mais de 11 mil nutricionistas atuantes no Paraná, que contribuem diariamente para a melhoria da qualidade de vida da população. A celebração foi um reconhecimento do impacto desses profissionais na sociedade e um incentivo para que continuem a trilhar esse caminho com a mesma dedicação e paixão que os trouxeram até aqui.

Prêmio Mila

Outro momento marcante da noite foi a entrega do Prêmio ‘Mila’ 2024, que homenageou o primeiro presidente do CRN-8, Raul Von der Heyde, pelo seu trabalho e dedicação à classe. Instituído em 2020, o Prêmio Maria Emília Daudt von der Heyde celebra o legado da nutricionista que dá nome à honraria, reconhecida por sua luta pela valorização dos profissionais de nutrição.

Além das comemorações pelo Dia do Nutricionista, o evento também marcou os 18 anos de criação do CRN-8, o primeiro conselho regional de nutrição com jurisdição exclusiva no Paraná. Desde sua fundação, em 2006, o CRN-8 tem sido um defensor ativo do direito à alimentação saudável e tem desempenhado um papel crucial na saúde pública, sempre pautado pela ética e pela competência. Durante o evento, além da atual presidente Cilene Ribeiro, e do homenageado Raul, estiveram presentes os ex-presidentes Sônia Regina Barbosa, Deise Regina Baptista, Lili Purim Niehues e Alexsandro Wosniaki.

A data escolhida para a celebração, 31 de agosto, é uma referência à fundação da primeira associação da categoria, a Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), em 1949. Desde então, a profissão tem evoluído e se consolidado como uma das mais importantes para a promoção de uma vida saudável.

Campanhas

O Conselho Regional de Nutrição do Paraná (CRN-8) intensificou suas ações de valorização dos nutricionistas com uma campanha de grande visibilidade em Curitiba. Como parte das celebrações pelo Dia do Nutricionista, conteúdos sobre a importância da profissão foram exibidos nas TVs dos ônibus da cidade, alcançando milhares de passageiros diariamente. Além disso, a campanha foi amplificada nas ondas da Rádio T, uma das maiores emissoras do estado, reforçando a mensagem de reconhecimento à profissão.

Em uma homenagem simbólica, o Jardim Botânico, um dos cartões-postais mais icônicos de Curitiba, foi iluminado de verde. A cor, que representa saúde e bem-estar, destacou a relevância dos nutricionistas no cuidado com a alimentação e a saúde pública. Essas iniciativas visam não apenas celebrar a data, mas também conscientizar a população sobre o papel crucial desses profissionais na promoção de uma vida saudável.

Integrantes do RepresentAção

Profissionais que integram o RepresentAção

Conheça os profissionais selecionados pelo Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) para integrar o programa RepresentAção. O projeto tem o objetivo de ampliar e fortalecer a representatividade dos nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética em todas as regiões do Paraná e aproximar a entidade de estudantes, profissionais, instituições de ensino e gestores públicos.

A partir disso, o programa visa aumentar a participação do Conselho junto à sociedade, viabilizar a realização de eventos científicos nas instituições de ensino superior e técnico do estado, ampliar as ações políticas na região e nos canais de comunicação com os inscritos. O RepresentAção objetiva ainda valorizar o nutricionista e técnico em nutrição, incentivando a prática profissional ética, crítica e competente.

O representante participará de reuniões de orientações com o CRN-8, além de encontros virtuais com apresentação do relatório e discussão das ações a serem realizadas. Cada representante ocupará a vaga durante um ano, sendo possível a prorrogação por mais um ano.

CURITIBA E RMC

Liziane Mery Laufer Rodrigues

Nutricionista formada pela Faculdade Espírita (2006) e pedagoga pela Facinter (2009), possui diversas especializações nas áreas de saúde e educação, incluindo Fitoterapia (Faculdade Espírita, 2009), Psicopedagogia (Itecne, 2012), Tutoria e Orientação Acadêmica em EAD (Uninter, 2012), Nutrição Materno Infantil (Faculdade Futuro/Laboro, 2019) e formação como Educadora Perinatal (Instituto Florescer, 2020). Atualmente, é mestranda na área de Formação de Professores em Ciência e Tecnologias (PPGFCET – UTFPR) e cursa extensão em Neuronutrição e Neurosuplementação com Daniele Lodetti.

Vanessa Chrisostomo Martins

Nutricionista, formada em 1986 pela Universidade Federal do Paraná, com mais de 31 anos de experiência. Especializada em Administração em Serviços de Saúde ; Administração e Políticas Públicas ; Gestão Penitenciária: Problemas e Desafios; Sociologia, Criminalidade e Violência.

NORTE CENTRAL:

Amanda Menon

Nutricionista mestra em ensino, com especialização em nutrição clínica e alimentos funcionais e em segurança alimentar e nutricional.

Área de atuação: Alimentação escolar e docência

SUDOESTE

Ana Cláudia Ferreira

Pós graduada em Residência em Nutrição Cardiovascular pelo HC/UFPR

Área de atuação: Alimentação escolar

NOROESTE

Franciele Câmara

Especialização em Nutrição Clínica ambulatorial e hospitalar. Especializando em Nutrição Clínica no Envelhecimento

Atuação em Instituição de longa permanência para idosos. Atuação em Entidades Assistencial com foco em Nutrição social e alimentação coletiva.

CENTRO-SUL

Ludgero Sangalleti

Formado em 2018, com especialização em Nutrição Clínica no esporte e atividade física.

Mestrando em Ciências Farmacêuticas

OESTE

Clenise Capellani dos Santos

Mestrado e Doutorado em Sociedade, Cultura e Fronteiras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Área de atuação: Docência. Atualmente atua como Nutricionista Clínica com Nutrição Enteral Domiciliar e Consultoria em Nutrição.

SUDESTE

Bruna Malinoski

Nutricionista formada pela Unicentro em 2016, pós-graduada em Nutrição Clínica e Gestão em Alimentação Coletiva.

Área de atuação: Nutricionista de produção em frigorífico; produção e clínica em Instituição de longa permanência para idosos.

NORTE PIONEIRO

Carla Cristina Druzini

Nutricionista pós-graduada em Saúde e Bem-Estar, além de formação em Administração com Habilitação em Marketing.

Área de atuação: Alimentação Escolar

CENTRO-ORIENTAL

Sabrina Geus

Nutricionista formada pela PUC-PR (2010) com especialização em Nutrição clínica funcional e fitoterapia também pela PUC (2011).

Área de atuação: Nutrição clínica e de produção hospitalar e docência de ensino superior.

Dados e projeções sobre obesidade infantil são preocupantes

Dados e projeções sobre obesidade infantil são preocupantes

Os dados sobre obesidade infantil são preocupantes. Levantamento do Ministério da Saúde revela que, em 2023, 5,7% das crianças entre 0 e 5 anos sofriam com este problema de saúde no Paraná. O dado faz parte de uma análise do Índice de Massa Corporal (IMC) de mais 389.300 crianças. De acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério, outras 7,7% já estavam com sobrepeso. No cenário nacional, a situação não é diferente. O Atlas Mundial da Obesidade 2023, lançado em março pela Federação Mundial de Obesidade, projetou que o crescimento anual de crianças obesas pode chegar a 4,4%, o que significa um nível alerta muito alto.

Ainda segundo o Atlas, em 2020 o Brasil tinha 34% (15,58 milhões) do público de 5 a 19 anos convivendo com obesidade ou sobrepeso em 2020. O valor pode saltar para 50% (cerca de 20 milhões) de jovens em 2035. Neste dia 03 de junho celebra-se o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, que tem o objetivo justamente de dar visibilidade ao tema e informar a população sobre os cuidados necessários para combater a doença.

      Nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná, Ana Paula Garcia ressalta que uma criança que sofre com obesidade pode desenvolver graus mais severos da doença na vida adulta e ainda adquirir diversos problemas de saúde, como doenças respiratórias e ortopédicas, dores nas articulações, disfunções hepáticas, colesterol alto, diabetes, hipertensão arterial, complicações metabólicas, dermatites, enxaqueca, entre outras. “A criança pode desenvolver depressão, sofrer isolamento social e solidão, enfrentar bullying e disfunções alimentares, como bulimia ou anorexia, e ter baixa autoestima”, salienta a profissional.

      A obesidade infantil pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos, comportamentais e ambientais. “Entre os fatores comportamentais, destacam-se a má alimentação e o sedentarismo. Além disso, a falta de atividade física regular, aliada ao aumento do tempo gasto em atividades sedentárias, como assistir televisão e jogar videogames, contribui significativamente para o ganho de peso”, alerta Ana Paula.

            Para o tratamento de obesidade recomenda-se uma abordagem que inclui aconselhamento, planejamento alimentar e análise dos hábitos alimentares da criança e da família. “O nutricionista pode auxiliar desde a prevenção até o tratamento da obesidade infantil. Na prevenção, é importante que o nutricionista atue na educação alimentar e nutricional, participando de projetos, programas e políticas envolvidas no combate à obesidade infantil”, salienta. Já na fase do tratamento, o nutricionista deverá prescrever o plano alimentar mais adequado conforme as demandas e individualidades da criança, “além de monitorar e oferecer suporte contínuo, trabalhando dentro de uma equipe multidisciplinar”.

Dicas sobre obesidade infantil

   – Realizar a amamentação durante os dois primeiros anos, ou mais. O leite materno é um alimento completo e está ligado à redução de infecções e doenças, como otites, doenças respiratórias, diabetes e obesidade infantil, além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho.

   – A reeducação alimentar para toda a família é um passo fundamental no combate à obesidade infantil. Quando todos unem esforços e praticam hábitos saudáveis há mais chances de as crianças também seguirem estes exemplos.

   – Estimular a prática de exercícios físicos é crucial para aumentar o gasto calórico e ajudar na redução de peso.

  -Quanto mais cedo a criança começar a praticar alguma atividade, maiores são as chances de ela se tornar um adulto ativo. Buscar esportes que a criança se identifique pode transformar o exercício em um hábito divertido. Incentivar brincadeiras que movimentem o corpo, como pega-pega, pular corda, amarelinha, dança e andar de bicicleta, também são excelentes opções.

– Controlar o tempo de exposição às telas é outro aspecto importante. O tempo que a criança passa em frente à televisão, computador, videogame ou celular pode influenciar um estilo de vida mais sedentário e prejudicar os hábitos alimentares. Recomenda-se que crianças até cinco anos não fiquem mais de uma hora em frente às telas.

– A falta de sono adequado pode contribuir para a obesidade. O relógio biológico da criança pode ficar desregulado, afetando hormônios que controlam o apetite.

Fonte: nutricionista e conselheira Ana Paula Garcia

CRN-8 comemora 18 anos de existência em maio

CRN-8 comemora 18 anos de existência em maio

O Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8) atinge a sua maioridade em maio de 2024. O Paraná foi o primeiro estado a criar uma regional própria com jurisdição em um só estado em 2006 em função da crescente demanda de profissionais. Antes, durante 26 anos, o Paraná integrou o CRN-3, ao lado de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A caminhada pelo desmembramento começou em 2005 com a solicitação de viabilidade de separação do Paraná. O pedido foi aprovado pelo Plenário do CRN-3. A decisão também foi referendada pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). “A partir de 2006, o CRN-8 passou a existir e em maio daquele ano tomou posse a primeira Plenária. A partir de então, as atividades inerentes aos conselhos, como regular, orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, puderam ser realizadas com mais agilidade e celeridade”, relata o ex-presidente do CRN-8, Raul Von der Heyde.

Desde então, já são 18 anos atuando na defesa do direito humano à alimentação saudável, contribuindo para a promoção da saúde da população, mediante a garantia do exercício profissional competente, crítico e ético. Essa missão segue norteando os trabalhos de todos os profissionais do CRN-8. “Muitos desafios foram enfrentados e grandes mudanças foram realizadas juntamente com o CFN para que cada vez mais os nutricionistas estejam engajados em todas as pautas e espaços da área da saúde e da qualidade de vida”, reforça Sônia Regina Barbosa, ex-presidente do CRN-8.

A atual presidente da entidade, Cilene da Silva Gomes Ribeiro, ressalta que ao longo destes anos foram realizadas muitas melhorias e alcançadas muitas conquistas tanto para o técnico de nutrição dietética quanto para os nutricionistas. “Agimos sempre com muita responsabilidade, ética e seriedade tanto nos processos internos de governança quantos nos processos externos. A cada gestão buscamos melhorias contínuas da sociedade e na segurança alimentar nutricional da população”, destaca.

A ex-presidente Deise Regina Baptista ressalta que o CRN-8 cumpre diariamente o seu papel, fazendo “cumprir as normas que regem a profissão e realizar as atividades de fiscalização profissional e de orientação ética profissional”. “Nesses 18 anos, conquistamos a segurança e confiança da sociedade da população e dos profissionais”, complementa a também ex-presidente do órgão, Lili Purim Niehues.

O ex-presidente Alexsandro Wosniaki salienta que todas as gestões tiveram e têm como objetivo comum de pautar a alimentação e nutrição, pautar a atuação do nutricionista e pautar a garantia da segurança alimentar e nutricional em todo o estado. “Nós tivemos grandes avanços relacionadas as pautas do Executivo e Legislativo e com a participação do CRN-8 em várias discussões na agenda de alimentação e nutricional do Paraná”, reforça.

            Confira o vídeo comemorativo com depoimentos dos ex-presidentes em https://www.youtube.com/watch?v=NhaD8QPn9D0.